Dica 176 – Seja amigo de você mesmo

Eu estou lendo um livro muito interessante chamado “Autossabotagem”, escrito por Bernardo Stamateas. O livro fala sobre como nós sabotamos a nós mesmos. E, infelizmente, fazemos isso tantas vezes!

Um trecho que me chamou à atenção: “Seu pior inimigo não são os outros, e sim a sua própria mente. Seu pior inimigo não são as críticas que você recebe, e sim aquelas que aceita, aquelas que permite que o penetrem e que o destruam lentamente.”

Há muitas pessoas que falam coisas horríveis para a gente. Eu conheci uma professora de inglês que quando o aluno cometia um erro batia na cabeça dele como se estivesse batendo numa porta e perguntava, “O que você tem aí dentro?” Convenhamos que isso é uma coisa horrível de se dizer – e hoje em dia ela poderia até ser processada por isso – mas só é horrível se você acreditar no que ela disse. Se você perceber que ela é que não tinha nada na cabeça e não se deixar afetar por isso, vai continuar tentando falar inglês e não se importar quando cometer erros.

Hoje eu estava na farmácia e um homem gritava e xingava os vendedores porque a loja não tinha o remédio que ele queria na quantidade que ele precisava. Os vendedores mantiveram a calma – embora os outros clientes estivessem bem incomodados. E continuaram atendendo o homem do mesmo modo, sem se deixar afetar. Se eles tivessem começado a discutir, a coisa teria piorado, mas eles não permitiram que chegasse a esse ponto. Não aceitaram a provocação do cliente.

Muitas vezes a pessoa que nos xinga e nos ofende está dentro da nossa cabeça. Você comete um erro e diz para você mesmo: “Eu sou burro”, “Eu nunca vou aprender inglês”, “Eu não tenho jeito para línguas mesmo”, “Eu sabia que ia ser um fracasso mesmo”. Muitas dessas coisas nem o seu pior inimigo diria para você. Por que você precisa se tratar tão mal?

Na minha sala de aula estou sempre corrigindo os alunos. Eles falam alguma coisa errada e eu os corrijo. Por que eu faço isso? Para que eles aprendam a falar da maneira correta! Alguns alunos ouvem a minha correção e a repetem, tentando aprender. Outros fazem aquela cara horrível e já começam a se criticar e culpar por errar – você percebe pela expressão deles que estão se xingando. Quantas vezes eu tenho que repetir que não há problema, que é normal errar, que todo mundo erra, coisas que eu já repeti algumas vezes aqui. Há ainda aqueles que me olham com cara de ódio, como se estivessem me culpando por corrigi-los.

Seja seu amigo! Lembre-se de que o seu erro foi uma tentativa de acerto. No livro “Autossabotagem” o autor cita esta frase de Albert Ellis, com a qual eu concordo plenamente: “Hoje pude vir até aqui, mas sei que amanhã farei muito mais”.

Basta você acreditar em si mesmo, ser seu amigo e continuar estudando inglês. Um passo de cada vez!

Até a próxima,

Carlos

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: