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Dica 469 – Mais trava-línguas em inglês

maio 28, 2012

Depois da última dica sobre trava-línguas, achei mais alguns videos com trava-línguas divertidos para você tentar. Como você pode ver, até nativos têm dificuldade para dizê-los, mas divertem-se com isso. Nós também gostamos de dizer trava-línguas em português e encaramos isso como uma brincadeira. Fazendo em inglês temos oportunidade de brincar e de trabalhar as articulações dos sons. Pode parecer que estamos falando um monte de coisas sem sentido, mas todas as frases têm sentido e brincam com os diferentes sons. E isso nos faz prestar mais atenção às diferenças entre esses sons. Portanto, são ótimos para trabalharmos a pronúncia em inglês.

Aqui estão alguns deles:

SOLDIER, SHOULDER:

“Soldier, Shoulder”

I WISH TO WISH:

“I wish to wish the wish you wish to wish, but if you wish the wish the witch wishes, I won’t wish the wish you wish to wish.”

CRAM SPAM:

“How can a clam cram spam in a clean cream can?”

THICK SOCKS:

“Seth at Salisbury’s sells thick socks.”

TOMMY, TOMMY:

” Tommy, Tommy, toiling in the tailor’s shop
All day long he fits and tucks
All day long he tucks and fits
And he fits and tucks, and tucks and fits
And he fits and tucks, and tucks and fits
Tommy, Tommy, toiling in the tailor’s shop”

Há muito mais disponível por aí. É só você procurar!

Até a próxima,

Carlos

Dica 468 – Aprender inglês também é uma questão de fibra

maio 27, 2012

Aprender inglês é como aprender qualquer outra coisa. O que você faz para ter sucesso pode ser aplicado a outras áreas da sua vida, e vice-versa. Por isso sempre é bom pensar nas coisas que você consegue ou já conseguiu fazer bem, e tentar aplicar os mesmos princípios ao estudo de inglês.

Numa matéria da revista Você S/A, Amanda Kamnchek escreve que “resiliência é a capacidade de resistir às adversidades e reagir diante de uma nova situação. Um profissional pode precisar dela tanto para encarar a pressão e a competição do mercado quanto para atravessar momentos difíceis, como crises econômicas e acidentes.

Embora a matéria seja sobre o mercado de trabalho, podemos pensar nisso também para o estudo de inglês. Para aprender você precisa de resiliência. O estudo também tem seus altos e baixos, momentos difíceis e crises. Tem horas que a gente se enche e quer jogar tudo para o alto. Mas se desistirmos, nunca vamos aprender. Aí é que entra a resiliência. Temos que resistir às dificuldades e enfrentar os problemas.

A boa notícia que a matéria nos dá é que resiliência é uma competência que pode ser aprendida. Você pode desenvolvê-la em qualquer estado da sua vida. E há vários fatores importantes para desenvolver a sua resiliência, como autoeficácia, solução de problemas, tenacidade, otimismo e outros. Vejam no link abaixo a íntegra do artigo que foi publicado na Você S/A.

http://www.methodus.com.br/artigos_carreira/102/resiliencia-uma-questao-de-fibra.html

E você? Como anda a sua resiliência? Você consegue persistir e aguentar as dificuldades? Tem crença na sua capacidade de aprender? Gosta de desafios, pois eles fazem com que aprenda mais? E como você pode fazer para mudar?

Pense nisso e lembre-se de que aprender inglês depende fundamentalmente da sua atitude. E essa atitude pode mudar. Basta você querer e se esforçar para isso.

Até mais,

Carlos

Dica 467 – Pratique esse trava-língua divertido

maio 26, 2012

Você sabe o que é um  trava-língua? Veja a definição que encontrei no site Só Português (www.soportugues.com.br):

“Trava-língua é uma espécie de jogo verbal que consiste em dizer, com clareza e rapidez, versos ou frases com grande concentração de sílabas difíceis de pronunciar, ou de sílabas formadas com os mesmos sons, mas em ordem diferente. Os trava-línguas são oriundos da cultura popular, são modalidades de parlendas (rimas infantis), podendo aparecer sob a forma de prosa, versos, ou frases. Os trava-línguas recebem essa denominação devido à dificuldade que as pessoas enfrentam ao tentar pronunciá-los sem tropeços, ou, como o próprio nome diz, sem “travar a língua”. Além de aperfeiçoarem a pronúncia, servem para divertir e provocar disputa entre amigos.

Em inglês trava-línguas são chamados de tongue twisters. E como a definição acima diz, são ótimos para você se divertir e melhorar a sua pronúncia.Que tal tentar alguns?

Assistindo a um episódio do seriado “Suburgatory”, achei esse trava-língua divertido e montei esse vídeo. Ele serve para ajudar você a brincar e treinar o seu inglês. Se você repetir várias vezes, vai conseguir e vai ver que nem é tão difícil.

Se não conseguir de primeira – o que é difícil mesmo – tente várias vezes. Pode demorar, mas uma hora você consegue. Como eu já falei outras vezes, encare como um desafio. Desafios são bons para estimular você a aprender mais.

Boa diversão e até a próxima,

Carlos

 

Dica 466 – Procure peças de teatro em inglês na sua cidade

maio 25, 2012

Como eu já escrevi na Dica 278 (“Assista a Teatro em inglês”), assistir a peças de teatro em inglês é uma ótima oportunidade para você se divertir e para praticar o seu inglês. Muitas escolas em várias cidades do Brasil têm grupos de teatro em inglês e a maioria faz apresentações gratuitas. Algumas delas têm trabalhos excelentes, de nível praticamente profissional. Vale a pena você se informar e ir assistir.

Tente descobrir na sua cidade, procurando no jornal ou nos sites das escolas de inglês. Ou telefone para as escolas e pergunte se há apresentações para o público geral – às vezes as apresentações são só para alunos ou familiares.

Mesmo que uma apresentação não seja tão boa, a experiência de assistir a uma peça em inglês é sempre positiva. Você vai praticar o seu inglês ouvindo várias pessoas diferentes falando e tentando entender a história.

Se a sua cidade não tem um grupo de teatro em inglês, que tal você começar o seu? Fazer teatro em inglês é uma experiência muito bacana!

Como eu falei na Dica 278, o meu amigo Rodrigo Haddad começou a fazer teatro dirigido por mim aos 14 anos, e hoje, já adulto, dirige grupos de teatro em inglês e faz um excelente trabalho. Se você mora em São Paulo, ou se vai passar por aqui num futuro próximo, aqui vai uma dica do novo espetáculo dirigido por ele:

Silly Cow -  Comédia em inglês de Ben Elton

Doris Wallis é uma jornalista que escreve uma coluna semanal em um grande jornal britânico. O passatempo preferido dela é falar mal dos outros, principalmente celebridades, artistas, a família real. Só que a língua venenosa dela começa a passar dos limites e ela é processada por uma atriz após chamá-la de gorda e canastrona. Enquanto se prepara para o julgamento, Doris recebe a visita de um editor que quer contratá-la para escrever em um tabloide de circulação europeia, do contador que quer que ela assine as declarações do Imposto de Renda e do “namoradinho” latino que leva uma encomenda especial a ela, ao mesmo tempo em que precisa discutir detalhes do caso com sua eficientíssima assistente.

Direção e adaptação: Rodrigo Haddad

Duração: 75 minutos

Classificação etária: 14 anos

Grátis

Dias: De 28/abril a 17/junho, sábados e domingos às 18h

Local: Cultura Inglesa-Mooca – Rua do Oratório 232 – São Paulo

Se você estiver por aqui, faça um esforço e vá até lá! E se souber de algum outro espetáculo em inglês, escreva para mim, que eu divulgo aqui.

Até mais,

Carlos

Dica 465 – Valorize o professor brasileiro

maio 24, 2012

Não sei se você está acompanhando a polêmica causada pelo comercial da Open English, uma escola de inglês online. Eu assisto a programas de TV todos os dias, mas assisto a programas baixados na Internet, e nunca ligo a TV em canais abertos ou a cabo. Por isso não conheço os comerciais. Acabei tomando conhecimento deste através do facebook, numa mensagem do Vinícius Nobre, meu amigo e presidente do BRAZ-TESOL (a associação dos professores de inglês do Brasil).

No comercial dessa escola, eles dizem que um professor de inglês nativo é melhor do que um brasileiro, e chegam a ridicularizar o professor brasileiro. Assista ao comercial e julgue por si:

Eu já escrevi sobre professores nativos e professores brasileiros na Dica 64 em 2010 (http://dicasingles.wordpress.com/2010/05/24/dica-64-professor-nativo-x-professor-brasileiro/) e também no livro “101 Dicas Para Você Aprender Inglês Com Sucesso”. E como eu já disse antes, não importa se o professor é nativo ou brasileiro, mas se é competente. Eu conheço professores nativos que são excelentes e professores brasileiros que são excelentes. Mas também conheço professores nativos e professores brasileiros que não são tão bons.

