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Dica 627 – O Segredo do Sucesso é o Fracasso

setembro 13, 2016

Um artigo na revista “Você S/A” que eu acabei de receber, intitulado A Importância do Fracasso, começa dizendo que “Para alcançar o sucesso é preciso, primeiro, aprender com o fracasso.” É uma afirmação importante, que muita gente não se dá conta. As pessoas morrem de medo de errar. Parece que errar é uma coisa horrível. Que é o fim do mundo. Mas não é. Fracassar é fundamental no aprendizado.

Fracassar, como diz o artigo da Você S/A, é crucial para o desenvolvimento. E o avanço só acontece se nós encararmos os erros como processos de aprendizagem.

Isso é verdade para qualquer coisa, mas vamos pensar aqui no aprendizado de línguas.

Pense em você mesmo quando aprendeu a sua língua nativa. Você não começou falando tudo certo. Você falava errado, as pessoas te corrigiam uma duas, três… muitas vezes, até você aprender a falar corretamente. Mas para você foi importante tentar, experimentar com a língua. Se você não se lembra de como foi o seu aprendizado, pois afinal era muito pequeno, observe uma criança pequena aprendendo a falar.

Para aprender inglês, você precisa passar pelo mesmo processo. Tentar, errar, se corrigir, errar novamente e assim por diante, até acertar.

Hoje eu estava dando aula para uma aluna particular e fiz um vídeo no celular onde ela falava algumas coisas. Acabando de filmar, assistimos ao video juntos, e eu apontei os seus erros. Aí gravamos mais uma vez e assistimos novamente. Ela mesma me disse: “Aqui eu errei novamente. Aqui eu acertei.” Perceber os erros, já é um caminho em direção ao acerto. Com certeza ela ainda vai errar outras vezes, mas ter consciência dos erros, já é um grande passo.

Quando você tenta conversar em inglês, vai acontecer de a pessoa com quem você está falando não entender você. Pode ser o seu colega na aula de inglês, ou pode ser uma pessoa com quem você está conversando na rua. Errar e perceber que a pessoa não entendeu, vai fazer você tentar falar de uma outra maneira, para se fazer entender. Você vai criando estratégias que vão ajudar a se comunicar melhor. Isso também é um aprendizado.

Num exercício escrito, quando você erra, você tem uma grande oportunidade de aprender mais. Vendo o que errou e pensando em como poderia corrigir aquilo, você acaba aprendendo bastante.

O importante sempre é a sua atitude em relação ao erro. Ter um fracasso, não significa que você é um fracasso. Você fracassou, no seu caminho para aprender. Se ficar só se lamentando e se auto-flagelando, não vai aprender nada. O fracasso mostra que você fez uma escolha errada. Pense agora na próxima escolha. Se ela for errada também, fracasse e tente novamente. Em algum momento você vai acertar.

Pense num cientista que realizou uma experiência e descobriu algo incrível. Ele teve um sucesso no final, mas antes disso ele teve centenas de fracassos. Se pensar bem, o número de fracassos dele foi muito maior do que o número de sucessos. Mas foram esses fracassos que o levaram ao sucesso! Entre uma tentativa e outra, o cientista pesquisou mais, estudou, se aprimorou e tentou de novo.

Você errou? Tente mais uma vez. Estude mais, pesquise mais, faça mais exercícios e tente de novo. Não se lamente por ter errado. Você terá novas chances de aprender.

Aceite os seus erros, pense sobre eles e não sofra. Todo mundo erra!  Lembre-se disso!

Siga em frente e vai aprender cada vez mais e melhor!

Até a próxima,

Carlos

 

Dica 516 – Lide com seus medos e inseguranças

novembro 21, 2012

Todos nós temos medos e inseguranças. Aprender alguma coisa nova sempre faz esses medos aparecerem. E isso é uma coisa normal. O importante é não deixar que o medo e a insegurança o impeçam de ir para a frente.

A propósito disso, leia este artigo escrito pela psicóloga Adriana Gomes e publicado na Folha de São Paulo no dia 11 de novembro de 2012:

“Não é fácil lidar com emoções como o medo e a insegurança que surgem diante das mais diversas situações da vida.

Somos bombardeados por reportagens que afirmam que o bom profissional deve estar preparado para novos desafios e se adaptar rapidamente diante de novos cenários, para a tomada de decisões estratégicas, para apresentações públicas ou para lidar com negociadores truculentos.

O que ninguém conta é que, internamente, muitas pessoas sofrem com as pressões por resultados e desempenho, com altas expectativas, com autocobranças, porque não querem falhar, nem desapontar a si e ao seu público. Todos sentem medo, em maior ou menor grau. O ponto é que o medo pode paralisar uma pessoa. Podem ser muitas as causas dessa reação, entre elas:

  • Perfeccionismo
  • Falta de preparo
  • Baixa autoestima
  • Dificuldade para lidar com críticas
  • Pouco autoconhecimento

Por outro lado, há pessoas que se sentem estimuladas pelas situações novas e encaram o desconhecido de maneira mais “lúdica”, como uma oportunidade de aprendizado e não como provação. Essa atitude, por si, já torna a situação menos ameaçadora.

É importante, entretanto, estar preparado para enfrentar tais situações: pesquisar, conversar com pessoas que passaram por desafios semelhantes, conhecer seus limites e analisar as ameaças e oportunidades da situação. Isso ajuda a minimizar a sensação de medo e aumenta a autoconfiança.”

(http://www1.folha.uol.com.br/colunas/adrianagomes/1183061-situacao-desc)onhecida-nao-deve-ser-encarada-como-provacao.shtml)

Embora o artigo seja direcionado a profissionais e ao mercado de trabalho, ele tem tudo a ver com o aprendizado de inglês. A vontade de ser perfeito nos bloqueia. Se você aceitar que não é perfeito e tentar falar, mesmo que cometa erros, você vai aprender mais.

