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Dica 627 – O Segredo do Sucesso é o Fracasso

setembro 13, 2016

Um artigo na revista “Você S/A” que eu acabei de receber, intitulado A Importância do Fracasso, começa dizendo que “Para alcançar o sucesso é preciso, primeiro, aprender com o fracasso.” É uma afirmação importante, que muita gente não se dá conta. As pessoas morrem de medo de errar. Parece que errar é uma coisa horrível. Que é o fim do mundo. Mas não é. Fracassar é fundamental no aprendizado.

Fracassar, como diz o artigo da Você S/A, é crucial para o desenvolvimento. E o avanço só acontece se nós encararmos os erros como processos de aprendizagem.

Isso é verdade para qualquer coisa, mas vamos pensar aqui no aprendizado de línguas.

Pense em você mesmo quando aprendeu a sua língua nativa. Você não começou falando tudo certo. Você falava errado, as pessoas te corrigiam uma duas, três… muitas vezes, até você aprender a falar corretamente. Mas para você foi importante tentar, experimentar com a língua. Se você não se lembra de como foi o seu aprendizado, pois afinal era muito pequeno, observe uma criança pequena aprendendo a falar.

Para aprender inglês, você precisa passar pelo mesmo processo. Tentar, errar, se corrigir, errar novamente e assim por diante, até acertar.

Hoje eu estava dando aula para uma aluna particular e fiz um vídeo no celular onde ela falava algumas coisas. Acabando de filmar, assistimos ao video juntos, e eu apontei os seus erros. Aí gravamos mais uma vez e assistimos novamente. Ela mesma me disse: “Aqui eu errei novamente. Aqui eu acertei.” Perceber os erros, já é um caminho em direção ao acerto. Com certeza ela ainda vai errar outras vezes, mas ter consciência dos erros, já é um grande passo.

Quando você tenta conversar em inglês, vai acontecer de a pessoa com quem você está falando não entender você. Pode ser o seu colega na aula de inglês, ou pode ser uma pessoa com quem você está conversando na rua. Errar e perceber que a pessoa não entendeu, vai fazer você tentar falar de uma outra maneira, para se fazer entender. Você vai criando estratégias que vão ajudar a se comunicar melhor. Isso também é um aprendizado.

Num exercício escrito, quando você erra, você tem uma grande oportunidade de aprender mais. Vendo o que errou e pensando em como poderia corrigir aquilo, você acaba aprendendo bastante.

O importante sempre é a sua atitude em relação ao erro. Ter um fracasso, não significa que você é um fracasso. Você fracassou, no seu caminho para aprender. Se ficar só se lamentando e se auto-flagelando, não vai aprender nada. O fracasso mostra que você fez uma escolha errada. Pense agora na próxima escolha. Se ela for errada também, fracasse e tente novamente. Em algum momento você vai acertar.

Pense num cientista que realizou uma experiência e descobriu algo incrível. Ele teve um sucesso no final, mas antes disso ele teve centenas de fracassos. Se pensar bem, o número de fracassos dele foi muito maior do que o número de sucessos. Mas foram esses fracassos que o levaram ao sucesso! Entre uma tentativa e outra, o cientista pesquisou mais, estudou, se aprimorou e tentou de novo.

Você errou? Tente mais uma vez. Estude mais, pesquise mais, faça mais exercícios e tente de novo. Não se lamente por ter errado. Você terá novas chances de aprender.

Aceite os seus erros, pense sobre eles e não sofra. Todo mundo erra!  Lembre-se disso!

Siga em frente e vai aprender cada vez mais e melhor!

Até a próxima,

Carlos

 

Dica 581 – Ano novo, atitude nova?

janeiro 15, 2014

Feliz ano novo!

E aí, o ano já começou para você? Tem gente que fala que o ano só começa depois do Carnaval, mas este ano com tantos eventos como a Copa do Mundo vai ter muita desculpa para parar o ano e tirar umas férias. Qual vai ser a sua atitude?

Nessa época do ano muita gente me procura para pedir aulas particulares e muitas pessoas enchem as escolas de inglês para se matricular num curso, pois é a época das novas decisões e do “esse ano eu vou aprender inglês”. Mas para muitas dessas pessoas nada muda. O que precisa mudar, é a sua atitude.

Lá na academia também, muita gente se matricula nas aulas de várias modalidades, pois dizem “esse ano vou entrar em forma”. E muda alguma coisa? Não para a maioria.

