Posts Tagged ‘esforco’

Dica 629 – A dor e o prazer 2 (A missão)

dezembro 21, 2017

É tão mais fácil dar conselhos para os outros do que resolver os seus próprios problemas! Acho que é por isso que eu gosto tanto de ser professor…

Eu ando com uma dor na coluna há algum tempo, e enquanto espero o resultado de uns exames, voltei a fazer aulas de pilates na academia do clube. Hoje fui à minha terceira aula, do que eu costumo chamar “como ser artista de circo”. Você precisa se equilibrar em cima de uma bola, ficar em posturas variadas em equilíbrio e o seu corpo inteiro doi. Hoje eu sentia tanta dor e tanta dificuldade que falei pra mim mesmo que chega, que ia desistir. Foi então que me lembrei que ontem publiquei uma dica intitulada “A dor e o prazer” onde dizia que depois da dor vem o prazer, e que eu devia tentar seguir meu próprio conselho. E assim o fiz. Continuei firme até o fim da aula, não conseguindo fazer tudo, mas tentando, e aguentando a dor. Sabem que no final me senti melhor?

Depois da aula ainda fui para a musculação e consegui fazer todos os exercícios sem sentir dor. E agora, passadas algumas horas, estou me sentindo bem e com menos dor do que tinha ontem, por exemplo.

Esse negócio de a dor e o prazer funciona mesmo! O sacrifício vale à pena no final. Lembre-se disso quando estiver estudando inglês. Não tenha medo de errar, nem de repetir alguma coisa muitas e muitas vezes até conseguir acertar. Quando você estiver falando inglês, vai se sentir tão bem de conseguir se comunicar em outra língua, que nem vai se lembrar dos momentos de trabalho duro que passou até aprender.

Esforce-se ao máximo. Sempre vale à pena!

Até a próxima,

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Dica 615 – Como aprender inglês sem esforço

maio 5, 2015

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dica 580 – Seja o seu próprio Papai Noel

dezembro 24, 2013

Hoje, véspera de Natal, muita gente está esperando que o Papai Noel traga o presente que pediu. E assim como o presente de Natal, muita gente fica sempre esperando que as coisas aconteçam na sua vida. Mas, na realidade,  muito pouca coisa na vida cai assim do céu. Se quisermos alguma coisa, temos que ir atrás dela.

Aprender inglês também é assim. Há pessoas que me dizem que um dia vão aprender inglês. Ficam esperando o dia de começar, ficam esperando o dia que vão ter tempo, ou o dia em que a oportunidade vai aparecer. Há outros que vão pulando de escola em escola esperando encontrar aquela que vai fazê-los aprender inglês – como se fosse por mágica, ou presente de Papai Noel.

Se você quer aprender, não espere que o Papai Noel traga tudo enrolado num pacote lindo. Seja o seu próprio Papai Noel. Faça o seu próprio presente! Vá atrás do que quer e se esforce por isso. Aprender é um processo longo, cansativo, algumas vezes chato, muitas vezes divertido, e que proporciona muitas alegrias e muito prazer. Há dificuldades no caminho – mas há dificuldade em tudo – e elas são todas superáveis, com esforço e dedicação. Depende de você, e você é capaz. Como diz o título do meu mais recente livro, “Você Consegue Aprender o Que Quiser”.

Quer aprender inglês? Mãos à obra! Não precisa esperar o dia ideal para começar. Não precisa esperar o dia em que vai ter tempo. Não precisa esperar para se matricular naquela escola que você quer. Comece já! Neste blog e no meu livro “101 Dicas Para Você Aprender Inglês com Sucesso” há muitas ideias e sugestões do que você pode fazer. Comece agora! Um passo de cada vez, e sempre em frente. Você chega lá.

Você não vai encontrar o seu inglês dentro de uma embalagem linda embaixo da árvore de Natal. O que você pode fazer já – hoje – pelo seu inglês?

Feliz Natal!

Até a próxima,

Carlos

Dica 572 – Vá atrás das coisas

outubro 2, 2013

Eu ainda me impressiono muito com a quantidade de pessoas que espera que as coisas venham até elas de mão beijada.  E não vão atrás do que querem. Hoje em dia, com tanta facilidade para conseguirmos tudo o que quisermos, não dá para ficarmos sentados esperando as coisas virem até nós. Se você quer alguma coisa, mexa-se!

Quer aprender inglês? Quer aprender mesmo? Vá atrás do seu objetivo. Faça alguma coisa por você mesmo!

