Posts Tagged ‘teste’

Dica 476 – A importância da nota – o depoimento da Tatiani

junho 21, 2012

A respeito da dica anterior, recebi esse depoimento muito bacana da Tatiani Loro:

“Estava me atualizando no seu site e o último post é com relação às notas. Estou fazendo um curso online na Universidade de Princeton. Estou adorando o curso e orgulhosa de mim por conseguir acompanhar sem dificuldades, enquanto vejo alunos procurando os papers em espanhol para conseguir entender. Finalmente pude ver o resultado do curso de inglês. Não que não tivesse visto antes, mas nestas horas pensamos: ‘Puxa, eu aprendi mesmo, apesar da sensação contrária’.

O curso é Introdução à Sociologia (ítem importante na minha profissão). Mas a questão principal é que meu midterm é no final da semana que vem. Estava pensando sobre ele ontem. É importante que eu faça porque preciso ver se estou absorvendo o conteúdo, se algo que eu penso que entendi não é como estou pensando, se estou conseguindo acompanhar, etc. A nota me preocupa, claro. Mas acho que você tem razão, não deveria me preocupar tanto com o número e sim com o conteúdo e a aprendizagem. Não poderia haver exemplo melhor que o dado por você: às vezes você dá a resposta mais simples e tira a maior nota ou simplesmente decora algo mas não necessariamente isto reflete que você aprendeu. Fazer respostas em questões sociológicas não é fácil nem em português, que dirá em inglês, mas espero me sair bem. Vou tentar não ficar tão preocupada e me focar mais no resultado em termos de aprendizado e absorção do curso no que no número que isto vai resultar.

Thanks pela ajuda,

Taty”

Obrigado pelo depoimento, Taty, e que ele sirva de inspiração para todos. Temos que mudar essa cultura de é só a nota que vale e focarmos mais no nosso objetivo que é aprender. E isso é uma coisa que deve partir da gente, e depois ser transmitido para as próximas gerações.

Até a próxima,

Carlos

Dica 475 – Aprenda com os seus erros

junho 20, 2012

Nessa época do ano sempre acontece a mesma coisa. Nos colégios regulares acontecem as provas de final de bimestre e saem as notas finais. Nas escolas de inglês, terminam os semestres e os alunos são aprovados ou não para o próximo nível. E todo mundo só quer saber de uma coisa: “Quanto eu tirei?” Na última aula, os alunos querem pegar as suas notas e ir embora. E querem saber se passaram e ponto final.

Isso não ocorre só nas aulas de inglês e infelizmente é uma característica muito triste do nosso sistema educacional. As pessoas se esquecem do que vão fazer na escola. Lembre-se de que você vai para a escola para aprender. Mais do que saber a sua nota, você precisa ter a noção do que aprendeu e do que não aprendeu. Por isso, o mais importante não é você pegar a nota. Você precisa olhar a sua prova ou o seu teste com cuidado e prestar atenção nos seus erros. Precisa entender onde errou e porque errou. E a partir dali, tentar aprender o que ainda não aprendeu.

Na minha última aula do semestre eu mostro as provas aos alunos e leio com eles item por item. E a cada item que lemos, peço que eles me expliquem em voz alta o que erraram. Depois que eles explicam o que erraram eu pergunto se entenderam porque erraram e se agora sabem qual é a resposta correta. Esse processo é importante porque os nossos erros nos ensinam muito. Mesmo tendo errado e corrigido, pode ser até que erremos novamente a mesma coisa. Mas esse processo nos levará um dia a aprender.

Eu não me importo se um aluno passou com nota 80, 90 ou 100. A nota é apenas um número e não reflete necessariamente tudo o que o aluno sabe. Muitos alunos excelentes tiram uma nota um pouco mais baixa, pois arriscam escrever coisas diferentes e acabam escrevendo alguma coisa errada. Outros alunos que não sabem tanto, escrevem as frases mais simples possíveis, acertam tudo, tiram uma nota mais alta, mas têm um domínio menor sobre a língua.

No dia que você precisar falar inglês, não vai importar a nota que você tirou na prova. Não vai importar se você precisou refazer um curso, pois não tinha aprendido suficiente. Vai importar o que você consegue falar.

Olhar os seus erros como uma oportunidade para aprender é algo que precisamos aprender a fazer. Isso nos ajuda a aprender mais. Não é para você olhar o seu erro e dizer: “Ai, como eu sou burro!” Não existem erros ruins ou bons. O erro apenas mostra algo que você ainda não sabe fazer. Mesmo que seja alguma coisa muito básica e que outras pessoas da sua turma já sabem, não é vergonha nenhuma não saber. Corrigindo os seus erros e entendendo o que fez você errar, você vai aprender também.

O teste – assim como qualquer exercício que você faz – é sempre uma maneira de você se auto-avaliar e de saber o que você já está conseguindo produzir ou não. E de corrigir o seu rumo para aprender mais e melhor. Se você não pensa sobre o que errou, vai continuar fazendo os mesmos erros e vai continuar não entendendo porque está errando.