Eu mesmo, como falante nativo de português, não saberia dar aula de português. Há muitos anos, na escola em que eu tabalhava, um dos professores de português para estrangeiros faltou, e me pediram para substituí-lo. Embora eu seja um ótimo professor de inglês, a minha aula de português foi um desastre. Talvez depois de fazer um bom treinamento, eu possa até começar a ensinar português, mas só o fato de falar português não me qualifica para dar aulas.

Já no caso do inglês, mesmo eu tendo nascido no Brasil, eu tenho formação de professor. Quando eu terminei a minha pós-graduação em engenharia civil e me tornei professor de inglês, comecei a fazer cursos, comecei a estudar e me qualifiquei como professor de inglês. Hoje tenho 25 anos de experiência e dou até cursos de treinamento para professores.

Há muitos professores nativos que têm formação de professores. Eu poderia citar vários que conheci na minha vida. E há também muitos que dão aula só por serem nativos, sem terem nenhuma formação. Não basta você saber falar inglês. Se você pegar um mendigo americano, ele sabe falar inglês. Será que isso o qualificaria como um professor nativo?

Eu não acho que o professor brasileiro seja melhor que o nativo, e também não acho que o nativo seja melhor do que o brasileiro. Há professores bons e pronto. E a escola, na hora de contratar, é que deve ter o seu critério. Na escola em que eu trabalho há vários professores nativos. E é ótimo tê-los por perto. Quando temos alguma dúvida, ou quando encontramos uma palavra que não conhecemos, por exemplo, podemos sempre usá-los como referência. Mas há alguns dias eu estava tentando entender a letra de uma música que tinha uma palavra que eu não entendia, e nem os meus colegas nativos conseguiram descobrir que palavra era. Fui eu mesmo que descobri sozinho depois de um tempo.

Não se deixe iludir por essas propagandas de que a escola só tem professores nativos. E principalmente, não faça pouco dos professores brasileiros. Eles são extremamente competentes e há muitos que falam um inglês excelente. Eu dou palestras no Brasil todo, e por onde eu vou sempre encontro profissionais excelentes. Lembre-se também de que o professor brasileiro passou pelas mesmas dificuldades que você passa para conseguir aprender inglês. Ele sentiu na pele o que é aprender inglês aqui no Brasil e por isso pode te dar muitas dicas de como aprender.

Reproduzo aqui a carta publicada no facebook pelo Vinícius Nobre – Vinnie – o presidente do BRAZ-TESOL:

“Como presidente da maior Associação de professores de inglês do Brasil, eu sinto a incontrolável necessidade de me posicionar e expressar meu desapontamento e choque em relação ao comercial que está sendo veiculado em rede nacional promovendo um curso de inglês online.
Eu NÃO sou um falante nativo da língua inglesa, eu não tenho longos cabelos loiros, não moro na California e não visto uma camiseta justa para ensinar meus alunos. Na verdade, eu NUNCA tive um professor de inglês “nativo”. Eu nunca sequer morei em um país falante da língua inglesa. Eu simplesmente estudei inglês no meu país em desenvolvimento e depois cursei quatro anos de linguística, literatura, aquisição de idiomas estrangeiros, morfologia, pronúncia, sintaxe, educação, pedagogia, métodos e abordagens. Eu simplesmente dediquei 16 anos da minha vida ao desenvolvimento pessoal e profissional dos meus milhares de alunos. Nunca exibi meu passaporte ou minha cidade-natal, porque eu estava ocupado demais me preocupando com as necessidades comunicativa e afetivas dos meus alunos. Eu NÃO sou um falante nativo de inglês; portanto – de acordo com esse comercial – não me qualifico para ensinar. Provavelmente me qualifico apenas para ser uma imitação grotesca e irresponsável de um professor.
Assim como eu, milhares de educadores esforçados, talentosos, comprometidos, apaixonados e desvalorizados (do Brasil ou de qualquer outro país não falante de inglês) são definidos em 30 segundos de uma desesperada e inaceitável tentativa de seduzir alunos. Eu conheci professores fantásticos, independente de suas nacionalidades e muitos que inclusive eram “falantes nativos de inglês”. Os melhores educadores, no entanto, sempre tiveram a dignidade de reconhecer e respeitar as qualidades de um colega “não-nativo”.
O ensino de línguas estrangeiras desenvolveu-se tremendamente para garantir a justiça e o respeito que todos os profissionais sérios da área merecem (nativos ou não). Pelo menos entre nós mesmos. Se alunos ainda insistem em dizer que um professor “nativo” é melhor, pelo menos temos o conforto de saber que dentro da nossa profissão encontramos o reconhecimento que profissionais comprometidos e qualificados precisam ter. É triste, no entanto, ser ridicularizado por um centro (que alega ser) de ensino.
Como presidente do BRAZ-TESOL, como um falante “não-nativo” do inglês, como um admirador de profissionais do ensino, independente da sua nacionalidade, eu me ressinto por ser transformado em um piada tão irresponsável. Mas quem sou eu para ousar falar qualquer coisa sobre o ensino de inglês. Não sou a Jenny da California – o maior exemplo de educadora de inglês como língua estrangeira.”