Eu vejo alunos que ouvem uma palavra nova na sala de aula, por exemplo. Eles não entendem a palavra e deixam por isso mesmo. Quantas vezes um aluno vem me dizer que não fez um determinado exercício da lição de casa por que havia uma palavra que ele não tinha entendido. E por que não procurou? Há tantos dicionários por aí! Há dicionários online de todos os tipos. Se você digitar a palavra no google images, por exemplo, consegue ver a imagem da palavra. Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras. Ao digitar a palavra no google images aparecem centenas de imagens. Se cada uma vale por mil palavras, imagina quantas ilustrações da mesma palavra você pode ter! Você só não visualiza se não quiser.

Há muitos dicionários impressos e online. Cada dicionário tem definições e exemplos com as palavras. Se você não entender a explicação de um deles, procure em outro. Lendo muitas definições e muitos exemplos, uma hora a ficha cai e você entende.

Não entendeu um determinado ponto gramatical? Se estuda em uma escola, peça uma ajuda ao seu professor. Peça para ele explicar de novo. Peça novos exemplos. Peça a ele para indicar um livro para fazer exercícios extras de gramática. Encontre o livro e estude, pratique, até aprender. Se achar que ainda não entendeu, estude e pratique mais um pouco. É do seu interesse. Se você estuda por conta própria, vá atrás de exercícios. Ter um livro de gramática é importante também. Faça exercícios online. Faça alguma coisa!

Eu costumo dizer aos meus alunos que coloco a bola na frente deles, mas quem tem que chutá-la são eles mesmos. Se errarem o gol, precisam repetir centenas de vezes, que as chances de acerto vão aumentando. Não adianta querer que a bola se mexa sozinha. Isso não acontece.

Se você prestar atenção à sua volta, vai ver que as pessoas que se saem melhor em qualquer coisa são aquelas que fazem algo para que isso aconteça. A diferença entre aprender ou não é tentar, se esforçar. Aquela velha frase que diz que é “1% de inspiração e 99% de transpiração” é a mais pura verdade.

Eu sou muito criativo e tenho muitas ideias ótimas, mas se eu não sentar e escrevê-las, elas não saem por conta própria. Não adianta ter uma ideia maravilhosa se a ideia fica dentro da sua cabeça. Para escrever um post no blog, por exemplo, eu fico um tempão na frente do computador. Escrevo, corrijo, escrevo novamente e esse processo continua até que me dou por satisfeito.

Para aprender a cantar uma música nova, passo dias e dias ouvindo só aquela música e cantando sem parar, até conseguir cantá-la por inteiro. É um processo longo, mas que dá resultado. E é assim com tudo.

Como professor, acho que a minha função principal não é ensinar inglês. Mais importante do que isso, é ensinar as pessoas a se virarem sozinhas, a ir atrás das coisas, pois é só assim que elas vão aprender de verdade. Afinal, elas não vão ser alunas a vida inteira. A ideia é justamente treiná-las a serem independentes.

Não adianta chorar e dizer, “Eu não entendo isso.” O que você vai fazer para entender? Vá atrás, descubra, experimente, mexa-se! Você é capaz, sim! Depende do seu esforço e da sua vontade!

Até mais,

Carlos

Dica 528 – Faça frases com as palavras novas

janeiro 7, 2013

Um dos grandes desafios para quem está estudando uma língua nova é aprender vocabulário. É muito comum aprendermos palavras novas para logo em seguida esquecê-las. Se você pegar um livro antigo que você estudou há algum tempo e der uma folheada nas páginas, com certeza vai encontrar várias palavras que estudou – e que sabia na época – mas que já não se lembra mais.

O que acontece muitas vezes é aquela velha história que eu já falei tanto aqui. Muitas vezes nós estudamos para a prova, mas não para nós mesmos. Ainda carregamos dentro de nós aquela ideia errada de que temos que aprender para ir bem na prova. Depois que fomos bem na prova, esquecemos o que tínhamos estudado.

Ninguém aprende inglês para a prova. A gente aprende inglês para saber inglês, para saber falar. E ter um vocabulário maior e mais amplo nos auxilia a nos expressarmos melhor. O que diferencia um bom falante de inglês de um mais ou menos é uma maior amplitude de vocabulário.

Você precisa aprender as palavras para você, para saber usá-las e para saber em que contextos elas podem ser usadas. Não adianta decorar uma lista de palavras, com suas definições. Uma palavra isolada é vazia. O fundamental é você saber usar essas palavras.

Uma ideia que eu já dei foi a de fazer cartõezinhos com as palavras de um lado e as definições (em inglês) e exemplos do outro. (Veja a Dica 12).

Esta dica vai mais além. Depois de você aprender a palavra e ver exemplos de como usá-la, procure criar frases com a palavra que aprendeu. Não crie uma ou duas, mas crie muitas frases usando essa palavra em diversos contextos. Se não conseguir, olhe num dicionário e veja os exemplos que lá aparecem. Depois tente criar os seus próprios exemplos.

Faça esse exercício muitas vezes. Cada vez que repetir, tente formar frases diferentes. Quanto mais variedade de frases você conseguir formar, mas você vai aprender a lidar com a palavra.

Depois de você estudar a palavra e tentar usá-la em diversos contextos, você vai sentir que a palavra vai começar a soar mais natural para você. E aos poucos você vai começar a usá-la naturalmente em situações que aparecem na sua vida. Nesse caso, dizemos que a palavra já pertence a você, ou seja você já é dono desta palavra para usar na sua vida.

Claro que isso dá trabalho, mas também dá excelentes resultados. E lembre-se de que para aprendermos algo precisamos nos esforçar e praticar bastante.  Se você se dedicar, conseguirá aprender qualquer coisa.

Até mais,

Carlos

Dica 507 – Esforce-se sempre um pouco mais

outubro 25, 2012

Numa matéria publicada na revista Você S/A, Artur Zanetti – o primeiro ginasta brasileiro a receber uma medalha de ouro na ginástica olímpica – dá o seu ensinamento para o sucesso. Ele diz: “Sempre faço o que o meu técnico pede e um pouco mais. Se o treino exige que o ginasta fique cinco segundos parado na argola, por exemplo, eu faço seis. Sei que futuramente isso me dará resultado e não me trará lesões.

Esse esforço a mais pode fazer uma grande diferença no seu sucesso. E o mesmo pode ser aplicado ao seu estudo de inglês. Procure dar sempre uma pouco mais de si. Tente sempre ir um pouco mais longe. Se o seu professor der um exercício de gramática, por exemplo, procure fazer um exercício extra por conta própria. Você vai praticar e aprender um pouquinho mais. Se você leu um texto e fez o exercício proposto, tente ler mais uma vez. Será que não vai conseguir entender um pouco mais?

Esse esforço a mais vai representar muito no seu progresso no inglês. Um esforço médio leva a um resultado médio. Você quer falar inglês mais ou menos ou bem? Como diz a matéria da Você S/A: “Só um esforço incomum leva a um resultado acima da média.

Tudo depende de você. E esse esforço a mais dá excelentes resultados.

Até a próxima,

Carlos

Dica 499 – Outra música difícil de cantar

setembro 21, 2012

Aqui vai mais um desafio para você. Quanto tempo demora para você conseguir cantar esta música?

Eu já falei que algo pode ser difícil, mas que com muita prática acaba virando fácil. Só depende do seu esforço e dedicação. E desafios sempre nos fazem crescer e aprender mais.

Este é um trecho da música título do musical “Hair”, aquele famoso sobre os hippies e a guerra do Vietnã. Nesse trecho eles descrevem diferentes estilos de cabelo. Todas as palavras se referem a tipos de cabelo. O vocabulário é difícil até para nativos, que também devem ter dificuldade para aprender a cantá-la.

Experimente!

Cantar essa música é uma experiencia divertida. Mesmo que você não vá usar esse vocabulário na sua vida, é uma maneira de brincar com os sons do inglês. Se você não entender o que está cantando, não faz mal. Brincar com os sons ajuda a aprender falar melhor. E conseguir cantá-la, mesmo depois de muitas e muitas tentativas, tem o sabor gostoso da vitória.

Se não conseguiu, continue até conseguir. Uma hora você consegue – disso eu tenho certeza. Depois escreva me contando da experiência.

Até a próxima,

Carlos

Dica 494 – O que você faz pelo seu inglês?

setembro 6, 2012

Quando eu comecei a escrever esse blog, eu escrevi que uma das coisas que me motivaram foi a quantidade de pessoas que me dizem todo dia que precisam aprender inglês. Eu já falei diversas vezes aqui que aprender inglês é uma questão de atitude. Não adianta nada você apenas dizer que quer aprender. O que importa é o que você faz a respeito disso.

A matéria de capa da edição de 29 de agosto de 2012 da revista Veja fala sobre a importância de soltar a língua. Todo mundo quer saber inglês e, no entanto, apenas 5 % da população brasileira fala inglês. Porém, desses 5%, apenas 37% conseguem conversar em inglês mais ou menos. É muito pouco!