Não tenha vergonha dos seus erros. Aprenda com eles. Aprenda a gastar um tempo pensando sobre os seus erros. Isso vai fazer você aprender sempre mais.

Até a próxima,

Carlos

Dica 439 – Atitude em relação ao aprendizado – alguns exemplos

março 6, 2012

Recentemente na escola onde eu trabalho eu estava dando testes de classificação para alunos novos. Esses testes não são para aprovar ou reprovar o aluno, mas para ver o seu nível de inglês no momento. A partir deles o aluno é matriculado no curso correto, onde poderá melhorar o seu inglês tomando como ponto de partida o que ele já sabe.

Chegou uma candidata que me disse: “Eu não consigo falar inglês. Já estudei, mas não aprendi direito e tenho dificuldades para falar.” Depois de fazer o teste, verifiquei que ela tinha alguns conhecimentos básicos, mas não conseguia, por exemplo, fazer perguntas em inglês e confundia os tempos verbais básicos na hora de falar. E realmente não conseguia falar muito. Como ela havia dito, no início…

A candidata foi classificada no terceiro estágio do curso básico. No entanto, ela ficou muito aborrecida. Ela me disse: “Eu já estudei inglês. Por que preciso ficar no curso básico?” Eu respondi a ela que ela já sabia algumas coisas, mas – como ela mesma havia dito – não conseguia falar e tinha dificuldade com a gramática. E nesse curso ela teria a oportunidade de aprender e se desenvolver. Eu disse para ela: “A proposta do teste de classificação é colocar você no nível que você está e desenvolvê-la a partir daí. As pessoas que estão neste estágio têm um nível de inglês parecido com o seu.”

Ela ficou brava e disse que não iria fazer um curso básico, pois já havia estudado tudo isso. Tentei lembrá-la de que ela mesma havia dito que não conseguia falar inglês, mas não adiantou. Ela foi embora sem se matricular.

Para você aprender inglês – e para aprender qualquer coisa – você precisa ter uma atitude de querer aprender. E para você aprender, você precisa admitir que não sabe. Não é pecado não saber. Nem é vergonha não saber. Ninguém nasce sabendo. Uma pessoa que não admite que não sabe tem muita dificuldade para aprender coisas novas.

Às vezes na sala de aula há aqueles alunos que não sabem alguma coisa, mas fazem uma cara de que já sabem e não aceitam ser corrigidos ou ensinados. São justamente estes alunos que têm maior dificuldade para aprender – não porque não tenham condições de aprender, mas sim devido à sua atitude.

Por outro lado, eu tenho um aluno particular que quando chegou para ter aulas me disse que já havia estudado inglês antes, que entendia um pouco, que sabia algumas coisas, mas que sentia que tinha muitas lacunas no aprendizado. E mesmo já sabendo muitas coisas, me pediu para começar do início, pois ele queria desta vez aprender corretamente. Começamos do básico 1. Claro que, como ele já sabia muita coisa, o progresso foi bem mais rápido e ele já atingiu um nível mais avançado rapidamente. E ele também se dedica muito ao estudo e à prática do inglês.

A Cris também fala alemão, e há alguns anos foi fazer um curso na Alemanha para aprimorar a língua. Como ela já falava bem, a colocaram num curso avançado, para professores de alemão. Ela chegou na aula e achou que a turma era muito avançada para ela. Todos os alunos falavam muito melhor do que ela. Ela foi falar com a coordenação da escola e disse que queria ir para um curso menos avançado, onde ela poderia aproveitar mais e aprender melhor. Infelizmente, a escola não permitiu – parece que não havia outra turma disponível. O resultado foi que o curso não foi tão bom para ela e ela não conseguiu se desenvolver como gostaria. Como ela estava morando com uma família alemã, acabou aprendendo mais fora da aula do que dentro dela.

Qual é a sua atitude em relação ao aprendizado? De vez em quando é bom analisarmos o nosso próprio comportamento dentro da aula de inglês. Você sabe quais são os pontos em que precisa melhorar? Você tem consciência do que ainda não sabe? Tem consciência do nível em que o seu inglês está no momento?

Ter uma atitude positiva é muito importante. Lembre-se de que aprender é acumular conhecimentos e saber usá-los. E mesmo que você ache que já sabe alguma coisa, sempre há algum detalhe a mais para aprender. Mesmo que você esteja num nível avançado, há coisas básicas que você não sabe, ou que esqueceu. E isso é normal. Por isso, não importa tanto o nível em que você esteja, mas sim a sua prática no inglês. Há alunos que estão no nível 3 que falam muito melhor do que alunos que estão no nível 7.

Pense sobre sua atitude. Ela é fundamental para o seu aprendizado!

Até mais,

Carlos


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