Aprender inglês, como qualquer outra coisa, requer esforço e dedicação. Não é preciso começar o ano para isso – é só começar e pronto! E temos que saber que vai haver momentos chatos, momentos difíceis, mas que tudo vai levar a um resultado bom e prazeroso. E que temos que tentar, tentar e tentar até conseguir

A minha aula de Body Combat teve duas semanas de férias desde o Natal e agora voltou com força total. Eu acho interessante observar alguns dos meus colegas, pois essa coisa da atitude serve para tudo na vida. Uma das sequências  que nós fazemos na aula consiste em dar 16 chutes com a  mesma perna, sem apoiar o pé no chão – ou seja, num pé só. Claro que é difícil no começo, principalmente por causa do equilíbrio. Mas como cada sequência da aula dura uns 4 meses, temos tempo de aprender até o Marco (nosso professor) começar a nova sequência. Eu venho tentando dar esses chutes desde o começo. Nas primeiras aulas, eu conseguia dar só uns dois e caia.Hoje eu já consigo uns 14 e só caio no final. Melhorei bastante, né? Uma colega minha, quando chega nessa parte vai até a parede e apoia a mão, para manter o equilíbrio. Qual o resultado? Passado vários meses, ela ainda se apoia na parede e se tiver que soltar não vai conseguir dar chute nenhum. Enquanto os outros foram tentando e conseguindo, ela não caiu nenhuma vez, mas também não aprendeu nada. Que lição você tira sobre a atitude dessa colega?

Aprender envolve correr riscos. Se você não se arriscar, não consegue aprender. É um processo de tentativa e erro. E o erro vai ajudar você a aprender mais.

Não importa se o ano é velho ou novo. O importa é você ter uma atitude nova! Vá em frente que aprender inglês dá certo!

Até mais,

Carlos

Dica 562 – Correr riscos é bom!

julho 26, 2013

Em qualquer coisa que estivermos tentando aprender, é sempre importante arriscarmos. Tentar coisas novas e diferentes é o que nos leva para a frente. Muitas vezes nós não fazemos isso por medo de errar. No entanto, ter medo de errar nos faz ficar parados sempre no mesmo lugar, fazendo as coisas do mesmo jeito.

Vejam essa cena do excelente seriado “The Fosters”, do episódio que passou esta semana na TV americana:

Tocar piano, falar inglês ou andar na corda bamba têm alguma coisa em comum: é importante tentar, experimentar, arriscar.

Lembre-se de que se você nunca tivesse arriscado ficar em pé e dado seus primeiros passos, nunca teria caminhado. É claro que você levou vários tombos até aprender a coordenar as pernas e a se equilibrar, mas foi isso que fez com que você aprendesse.

Fale inglês. Tente conversar, mesmo que erre. Arrisque, e vai aprender muito mais!

Até a próxima,

Carlos

Dica 561 – Um exemplo para não seguir

julho 17, 2013

Eu sempre gosto de dar exemplos de maneiras diferentes de estudar e aprender. Digo sempre que não existe uma maneira única de aprender e que o importante é tentar de vários modos diferentes até descobrir o que funciona melhor para você. Por isso costumo compartilhar as histórias de sucesso de outras pessoas.

Hoje vou contar uma história ao contrário. É  um exemplo a não seguir e que muita gente faz. Será que você também é assim?

Há alguns anos tive um aluno – não vou identificá-lo por motivos óbvios – num curso intermediário. Este aluno trabalhava para uma empresa americana, onde falar inglês bem era muito importante. Muitas vezes viajava para o exterior a trabalho e tinha um bom contato com o inglês. O seu nível de inglês era bom o suficiente para se comunicar e entender, mas ele queria melhorar. Por isso estava num curso intermediário.

Você já percebeu quantas pessoas atingem um certo nível de inglês e dali não vão mais para frente? O que acontece é que eles acham que já sabem inglês e que não precisam se esforçar mais. Isso é muitíssimo comum.

Este aluno ia às aulas e participava delas, mas faltava bastante, e raramente estudava em casa. Não fazia a lição de casa e não procurava tirar as dúvidas na sala de aula. Durante o semestre em que fez o curso, o seu inglês não melhorou muito. Ele não chegou a aprender as estruturas novas. O seu inglês continuava igual ao que estava quando o curso começou.