A matéria fala que no Brasil não se aprende inglês na escola. Mas se você pensar bem, há muita coisa que não se aprende na escola. O ensino público no Brasil é tão ruim que também não se aprende português, matemática e outras matérias.

Se as pessoas não aprendem inglês de quem é a culpa? Não é só da escola. É dos alunos também que não se esforçam para aprender. Na semana passada eu dei uma palestra para um grupo extremamente motivado de professores das escolas municipais de Sâo Paulo. Muita gente querendo ensinar, mas enfrentando as resistência dos alunos, que muitas vezes não tentam aprender. E depois colocam a culpa no professor.

Isso não acontece apenas na escola púbica. Eu dei aula por um ano num colégio de classe A em São Paulo, onde os alunos também não se esforçavam para aprender. Eles diziam que se quisessem aprender, iriam para um curso de inglês. Até os pais dos alunos reclamavam quando eu dava lição de casa. Como os alunos poderiam aprender sem praticar? As pessoas se focam nos resultados, mas não no que precisam fazer para chegar a eles.

A matéria da Veja diz que adultos têm mais dificuldades em aprender do que crianças. É verdade que as crianças têm o cérebro mais plástico e tem mais ferramentas de assimilação, mas muitas vezes não têm a motivação para aprender. Eu tenho alunos de 12 anos que vão para o curso de inglês mas não aproveitam o quanto poderiam, pois não estudam, não fazem exercícios em casa, não falam inglês na aula. Mesmo tendo a idade apropriada e o acesso – já que os pais pagam o curso – nem todos aprendem inglês.

Adultos podem ter mais dificuldades, é verdade, pois já estão afastados da fase escolar há mais tempo. Mas com esforço e dedicação, conseguem aprender. Eu tenho alunos adultos de todas as idades que aprendem muito bem e se desenvolvem rapidamente. Outros se desenvolvem menos. Há alunos que vem para a aula sem terem praticado o que estudaram na aula anterior. É claro que esses terão mais dificuldades. É claro que esses se desenvolverão menos. Há outros alunos que praticam em casa tudo o que estudamos na aula, refazem todos os exercícios por escrito e oralmente, fazem atividades extras, ouvem músicas, assistem a filmes em inglês, tentam falar em inglês fora da sala de aula, e quando chegam na aula seguinte estão com o conteúdo realmente aprendido e prontos para aprenderem coisas novas.

Não é somente a idade que determina se você vai aprender inglês bem ou não. O mais importante de tudo é a sua atitude. Se você não está satisfeito com o seu inglês, não reclame. Chorar não vai adiantar nada. Arregace as mangas e trabalhe para melhorar o seu inglês!

Até a próxima,

Carlos

Dica 483 – O tricô da Laura

julho 26, 2012

Estou passando as férias na casa de praia da minha prima Laura, e fiquei fascinado com a sua forma de aprendizado.

A Laura resolveu aprender a fazer tricô, e pediu para a mãe dela ensiná-la. Foram comprar agulhas e lã e sentaram-se na sala para a primeira lição. Estávamos todos em volta presenciando essa aula, e foi muito interessante de assistir. Sem nenhuma experiência com tricô, a Laura nem sabia por onde começar. A sua mãe disse a ela que ira fazer o primeiro ponto e depois deixaria a Laura continuar, já que o primeiro ponto é mais difícil. A Laura se recusou e disse que queria fazer o primeiro ponto sozinha. Sua insistência fez com que ela demorasse muito mais, pois teve que tentar muito até conseguir. Levou algumas horas para que ela conseguisse dar aquele pontinho inicial, mas finamente ela conseguiu.

A Laura resolveu fazer um cachecol, que é a coisa mais simples que se pode fazer com o tricô. É bom começar com algo mais simples para adquirir prática. Depois de fazer o primeiro ponto, começou a fazer a primeira fileira. Também foi difícil conseguir. Muitas e muitas vezes ela fez, desmanchou e fez novamente. Às vezes pedia para a mãe dela fazer bem devagar, ficava olhando cuidadosamente, desmanchava e tentava por conta própria.

Quando conseguiu terminar a primeira fileira, foi a maior comemoração. Ela ficou realmente feliz por conseguir. Todo esforço valeu a pena.

O que se seguiu nos dias seguintes foi muito interessante. Ela fazia três fileiras, desmanchava tudo e começava tudo novamente. Para mim já estava ótimo. As três fileiras estavam bonitas e uma do mesmo tamanho da outra. Perfeitas. Mas a Laura desmanchava tudo e começava outra vez.