Valorize o professor brasileiro!

Até a próxima,

Carlos

Dica 464 – Vídeo para praticar If-Clauses

maio 18, 2012

Eu sou professor de inglês 24 horas por dia, e não consigo me desligar. Às vezes ouço uma música no rádio ou num CD, ou até na minha aula de ginástica e já penso que ela seria ótima para ensinar um determinado ítem de gramática ou vocabulário.

Há muitos anos, eu e a Cris estávamos nos Estados Unidos e assitimos pela primeira vez o filme “Hercules”. Eu me lembro perfeitamente que num determinado momento do filme eu virei para ela e disse: “Second Conditional”. Anos mais tarde, quando o filme saiu em DVD, eu sabia que tinha uma cena com o second conditional, mas não me lembrava qual. E assisti ao filme inteiro só para achar. E achei, é claro. Mas junto com aquela cena, achei outras do chamado first conditional.

Essa semana eu estava preparando uma aula e me lembrei daquelas cenas. Aí montei esse vídeo, que coloquei no youtube:

Assistindo a esse vídeo, você pode treinar um pouco as if-clauses, mais especificamente o first conditional. Você pode tentar falar as frases junto com os personagens. Algumas são rápidas, mas com o treino você consegue. Experimente!

Como eu costumo dizer para os meus alunos, preste atenção ao mundo à sua volta. Tenha os olhos e ouvidos sempre abertos. Tente perceber as coisas que você lê ou ouve. Muitas vezes você acabou de estudar algo na aula de inglês, e encontra aquilo num filme ou numa música. Tudo isso são oportunidades que você tem de usar o que você está estudando num contexto mais real, fora da sala de aula.

Ficando atento ao mundo a seu redor, você aprende muito mais.

Até a próxima,

Carlos

Dica 463 – Use a sua memória musical

maio 15, 2012

Hoje de manhã acordei cedinho e, apesar do frio, fui para a minha aula de ginástica. Eu faço ginástica à noite diariamente, mas às terças-feiras vou de manhã. Depois de vencida a preguiça de sair de casa, sempre acho que valeu a pena. Na aula de hoje o Marco, meu professor, colocou uma trilha sonora com músicas dos anos 60, em ritmo de ginástica. Todas músicas que eu ouvia na minha infância. Dentre elas havia algumas músicas que eu não ouvia há uns 40 anos. O mais incrível é que eu cantei todas as músicas – enquanto levantava pesos e fazia abdominais. Como é que eu ainda sei cantá-las?

Outro dia eu estava conversando com a minha amiga Heloisa Gouveia, e ela me contou que o pai dela, que já tem uma idade avançada, às vezes tem alguns lapsos de memória, mas nunca esquece de uma música. Dependendo da conversa que ele está tendo, ele se lembra de uma música e começa a cantar. E ela estava justamente discutindo comigo sobre como a música fica na nossa memória e parece que não sai mais. Nós não sabemos a explicação científica, mas deve ser algo a ver com o lado do cérebro onde a música fica armazenada.

Alguns dias depois, por coincidência, a Helô veio me contar que estava entrevistando uma candidata a aluna na escola, quando a moça contou que era médica e que trabalhava justamente com essa área. E ela ficou de mandar para a Helô algumas informações sobre o assunto. Nós estamos aguardando para ler e entender mais sobre como isso funciona.