O curso tinha uma parte importante dedicada a aprender a escrever em inglês melhor. Os alunos faziam a mesma redação várias vezes, e eu ia dando feedback de como eles poderiam melhorar a maneira de escrever. Os alunos que faziam todas as etapas do processo, acabavam escrevendo muito melhor. Esse aluno no entanto, não fez todas as etapas. Entregou apenas uma redação no final do curso, sem eu ter a chance de ajudá-lo a melhorar. Ou seja, seu resultado foi muito abaixo do esperado.

Durante o curso, várias vezes eu tentei conversar com ele, sugerir que estudasse mais e dar dicas de que conteúdos ele deveria estudar e tentar praticar mais. Mas, por motivos vários, este aluno não fez isso.

Quando acabou o semestre, o aluno acabou sendo reprovado no curso. Isso não significa que esse aluno não saiba nada de inglês. Isso significa que esse aluno não atingiu o nível proposto pelo curso. Embora o curso fosse intermediário, o inglês desse aluno não estava no nível intermediário. Você já pode adivinhar a reação do aluno. Ficou bravo comigo, disse que a avaliação não era justa e que ele merecia passar. Eu, então, apontei as suas deficiências – como já tinha feito durante o curso. Nesse momento, ele me saiu com este comentário:

“Se o meu inglês fosse tão ruim quanto você diz, eu não estaria trabalhando numa empresa americana!”

Vejam, eu nunca disse que o inglês dele era ruim. O que eu disse é que o inglês dele não havia progredido até chegar ao nível almejado pelo curso. Ele continuava com um inglês simples. E não admitia que precisava melhorar.

Eu já disse inúmeras vezes que para se aprender o mais importante é a atitude em relação ao aprendizado. Se você não se esforçar e não se dedicar, nada vai acontecer. Por que então você faz um curso intermediário se no fundo você acredita que aquele inglês básico que você tem já é o suficiente para você se virar?

O mais interessante é que, anos depois, esse aluno me adicionou como amigo no facebook. E através do facebook eu acabo acompanhando as suas viagens pelo mundo. Sempre que ele viaja, ele publica fotos e escreve sobre elas em inglês. E o seu inglês continua tendo uma série de erros, alguns até bem básicos. Daí podemos ver que, passados vários anos, o seu inglês ainda não melhorou e ele ainda continua fazendo os mesmos erros que fazia.

Errar não é um pecado. Todo mundo erra. No entanto, é importante tentarmos aprender com os nossos erros. E tentarmos corrigi-los. Principalmente se o seu objetivo é falar inglês melhor. Quando um professor corrige um aluno, ele não o está criticando. Ele está mostrando o que está errado para que o aluno possa melhorar.

Eu escrevi num dos primeiros posts do blog que você pode escolher o inglês que você quer falar. Se você quer ter um inglês bom apenas o suficiente para se virar, tudo bem, é uma escolha sua. Mas se você escolher ter um inglês melhor, o que você vai fazer por isso?

Nesse aspecto, como sempre, tudo começa pela sua atitude.

Até mais,

Carlos

Dica 550 – Como perder o medo de falar inglês

maio 27, 2013

Compartilho com você a entrevista que dei para o site ig.com.br sobre como perder o medo de falar inglês. A matéria foi feita por Bianca Castanho e ficou muito boa:

http://delas.ig.com.br/comportamento/2013-05-26/como-perder-o-medo-de-falar-ingles.html

Muitas das coisas que falei na entrevista eu já escrevi aqui e também no livro “101 Dicas Para Você Aprender Inglês Com Sucesso”, mas é sempre bom dar uma relembrada.

Em relação ao medo de errar, vale a pena lembrar que falhar faz parte de aprender. Veja o vídeo abaixo, que mostra pessoas que falharam ou que foram consideradas incapazes. Veja o que aconteceu depois:

É uma boa inspiração para você também. Não tenha medo de errar ou de fracassar. Fracassar faz parte do processo de aprender!

Até a próxima,

Carlos

Dica 533 – Não faça só o que sabe – o exemplo de Pablo Picasso

fevereiro 2, 2013

Outro dia eu li numa revista a seguinte frase, dita por Pablo Picasso:

“Eu estou sempre fazendo aquilo que não sou capaz, numa tentativa de aprender como fazê-lo”.