Demorou bastante para que víssemos aquele cachecol crescer. Mas agora ele já está bem grande – e lindo!

O processo de aprendizado é o mesmo quer estejamos aprendendo a fazer tricô ou a falar inglês. Precisamos da repetição. É ela que vai nos dar segurança em fazer as coisas.

Quantas repetições de um mesmo exercício você faz até aprender inglês? Nas minhas aulas eu vejo as caras dos meus alunos quando peço para fazerem um exercício novamente. Eles me olham com aquela cara de “Para que, se eu já acertei?“.

O objetivo de fazer um exercício não é acertar, mas ser capaz de fazê-lo sozinho. Ter acertado uma vez não significa que você já sabe fazer direito. É preciso repetir, repetir, repetir e repetir, até você consolidar o que aprendeu – como o tricô da Laura.

Se você está numa aula e faz um exercício corretamente, isso não quer dizer que você já seja capaz de fazer aquilo. Você precisa praticar mais. Você pode fazer isso na própria aula e depois dela na sua casa. Repita e repita muito.

Quando você aprende uma estrutura nova, é normal que fale devagar no início. Se não praticar bastante, não vai conseguir falar num ritmo considerado normal. Isso é um trabalho que você precisa fazer por conta própria. Repetir, repetir e repetir.

Parece cansativo? E é mesmo, um pouco. Mas a cada vez que você pratica aquela frase e consegue dizê-la um pouquinho melhor, além do cansaço vem uma sensação gostosa de estar conseguindo e de estar aprendendo. E isso compensa qualquer cansaço.

Por isso lembre-se de que a repetição é muito importante. Se a Laura não tivesse repetido tantas vezes as suas primeiras três fileiras, ela teria terminado o cachecol, mas teria ficado mais ou menos bom. Do jeito que ela fez, o cachecol está ficando lindo.

E você, quer ter um inglês mais ou menos bom, ou um inglês lindo? Depende de você!

Até mais,

Carlos

Dica 481 – Seja um talento

julho 21, 2012

Muita gente me diz que não aprende inglês porque não tem “talento para línguas”. Eu já disse que isso não existe, e que com dedicação e bastante prática todo mundo consegue aprender.

Coincidentemente saiu um artigo muito interessante na edição de julho de 2012 da revista Você S/A falando sobre o talento. Na matéria de Eugênio Mussak, o autor diz que hoje em dia as empresas estão direcionadas a atrair e reter talentos. E logo em seguida, explica o que é talento. Segundo ele, talento é “todo aquele que, mesmo entregando um bom resultado com seu trabalho, não se sente satisfeito, e conserva ativa a vontade de aprender e se desenvolver“. Ele ainda diz que um talento não é uma pessoa especial, mas “alguém que se sobressai pelo ‘brilho nos olhos’, pela busca incessante do aprendizado e aprimoramento. Não importam a área de atuação, a graduação ou a experiência. Demonstrar curiosidade e inquietação é a marca de um talento.

Ou seja, talento não é uma coisa que nasce pronta. Você não precisa ter o dom de falar inglês para aprender inglês. É verdade que algumas pessoas têm mais facilidade para aprender, mas isso acontece com qualquer coisa que você queira aprender.  Mas não é a facilidade que determina o sucesso do seu aprendizado. O que importa mesmo é aquela vontade de aprender, a busca por descobrir coisas novas e de sempre procurar saber mais.

Eu adorei a parte em que ele fala do “brilho nos olhos“, porque é assim mesmo. Como professor eu vejo claramente os olhos de certos alunos brilharem ao descobrirem uma coisa nova e ao aprenderem coisas novas. E é isso que falta para aqueles que não estão conseguindo aprender com sucesso.

Mesmo que você já tenha estudado algum tempo verbal muitas vezes, sempre há alguma coisa a mais para aprender. Uma revisão nunca é apenas uma repetição do que você já sabe. Sempre é possível aprender coisas novas, mesmo quando estamos revisando algo que aparentemente já sabemos.

Seja um talento. Quando você estiver aprendendo alguma coisa, nunca pare por ali. Sempre procure ir além. Procure saber mais e descobrir mais. Ponha a sua curiosidade para funcionar.  Procure sempre se aprimorar.

Faça os seus olhos brilharem a cada nova descoberta e a cada novo conhecimento. Assim você vai aprender inglês de verdade!

Até mais,