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Dica 543 – Uma ótima música para praticar o Second Conditional

abril 5, 2013

No episódio do seriado “Smash” que foi ao ar essa semana nos Estados Unidos, a maravilhosa atriz da Broadway Bernadette Peters contracenou com a ótima Megan Hilty, uma das estrelas do seriado.

Em “Smash”, elas estão ensaiando o musical “Bombshell”, onde Megan Hilty faz o papel de Marilyn Monroe e Bernadette Peters faz a sua mãe. Detalhe: no seriado as personagens também são mãe e filha. E há bastante conflito entre as mães e filhas na história e no musical.

Nesta cena, as duas cantam juntas a música “Hang the Moon”. A música é linda, mas como você já sabe, eu não consigo ouvir uma música sem pensar: “Olha aí o Second Conditional”. Então aí vai o vídeo da música com a letra. Assim você pode cantar essa música que é realmente bonita e emocionante, e praticar um pouco o seu inglês.

Há muitas músicas por aí com o Second Conditional, e eu mesmo já postei várias aqui. Tem bastante material para você escolher e se divertir. Eu adoro musicais e amo esse tipo de música. Se você gosta de outro tipo de música, procure alguma do seu agrado. Há músicas para todos os gostos.

Mas antes, tente ouvir essa, pois realmente vale a pena!

Até mais,

Carlos

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Dica 464 – Vídeo para praticar If-Clauses

maio 18, 2012

Eu sou professor de inglês 24 horas por dia, e não consigo me desligar. Às vezes ouço uma música no rádio ou num CD, ou até na minha aula de ginástica e já penso que ela seria ótima para ensinar um determinado ítem de gramática ou vocabulário.

Há muitos anos, eu e a Cris estávamos nos Estados Unidos e assitimos pela primeira vez o filme “Hercules”. Eu me lembro perfeitamente que num determinado momento do filme eu virei para ela e disse: “Second Conditional”. Anos mais tarde, quando o filme saiu em DVD, eu sabia que tinha uma cena com o second conditional, mas não me lembrava qual. E assisti ao filme inteiro só para achar. E achei, é claro. Mas junto com aquela cena, achei outras do chamado first conditional.

Essa semana eu estava preparando uma aula e me lembrei daquelas cenas. Aí montei esse vídeo, que coloquei no youtube:

Assistindo a esse vídeo, você pode treinar um pouco as if-clauses, mais especificamente o first conditional. Você pode tentar falar as frases junto com os personagens. Algumas são rápidas, mas com o treino você consegue. Experimente!

Como eu costumo dizer para os meus alunos, preste atenção ao mundo à sua volta. Tenha os olhos e ouvidos sempre abertos. Tente perceber as coisas que você lê ou ouve. Muitas vezes você acabou de estudar algo na aula de inglês, e encontra aquilo num filme ou numa música. Tudo isso são oportunidades que você tem de usar o que você está estudando num contexto mais real, fora da sala de aula.

Ficando atento ao mundo a seu redor, você aprende muito mais.

Até a próxima,

Carlos

Dica 422 – Não basta traduzir as palavras para falar em inglês

fevereiro 1, 2012

Eu já comentei diversas vezes que na minha opinião não se deve aprender inglês traduzindo as palavras. Este é um assunto controverso, e há professores de inglês que não se incomodam de traduzir. Eu, no entanto, tenho isso como convicção.

Os alunos em geral pedem a tradução de tudo o que aprendem, pois acham que esse é o método certo para aprender. Mas saber a palavra em português e o seu equivalente em inglês não garante que você saiba falar inglês. E cabe aos professores mostrar aos alunos que é muito mais efetivo aprender inglês sem a tradução.

Quando aprendemos a nossa própria língua vamos associando os objetos (ou coisas abstratas como as emoções) com as palavras. De tanto ouvirmos, as coisas começam a fazer sentido para nós até que começamos a usar as palavras naturalmente. Há muita coisa que a gente sabe, mas não sabe explicar. Há palavras que a gente usa, mas se tiver que dar a definição para alguém não consegue.

Outro dia a minha filha Bruna leu uma placa numa loja que dizia algo mais ou menos assim: “Mercadorias só poderão ser devolvidas mediante a apresentação do recibo”. Ela me perguntou o que significava “mediante”. Eu disse que não aceitavam trocar mercadorias se a pessoa não trouxesse o recibo. Ela me perguntou: “Mas o que quer dizer a palavra ‘mediante’?” Eu não sei dar um sinônimo para essa palavra. Eu sei usá-la num contexto, mas não sei defini-la com precisão.

Quando nós aprendemos inglês também funciona mais ou menos assim. A gente aprende como se dizem as coisas, mas há coisas que não sabemos explicar. E há muita coisa que a gente aprende sem saber a palavra equivalente em português.

Muita gente acha que é só pegar as palavras em português e traduzir para o inglês que estará falando ou escrevendo inglês. E acaba falando uma língua que  eu chamo de “português traduzido”. Essa língua é uma coisa que um nativo não entende.

Vejam este aviso que estava num barco onde eu fiz um passeio na Amazônia recentemente:

A pessoa que fez essa tradução traduziu palavra por palavra e escreveu algo que não é inglês. Há vários outros exemplos disso como o restaurante que escreveu “Against Grilled Steak” embaixo de “Contra filé grelhado”. Ou aquele outro que escreveu “Filet of boyfriend” embaixo de “Filé de namorado”.

A música “Ai Se eu Te Pego” de Michel Teló, sucesso mundial, agora tem a sua versão em inglês – ou algo que parece inglês mas não é. A gente até que acha engraçado e dá muita risada dos absurdos de tradução e de pronúncia, mas na verdade é triste, pois muita gente vai cantar isso no Brasil achando que está cantando em inglês. E quem não sabe inglês, acaba aprendendo errado.

Por isso eu sempre encorajo as pessoas a aprenderem inglês sem a tradução. Embora pareça mais difícil no começo, o resultado será muito melhor. E não faz mal que você saiba falar uma coisa mas não saiba como dizer isso em português. E também não faz mal que há palavras que você sabe falar em inglês mas não sabe falar em português. Isso é absolutamente normal.

Até mais,

Carlos