Errar é normal, e não devemos ter medo disso. Porém isso não significa que tudo bem se falarmos errado. Queremos falar corretamente, e a maneira de aprender é ouvido as correções. Quando um professor o corrige, isso não é uma crítica. Ele apenas está dizendo que aquilo não está certo e dizendo qual é a maneira de falar. Se prestarmos atenção a isso, mesmo que cometamos o mesmo erro muitas vezes, uma hora vamos aprender. Saber ouvir feedback é muito útil no aprendizado.

Como diz Adriana Gomes, o desconhecido é uma oportunidade de descobrir coisas novas e deve ser encarado com fascínio e com prazer. Se você pensar assim e se cobrar menos, vai aprender muito mais.

Até a próxima,

Carlos

 

Dica 475 – Aprenda com os seus erros

junho 20, 2012

Nessa época do ano sempre acontece a mesma coisa. Nos colégios regulares acontecem as provas de final de bimestre e saem as notas finais. Nas escolas de inglês, terminam os semestres e os alunos são aprovados ou não para o próximo nível. E todo mundo só quer saber de uma coisa: “Quanto eu tirei?” Na última aula, os alunos querem pegar as suas notas e ir embora. E querem saber se passaram e ponto final.

Isso não ocorre só nas aulas de inglês e infelizmente é uma característica muito triste do nosso sistema educacional. As pessoas se esquecem do que vão fazer na escola. Lembre-se de que você vai para a escola para aprender. Mais do que saber a sua nota, você precisa ter a noção do que aprendeu e do que não aprendeu. Por isso, o mais importante não é você pegar a nota. Você precisa olhar a sua prova ou o seu teste com cuidado e prestar atenção nos seus erros. Precisa entender onde errou e porque errou. E a partir dali, tentar aprender o que ainda não aprendeu.

Na minha última aula do semestre eu mostro as provas aos alunos e leio com eles item por item. E a cada item que lemos, peço que eles me expliquem em voz alta o que erraram. Depois que eles explicam o que erraram eu pergunto se entenderam porque erraram e se agora sabem qual é a resposta correta. Esse processo é importante porque os nossos erros nos ensinam muito. Mesmo tendo errado e corrigido, pode ser até que erremos novamente a mesma coisa. Mas esse processo nos levará um dia a aprender.

Eu não me importo se um aluno passou com nota 80, 90 ou 100. A nota é apenas um número e não reflete necessariamente tudo o que o aluno sabe. Muitos alunos excelentes tiram uma nota um pouco mais baixa, pois arriscam escrever coisas diferentes e acabam escrevendo alguma coisa errada. Outros alunos que não sabem tanto, escrevem as frases mais simples possíveis, acertam tudo, tiram uma nota mais alta, mas têm um domínio menor sobre a língua.

No dia que você precisar falar inglês, não vai importar a nota que você tirou na prova. Não vai importar se você precisou refazer um curso, pois não tinha aprendido suficiente. Vai importar o que você consegue falar.

Olhar os seus erros como uma oportunidade para aprender é algo que precisamos aprender a fazer. Isso nos ajuda a aprender mais. Não é para você olhar o seu erro e dizer: “Ai, como eu sou burro!” Não existem erros ruins ou bons. O erro apenas mostra algo que você ainda não sabe fazer. Mesmo que seja alguma coisa muito básica e que outras pessoas da sua turma já sabem, não é vergonha nenhuma não saber. Corrigindo os seus erros e entendendo o que fez você errar, você vai aprender também.

O teste – assim como qualquer exercício que você faz – é sempre uma maneira de você se auto-avaliar e de saber o que você já está conseguindo produzir ou não. E de corrigir o seu rumo para aprender mais e melhor. Se você não pensa sobre o que errou, vai continuar fazendo os mesmos erros e vai continuar não entendendo porque está errando.

Não tenha vergonha dos seus erros. Aprenda com eles. Aprenda a gastar um tempo pensando sobre os seus erros. Isso vai fazer você aprender sempre mais.

Até a próxima,

Carlos

Dica 457 – É preciso começar

abril 23, 2012

Esta frase me chamou a atenção no facebook neste início de semana:

Você não precisa ser incrível para começar, mas você precisa começar para ser incrível.

Pensando bem, é um grande verdade. Eu já ouvi muitas pessoas dizerem que não estudam inglês porque são ruins de inglês. Isso é um contra-senso! Você não precisa ser bom em inglês para começar a estudar. Mas depois que você começar a estudar e aprender, você vai começar a ficar bom, e daí para a frente vai ficar cada vez melhor. E isso não é só para o inglês. É para tudo que vamos aprender.

Uma das coisas que impede o aprendizado é nossa dificuldade em nos mostrarmos vulneráveis. Parece que mostrar aos outros que não sabemos algo é um sinal de fraqueza. Não é! Todos somos ruins no início e a com a prática vamos melhorando. Se não fosse assim, um bebê nunca começaria a andar, pois ele ia achar que andava mal. Mas o bebê aprende a andar, mesmo que no começo ande meio cambaleando, mesmo que leve muitos tombos, porque ele não pensa que está andando mal. Ele pensa que está cada vez andando melhor, e que é melhor andar do que engatinhar.

Quando estamos aprendendo inglês é normal falar errado, esquecer as palavras, dizer coisas sem sentido. Todo mundo passa por isso – até os nativos quando aprendem a própria língua. Por isso não tenha vergonha nem medo e não se sinta mal por não ser bom em inglês. Com o tempo você vai ficar bom. É só olhar para frente e se esforçar!

Até a próxima,

Carlos