Pesquisando na Internet, achei esse artigo interessante que fala sobre a memória musical, intitulado “Memória musical não se perde com amnésia, mostram cientistas”. Vejam:

http://www.correiodoestado.com.br/noticias/memoria-musical-nao-se-perde-com-amnesia-mostram-cientistas_132979/

O fato é que a música realmente fica na nossa memória. Por isso é tão bom usar músicas para aprender inglês. Embora eu não ache que você vá aprender inglês só com músicas, o fato é que ouvir e cantar muito em inglês ajuda muito o seu aprendizado. De tanto você cantar, as palavras e estruturas vão ficando na sua cabeça e quando você precisa elas vêm à sua mente e saem da sua boca.

Por isso cante – e muito! Mas atenção: você precisa cantar corretamente. Se você aprende a cantar errado, você vai gravar as palavras erradas e vai ser muito difícil de corrigir depois. A memória musical é forte também para gravar os erros. Cante, mas acompanhe com a letra e procure pronunciar bem todas as palavras. Depois que você aprender a letra, aí sim tente cantar sem ler.

Cantar é gostoso e faz bem para a mente. E outra vantagem é que você pode escolher qualquer tipo de música de que você goste. O importante é ser em inglês.

Use a sua memória musical em benefício do seu inglês!

Até mais,

Carlos

Dica 462 – Inglês Ruim

maio 14, 2012

Fiquei bastante surpreso ao ler na revista Você S/A de maio de 2012 o resultado de uma pesquisa realizada em 76 países com 108.000 profissionais. Essa pesquisa visava medir o nível de fluência em inglês, e o resultado foi muito baixo para o nosso país. O Brasil ficou em penúltimo lugar – ou seja, teve a segunda pior colocação, só tendo sido melhor do que a Colômbia. Segundo a pesquisa, os cinco piores países em inglês são: Colômbia, Brasil, Turquia, Japão e México.

A revista ainda cita uma outra pesquisa realizada no ano passado que mostra que 74% das empresas brasileiras já tiveram perdas financeiras em transações internacionais causadas por problemas na comunicação entre os negociadores. Segundo a matéria, 74% dos brasileiros pesquisados dizem que se saem piores do que os estrangeiros na hora de se comunicarem em outra língua. E a reportagem afirma ainda que a barreira não se restringe à língua. O problema é entender a cultura do outro país.

Por que será que os brasileiros ainda têm tanta dificuldade para aprender inglês? Esta foi a pergunta que me levou a iniciar esse blog e escrever o livro “101 Dicas Para Você Aprender Inglês Com Sucesso”. Tanta gente ainda me fala sobre a vontade de estudar inglês, ou de voltar para o inglês, mas a coisa simplesmente não engrena. Eu acredito que falta esforço e dedicação. E falta ainda mais tentar usar o inglês. Muitas pessoas ainda encaram o inglês apenas como uma matéria escolar na qual elas precisam passar. Quando eu digo para falar inglês fora da sala de aula, para ler em inglês ou assistir a filmes em inglês, muitos dão risada ou ainda dizem que não têm tempo.

Eu vejo muitos alunos que atingem um nível intermediário e depois se acomodam, achando que já sabem o suficiente, e não se esforçando para aprender mais. E que acabam não passando daquele nível.

Em relação à cultura, eu já cometei várias vezes que aprender a língua é muito ligado com aprender a cultura. Eu não me conformo com pessoas que querem aprender inglês mas não se interessam pela cultura americana ou inglesa. Há pessoas que não lêem, não assistem a filmes, não tentam conhecer a história dos países de língua inglesa. Isso é muito importante no aprendizado da língua. Quanto mais você conhecer a cultura dos países de língua inglesa, melhor vai se comunicar em inglês. Para falar inglês você precisa pensar em inglês. Entender a cultura ajuda a entender como eles pensam.

Aprender inglês bem é possível. Mas por mais que você tenha os melhores professores, por mais que você esteja na melhor escola, o esforço maior tem que vir de você.

E então, vamos começar a mudar a nossa estatística?

Até a próxima,

Carlos

Dica 461 – Happy Mother’s Day

maio 12, 2012

Amanhã é Dia das Mães e achei essa música bem bonitinha para você cantar e comemorar essa data treinando o seu inglês. Veja o vídeo no youtube e sigam a letra.

Mommy, mommy
I love you mommy
This is your special day
Flowers and presents
And breakfast in bed
Whatever you wish for
I’ll give you instead

Mommy, mommy
I love you mommy
No chores for you today
Bear hugs and kisses
To show how I feel
I love you mommy dear

Baking, cooking
Washing and working
Making our house a home
Always helping
Care for my well being
I never feel alone

Mommy, mommy
I love you mommy
In all your special ways
So on every second
Sunday in May
We’ll celebrate
Mother’s Day

Existem muitas outras músicas e vídeos sobre o dia das mães. Basta você procurar que, com certeza, vai encontrar alguma coisa de que goste.

Feliz dia das mães e até a próxima,

Carlos

Dica 460 – “The Accent Tag” – diferentes maneiras de falar inglês

maio 7, 2012

O Daniel Borges me escreveu perguntando como poderia aprender a falar inglês com o sotaque da California. Essa pergunta me fez pensar bastante a respeito dos sotaques em inglês. E me lembrei de uma história que eu já contei aqui sobre a minha amiga Vânia Pires. Quando a Vânia foi para os Estados Unidos pela primeira vez, ela queria saber se o sotaque dela parecia mais com o sulista, nova iorquino ou qualquer outro. E perguntou para a família que a hospedava: “Que tipo de sotaque eu tenho?”. A família imediatamente respondeu: “Brasileiro!”.

Falar completamente sem sotaque é muito difícil. E não é necessário. O importante é você ser entendido. Problemas de pronúncia e entonação podem muitas vezes causar confusões e isso é o que devemos tentar evitar. Se você conseguir diminuir o seu sotaque brasileiro já será excelente. No entanto, se o seu objetivo é falar inglês tão perfeitamente que vão pensar que você é nativo, isso é complicado. Existem muitas variedades de sotaques nativos. Pessoas de diferentes lugares dos Estados Unidos falam muito diferente – como acontece no Brasil. E dentro de um mesmo estado também existem sotaques diferentes.

Eu não sei reconhecer todos os sotaques americanos. O sotaque de Nova Iorque é bem típico e eu consigo identificar. Consigo identificar um sotaque sulista, mas não sei dizer se a pessoa é do Tennessee ou Mississipi, por exemplo. E devem ser diferentes. Com certeza quem mora no sul da Californa (perto do México) deve falar de maneira diferente do que quem mora no norte da California. Mas eu não consigo identificar essa diferença.

Além do mais, nos Estados Unidos existe uma mobilidade muito grande. As pessoas se mudam de um estado para outro com muito mais frequência do que aqui no Brasil. Então você vai encontrar pessoas falando com sotaques diferentes e que moram no mesmo lugar. No seriado “The Big Bang Theory”, por exemplo, a história se passa em Los Angeles, mas a Penny é de Nebraska e o Sheldon é do Texas. O Sheldon não tem um sotaque Texano, e eu não tenho a menor ideia de como é o sotaque de Nebraska para saber se a atriz Kaley Cuoco fala da maneira correta.

A pergunta do Daniel me fez pesquisar na Internet e acabei descobrindo uma série de vídeos no youtube chamados “The Accent Tag”. Nesses vídeos, diversas pessoas de vários lugares diferentes lêem uma lista de palavras e respondem a uma série de perguntas sobre como elas dizem algumas coisas. É muito interressante de se ver como os sons são diferentes e como algumas coisas são chamadas de maneira diferentes em lugares diferentes.

Nesses vídeos aparecem americanos de diversas regiões dos Estados Unidos e ainda aparecem ingleses, irlandeses, australianos e muitos outros. Coloquei aqui em baixo alguns links, e você pode encontrar muito mais no youtube:

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Eu comecei a assistir a esses vídeos e um foi levando ao outro e acabei assistindo a vários deles. E achei super interessante justamente pela variedade de sotaques do inglês.

Com tantas variações do inglês dentro de um mesmo país, eu acho que não é tão importante nos preocuparmos com qual sotaque nós falamos. Mesmo que você falar com o sotaque da California perfeito, se você for para Nova Iorque o seu sotaque será diferente do pessoal que mora lá. Ou seja, vão perceber que você não é de lá.

É importante você procurar ter um inglês bom, claro. Mas se você for para a Inglaterra e falar um inglês com sotaque americano, será entendido muito bem pelos ingleses. Você não precisa saber falar todos os sotaques e mudar de acordo com o lugar em que você vá.

E você falando inglês bem – não importa com que sotaque – vai ver que as pessoas vão elogiar o seu inglês onde quer que você esteja!

Até a próxima,

Carlos


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