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Dica 619 – As mãos estimulam o cérebro

julho 29, 2015

Por recomendação da minha querida amiga Áurea Shinto, comecei a ler o livro “A Whack on the Side of the Head”, de Roger von Oech. É um livro muito bacana, sobre como a gente pode ser mais criativo. Tem muitas ideias interessantes que podemos aplicar às nossas vidas, ao nosso trabalho, e até ao nosso aprendizado em geral. Vale a pena ler.

 

A whack

Num dos capítulos, o autor diz que uma das maneiras que ele tem de relaxar é pegar um objeto do tamanho de uma maçã e ficar brincando com ele na mão. Ele diz que fazer isso estimula uma parte diferente do cérebro e faz a criatividade fluir. Diz ele que segundo alguns estudos, ativar as funções básicas pode melhorar a performance mental.

Ele conta de um teste que foi feito com dois grupos de pessoas para avaliar a performance mental.  Antes do teste, um grupo ficou 20 minutos numa sala, esperando sentados. O outro grupo ficou em outra sala durante os mesmos 20 minutos descascando maçãs. Depois os dois grupos fizeram o teste e o grupo que tinha ficado descascando as maçãs se sai muito melhor. Isso prova que fazer as mãos e os olhos trabalharem juntos põe os neurônios para funcionar melhor.

Quem sabe isso não seja legal também para você aplicar ao estudo do inglês? Você poderia esperimentar, enquanto estuda, ficar brincando com um objeto em uma das mãos. Isso pode estimular o se cérebro e você conseguir aprender mais. Outra possibilidade é antes de você começar a estudar, passar uns minutos fazendo alguma atividade manual, como cortar papel com uma tesoura, fazer dobraduras, ou até cozinhar, como eu faço muitas vezes. Ou mesmo fazer umas pausas durante o estudo para fazer isso.

Atenção! Eu não estou falando de estudar segurando o celular na mão e verificando as mensagens, ou falando pelo WhatsApp! Isso só distrai você do seu estudo. Mas usar os estímulos da mão pode ser interessante para o seu cérebro.

Vamos tentar? Isso também é uma novidade para mim. Quem sabe pode ser bom? Depois me escreva contando o que achou. Descobrir novas maneiras de aprender é uma questão de experimentar coisas novas. Muitas vezes as ideias mais estranhas acabam sendo as mais interessantes. Leia o livro “A Whack on the Side of the Head” e descubra muito mais!

Até a próxima,

Carlos

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Dica 572 – Vá atrás das coisas

outubro 2, 2013

Eu ainda me impressiono muito com a quantidade de pessoas que espera que as coisas venham até elas de mão beijada.  E não vão atrás do que querem. Hoje em dia, com tanta facilidade para conseguirmos tudo o que quisermos, não dá para ficarmos sentados esperando as coisas virem até nós. Se você quer alguma coisa, mexa-se!

Quer aprender inglês? Quer aprender mesmo? Vá atrás do seu objetivo. Faça alguma coisa por você mesmo!

Eu vejo alunos que ouvem uma palavra nova na sala de aula, por exemplo. Eles não entendem a palavra e deixam por isso mesmo. Quantas vezes um aluno vem me dizer que não fez um determinado exercício da lição de casa por que havia uma palavra que ele não tinha entendido. E por que não procurou? Há tantos dicionários por aí! Há dicionários online de todos os tipos. Se você digitar a palavra no google images, por exemplo, consegue ver a imagem da palavra. Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras. Ao digitar a palavra no google images aparecem centenas de imagens. Se cada uma vale por mil palavras, imagina quantas ilustrações da mesma palavra você pode ter! Você só não visualiza se não quiser.

Há muitos dicionários impressos e online. Cada dicionário tem definições e exemplos com as palavras. Se você não entender a explicação de um deles, procure em outro. Lendo muitas definições e muitos exemplos, uma hora a ficha cai e você entende.

Não entendeu um determinado ponto gramatical? Se estuda em uma escola, peça uma ajuda ao seu professor. Peça para ele explicar de novo. Peça novos exemplos. Peça a ele para indicar um livro para fazer exercícios extras de gramática. Encontre o livro e estude, pratique, até aprender. Se achar que ainda não entendeu, estude e pratique mais um pouco. É do seu interesse. Se você estuda por conta própria, vá atrás de exercícios. Ter um livro de gramática é importante também. Faça exercícios online. Faça alguma coisa!

Eu costumo dizer aos meus alunos que coloco a bola na frente deles, mas quem tem que chutá-la são eles mesmos. Se errarem o gol, precisam repetir centenas de vezes, que as chances de acerto vão aumentando. Não adianta querer que a bola se mexa sozinha. Isso não acontece.

Se você prestar atenção à sua volta, vai ver que as pessoas que se saem melhor em qualquer coisa são aquelas que fazem algo para que isso aconteça. A diferença entre aprender ou não é tentar, se esforçar. Aquela velha frase que diz que é “1% de inspiração e 99% de transpiração” é a mais pura verdade.

Eu sou muito criativo e tenho muitas ideias ótimas, mas se eu não sentar e escrevê-las, elas não saem por conta própria. Não adianta ter uma ideia maravilhosa se a ideia fica dentro da sua cabeça. Para escrever um post no blog, por exemplo, eu fico um tempão na frente do computador. Escrevo, corrijo, escrevo novamente e esse processo continua até que me dou por satisfeito.

Para aprender a cantar uma música nova, passo dias e dias ouvindo só aquela música e cantando sem parar, até conseguir cantá-la por inteiro. É um processo longo, mas que dá resultado. E é assim com tudo.

Como professor, acho que a minha função principal não é ensinar inglês. Mais importante do que isso, é ensinar as pessoas a se virarem sozinhas, a ir atrás das coisas, pois é só assim que elas vão aprender de verdade. Afinal, elas não vão ser alunas a vida inteira. A ideia é justamente treiná-las a serem independentes.

Não adianta chorar e dizer, “Eu não entendo isso.” O que você vai fazer para entender? Vá atrás, descubra, experimente, mexa-se! Você é capaz, sim! Depende do seu esforço e da sua vontade!

Até mais,

Carlos