Essa frase é um grande exemplo do espírito do aprendizado. Aprender é isso mesmo: tentar fazer o que você não sabe. É só assim que você vai aprender. Muita gente não aprende pois não se arrisca a fazer aquilo que não sabe, porque tem medo de errar, ou porque acha aquilo difícil.

Se você só fizer aquilo que já sabe, nunca vai aprender nada novo. Se você não tentar fazer algo diferente e que você não sabe fazer, nunca vai aprender. Isso é verdade para qualquer coisa, e por isso também se aplica ao seu aprendizado de inglês.

Muita gente diz que não fala inglês porque não sabe. Muita gente diz que não lê em inglês pois é difícil. Muita gente diz  que não assiste a filmes sem legenda pois não entende. Lembre-se de que você só vai aprender a falar se tentar falar. Você vai errar muito no início, mas é a tentativa que vai fazer você aprender a falar. Quando você falar com alguém e a pessoa não entender o que você disse, você vai ser obrigado a se expressar de outra maneira, e vai acabar descobrindo como falar melhor.

Quando você assistir a filmes em inglês sem legenda, não vai entender muito no início, mas aos poucos vai começar a entender mais. No entanto, esse processo só dá resultado se você passsar pelas dificuldades iniciais.

Mesmo em se tratando do português, eu conheço crianças que só assistem a filmes dublados, pois dizem que é difícil ler a legenda. Claro que no começo é difícil, mas se você não tentar aprender, nunca vai aprender. Quando meus filhos aprenderam a ler, comecei a levá-los a filmes legendados e eles aprenderam a ler as legendas. Hoje eles odeiam ver filmes dublados, pois sabem que a dublagem estraga a interpretação dos atores no filme.

Quando você aprendeu a ler em português você não entendia todas as palavras e lia mais devagar. Com o tempo você foi lendo melhor. Ler em inglês também funciona assim. Você tem mais dificuldade no início, mas lendo bastante vai ler cada vez melhor. Você começa com livros mais simples, com vocabulário mais simples também, mas depois começa a ler livros maiores e mais difíceis. Se você ficar só nos fáceis, nunca vai conseguir ler livros mais difíceis.

Para aprender você precisa errar. E é justamente o medo de errar que bloqueia a maioria das pessoas que está querendo aprender. Por isso, lembre-se sempre dessa frase de Pablo Picasso e tenha em mente que não saber algo ou não capaz de fazer alguma coisa é o início de qualquer aprendizado. Se você já sabe uma coisa, não há o que aprender. É tentar fazer o que você não sabe que vai fazer você, um dia, aprender a fazê-lo.

Até a próxima,

Carlos

Dica 516 – Lide com seus medos e inseguranças

novembro 21, 2012

Todos nós temos medos e inseguranças. Aprender alguma coisa nova sempre faz esses medos aparecerem. E isso é uma coisa normal. O importante é não deixar que o medo e a insegurança o impeçam de ir para a frente.

A propósito disso, leia este artigo escrito pela psicóloga Adriana Gomes e publicado na Folha de São Paulo no dia 11 de novembro de 2012:

“Não é fácil lidar com emoções como o medo e a insegurança que surgem diante das mais diversas situações da vida.

Somos bombardeados por reportagens que afirmam que o bom profissional deve estar preparado para novos desafios e se adaptar rapidamente diante de novos cenários, para a tomada de decisões estratégicas, para apresentações públicas ou para lidar com negociadores truculentos.

O que ninguém conta é que, internamente, muitas pessoas sofrem com as pressões por resultados e desempenho, com altas expectativas, com autocobranças, porque não querem falhar, nem desapontar a si e ao seu público. Todos sentem medo, em maior ou menor grau. O ponto é que o medo pode paralisar uma pessoa. Podem ser muitas as causas dessa reação, entre elas:

  • Perfeccionismo
  • Falta de preparo
  • Baixa autoestima
  • Dificuldade para lidar com críticas
  • Pouco autoconhecimento

Por outro lado, há pessoas que se sentem estimuladas pelas situações novas e encaram o desconhecido de maneira mais “lúdica”, como uma oportunidade de aprendizado e não como provação. Essa atitude, por si, já torna a situação menos ameaçadora.

É importante, entretanto, estar preparado para enfrentar tais situações: pesquisar, conversar com pessoas que passaram por desafios semelhantes, conhecer seus limites e analisar as ameaças e oportunidades da situação. Isso ajuda a minimizar a sensação de medo e aumenta a autoconfiança.”

(http://www1.folha.uol.com.br/colunas/adrianagomes/1183061-situacao-desc)onhecida-nao-deve-ser-encarada-como-provacao.shtml)

Embora o artigo seja direcionado a profissionais e ao mercado de trabalho, ele tem tudo a ver com o aprendizado de inglês. A vontade de ser perfeito nos bloqueia. Se você aceitar que não é perfeito e tentar falar, mesmo que cometa erros, você vai aprender mais.

Errar é normal, e não devemos ter medo disso. Porém isso não significa que tudo bem se falarmos errado. Queremos falar corretamente, e a maneira de aprender é ouvido as correções. Quando um professor o corrige, isso não é uma crítica. Ele apenas está dizendo que aquilo não está certo e dizendo qual é a maneira de falar. Se prestarmos atenção a isso, mesmo que cometamos o mesmo erro muitas vezes, uma hora vamos aprender. Saber ouvir feedback é muito útil no aprendizado.

Como diz Adriana Gomes, o desconhecido é uma oportunidade de descobrir coisas novas e deve ser encarado com fascínio e com prazer. Se você pensar assim e se cobrar menos, vai aprender muito mais.

Até a próxima,

Carlos

 

Dica 491 – Você precisa errar muito até acertar!

agosto 23, 2012

Num exercício que eu estava dando hoje para uma aluna particular, havia um texto sobre o surf. E ele dizia que para você ser um bom surfista, você precisa saber nadar bem, pois nas primeiras centenas de vezes que você for tentar surfar você com certeza vai cair.

Isso é uma verdade sobre o aprendizado em geral. Não é normal você aprender as coisas de primeira. Acertar logo de cara é a exceção e não a regra.

O que me chamou a atenção nesse texto foi a expressão “nas primeiras centenas de vezes”. Para você aprender, você não vai errar 10 ou 20 vezes. Você vai errar centenas de vezes. E isso vale para o seu inglês também. Errar é normal, e você erra muito até aprender. Você precisa passar por essa fase de erros até chegar ao acerto.

O que acontece é que muitas pessoas não se dão a chance de acertar. Depois de errar algumas vezes, já desistem. E não aprendem. O que precisa ficar bem claro é que não foi o erro que as fez deixarem de aprender. Foi justamente o fato de não terem se dado a oportunidade de errar muito até acertar.

Mesmo depois de acertar, você precisa ainda continuar tentando, até consolidar aquele acerto. No começo, a gente acerta mais ou menos. E depois de um tempo, começa a acertar mais. Até aprender de vez.

Como eu já disse muitas vezes, mas não me canso de repetir, o erro é muito importante no aprendizado. Não tenha medo e muito menos vergonha de errar. Mas continue tentando, pois em algum momento você vai acertar.

Até mais,
Carlos

Dica 482 – Lições de George Clooney e Lílian

julho 25, 2012

Eu já escrevi diversas vezes sobre a importância de errar para aprender, mas é um assunto sempre importante, pois muita gente ainda considera o erro como uma coisa negativa.

Nessa semana, caiu nas minhas mãos um exemplar antigo – de 2005 –  da revista Seleções. Nele há uma matéria muito interessante sobre o George Clooney, em que ele fala da sua vida e da sua carreira. Quando fala sobre o filme “Batman & Robin“, George diz que o filme foi ruim, e que ele se deu muito mal com ele. Recebeu muitas críticas – algumas consideradas injustas por ele. No entanto, diz ele, isso foi muito bom para a sua carreira, pois ele aprendeu muitas lições importantes de como fazer um filme e de como escolher um papel. George Clooney diz: “Precisei deBatman & Robinpara chegar aonde estou.” E ele conclui com essa frase: “Se o fracasso é inevitável, aprendo com ele.

Passando as férias com a minha família na praia, a Cris, minha mulher, resolveu aprender a patinar, usando os patins da nossa filha Bruna. Fomos para uma praça no centro da cidade, onde ela colocou os patins, e fomos andando por cerca de 15o metros apoiando os seus braços, eu de um lado e a Bruna do outro, para que ela conseguisse se equilibrar. Não se sentindo segura sobre os patins, a Cris sentou-se num banco, tirou os patins e considerou a primeira lição encerrada.

Algumas horas depois, contando essa história para a nossa prima Lílian e dizendo que nós ficamos segurando a Cris para ela não cair, a Lílian se vira para nós e diz: “Mas se ela não cair, nunca vai aprender a andar de patins. Ela precisa cair para aprender.

Quando eu disse para a Lílian que ia escrever a frase dela no meu blog, ela me olhou meio incrédula e disse: “Mas o que eu disse não tem nada de filosófico.” Para ela é simplesmente óbvio que a gente só aprende errando. O erro é fundamental para aprendermos.

Você precisa errar para aprender. O erro é uma parte importante do aprendizado!

Para aprender inglês, você precisa falar errado. E o seu erro, e as correções que você vai ouvir e as confusões que você vai fazer, é que vão fazer você aprender corretamente. Isso também não é nada filosófico. É apenas o óbvio. Mas nós não pensamos assim. E por isso temos dificuldade de aprender.

Queremos sempre nos sentir seguros, mas é a insegurança que nos faz aprender mais. É ela que nos move para a frente.

Não tenha medo de errar ao falar inglês. E nem tenha vergonha de ter errado. Com o tempo você vai aprender. É só insistir! Logo a Cris já estará andando de patins e poderá confirmar para nós!

Até a próxima,

Carlos

Dica 475 – Aprenda com os seus erros

junho 20, 2012

Nessa época do ano sempre acontece a mesma coisa. Nos colégios regulares acontecem as provas de final de bimestre e saem as notas finais. Nas escolas de inglês, terminam os semestres e os alunos são aprovados ou não para o próximo nível. E todo mundo só quer saber de uma coisa: “Quanto eu tirei?” Na última aula, os alunos querem pegar as suas notas e ir embora. E querem saber se passaram e ponto final.

Isso não ocorre só nas aulas de inglês e infelizmente é uma característica muito triste do nosso sistema educacional. As pessoas se esquecem do que vão fazer na escola. Lembre-se de que você vai para a escola para aprender. Mais do que saber a sua nota, você precisa ter a noção do que aprendeu e do que não aprendeu. Por isso, o mais importante não é você pegar a nota. Você precisa olhar a sua prova ou o seu teste com cuidado e prestar atenção nos seus erros. Precisa entender onde errou e porque errou. E a partir dali, tentar aprender o que ainda não aprendeu.

Na minha última aula do semestre eu mostro as provas aos alunos e leio com eles item por item. E a cada item que lemos, peço que eles me expliquem em voz alta o que erraram. Depois que eles explicam o que erraram eu pergunto se entenderam porque erraram e se agora sabem qual é a resposta correta. Esse processo é importante porque os nossos erros nos ensinam muito. Mesmo tendo errado e corrigido, pode ser até que erremos novamente a mesma coisa. Mas esse processo nos levará um dia a aprender.

Eu não me importo se um aluno passou com nota 80, 90 ou 100. A nota é apenas um número e não reflete necessariamente tudo o que o aluno sabe. Muitos alunos excelentes tiram uma nota um pouco mais baixa, pois arriscam escrever coisas diferentes e acabam escrevendo alguma coisa errada. Outros alunos que não sabem tanto, escrevem as frases mais simples possíveis, acertam tudo, tiram uma nota mais alta, mas têm um domínio menor sobre a língua.

No dia que você precisar falar inglês, não vai importar a nota que você tirou na prova. Não vai importar se você precisou refazer um curso, pois não tinha aprendido suficiente. Vai importar o que você consegue falar.

Olhar os seus erros como uma oportunidade para aprender é algo que precisamos aprender a fazer. Isso nos ajuda a aprender mais. Não é para você olhar o seu erro e dizer: “Ai, como eu sou burro!” Não existem erros ruins ou bons. O erro apenas mostra algo que você ainda não sabe fazer. Mesmo que seja alguma coisa muito básica e que outras pessoas da sua turma já sabem, não é vergonha nenhuma não saber. Corrigindo os seus erros e entendendo o que fez você errar, você vai aprender também.

O teste – assim como qualquer exercício que você faz – é sempre uma maneira de você se auto-avaliar e de saber o que você já está conseguindo produzir ou não. E de corrigir o seu rumo para aprender mais e melhor. Se você não pensa sobre o que errou, vai continuar fazendo os mesmos erros e vai continuar não entendendo porque está errando.

Não tenha vergonha dos seus erros. Aprenda com eles. Aprenda a gastar um tempo pensando sobre os seus erros. Isso vai fazer você aprender sempre mais.

Até a próxima,

Carlos