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Dica 619 – As mãos estimulam o cérebro

julho 29, 2015

Por recomendação da minha querida amiga Áurea Shinto, comecei a ler o livro “A Whack on the Side of the Head”, de Roger von Oech. É um livro muito bacana, sobre como a gente pode ser mais criativo. Tem muitas ideias interessantes que podemos aplicar às nossas vidas, ao nosso trabalho, e até ao nosso aprendizado em geral. Vale a pena ler.

 

A whack

Num dos capítulos, o autor diz que uma das maneiras que ele tem de relaxar é pegar um objeto do tamanho de uma maçã e ficar brincando com ele na mão. Ele diz que fazer isso estimula uma parte diferente do cérebro e faz a criatividade fluir. Diz ele que segundo alguns estudos, ativar as funções básicas pode melhorar a performance mental.

Ele conta de um teste que foi feito com dois grupos de pessoas para avaliar a performance mental.  Antes do teste, um grupo ficou 20 minutos numa sala, esperando sentados. O outro grupo ficou em outra sala durante os mesmos 20 minutos descascando maçãs. Depois os dois grupos fizeram o teste e o grupo que tinha ficado descascando as maçãs se sai muito melhor. Isso prova que fazer as mãos e os olhos trabalharem juntos põe os neurônios para funcionar melhor.

Quem sabe isso não seja legal também para você aplicar ao estudo do inglês? Você poderia esperimentar, enquanto estuda, ficar brincando com um objeto em uma das mãos. Isso pode estimular o se cérebro e você conseguir aprender mais. Outra possibilidade é antes de você começar a estudar, passar uns minutos fazendo alguma atividade manual, como cortar papel com uma tesoura, fazer dobraduras, ou até cozinhar, como eu faço muitas vezes. Ou mesmo fazer umas pausas durante o estudo para fazer isso.

Atenção! Eu não estou falando de estudar segurando o celular na mão e verificando as mensagens, ou falando pelo WhatsApp! Isso só distrai você do seu estudo. Mas usar os estímulos da mão pode ser interessante para o seu cérebro.

Vamos tentar? Isso também é uma novidade para mim. Quem sabe pode ser bom? Depois me escreva contando o que achou. Descobrir novas maneiras de aprender é uma questão de experimentar coisas novas. Muitas vezes as ideias mais estranhas acabam sendo as mais interessantes. Leia o livro “A Whack on the Side of the Head” e descubra muito mais!

Até a próxima,

Carlos

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Dica 611 – Minha entrevista no canal “A Culpa é dos Livros”

março 5, 2015

No canal “A Culpa é dos Livros” no youtube, Alyssa Mou, uma adolescente que adora ler, dá dicas e faz comentários sobre livros. É muito bacana ver alguém que tem tamanha paixão por livros. Ler é realmente maravilhoso. Recomendo que você conheça e assine o canal. Quem sabe não fique estimulado a ler mais?

https://www.youtube.com/user/culpadoslivros

Foi com grande alegria que dei uma entrevista para Alyssa falando sobre os meus livros e sobre dicas de como aprender inglês. Aqui está o link para que você possa assistir:

Eu sempre li muito e ler sempre foi uma parte importante da minha vida. Através da leitura a gente conhece o mundo e conhece histórias interessantes que nos inspiram para a nossa vida. Ler faz a gente viajar na nossa imaginação e até na vida real. Várias vezes eu tive vontade de conhecer um determinado lugar depois de ter lido sobre ele, ou de ter lido uma história que se passava naquele lugar. Quando eu era criança, li no colégio, no livro de inglês, um texto sobre o Liberty Bell em Philadelphia, e sempre sonhei em conhecê-lo. Até que fui até lá e vocês não podem imaginar a emoção que senti.

No caso do inglês especificamente, ler ajuda a ampliar o seu vocabulário. Você não precisa estudar as palavras do livro, nem ir procurar o significado delas num dicionário. De tanto você ler, você acaba aprendendo as palavras pelo seu significado no contexto. É incrível como isso funciona!

Uma das vantagens da leitura é que você pode escolher o livro que vai ler. Procure um assunto que você goste. Não importa o que você estiver lendo. Você vai se divertir se o assunto for do seu agrado.

Se você já gosta de ler, continue lendo sempre mais. Se você acha que não gosta, é porque está lendo pouco! Tente ler mais e logo estará apaixonado.

Até mais,

Carlos

Dica 602 – Contenha a ansiedade! Dê tempo ao tempo!

novembro 24, 2014

Recebi uma pergunta de um leitor, que achei melhor responder na forma de um post, pois é um assunto que diz respeito à maioria das pessoas.

O Jonas Schirmer me escreveu dizendo o seguinte:

“Sou estudante de inglês há 7 meses e sempre procuro praticar. Adquiri um pouco de vocabulário, mas fico confuso quando só pratico listening sem a transcrição. O que devo fazer?”

Eu já falei sobre isso algumas vezes, inclusive nos meus livros, mas acho importante voltar ao assunto. Um dos grandes problemas do mundo moderno é o imediatismo. Nós temos tudo muito fácil, e ao alcance da mão. E para muitas coisas, isso é muito bom! Podemos ler as notícias em poucos instantes e saber tudo o que acontece em qualquer lugar do mundo. Eu adoro baixar os meus seriados favoritos no dia seguinte aos que são exibidos nos Estados Unidos ao invés de ter que esperar para vê-los na TV aqui no Brasil. Você precisa de uma receita de comida, e consegue achar várias versões dela na internet a um toque do dedo. E muito mais.

Por outro lado, esse imediatismo nos levou a querer tudo fácil demais, e há coisas que levam tempo. O aprendizado, por exemplo. Não dá para ser aprender alguma coisa imediatamente. Tudo demora! E esse é o processo normal.

Quando eu era criança e adolescente e estava no colégio, eu fazia dezenas de exercícios de matemática até aprender bem. Eu ficava horas decorando os passados dos verbos em inglês, até aprendê-los.

Um ator ensaia uma peça durante meses até aprender o texto, colocar as emoções corretamente em cada fala e lembrar as suas posições no palco. E por aí vai.

Aprender inglês leva tempo, como aprender qualquer coisa. E você precisa se dar esse tempo. Não é de uma hora para outra que você vai aprender inglês. Vai demorar um pouco. O quanto isso vai demorar, depende de vários fatores, inclusive a sua dedicação.

Entender o que você ouve numa língua estrangeira não é fácil. No início, você não entende absolutamente nada. Mas aos poucos você começa a entender mais e mais. É claro que você não se lembra, mas quando você nasceu também não entendia nada do que as pessoas falavam para você. Mas com o temp0, foi aprendendo a entender. E hoje você entende a sua própria língua.

Essa história de imediatismo funciona assim. Você mal começa a estudar inglês e já quer entender um filme em inglês. E fica frustrado se não consegue. Lembre-se: este é um processo longo. Não se frustre – você é normal!

Quando você usa um livro didático, as atividades de listening são programadas cuidadosamente para serem um pouquinho acima do seu nível, para sempre estimulá-lo a crescer. Mas se você vê um filme ou ouve um coisa qualquer, aquilo não foi pensado em um estudante de línguas. Por isso é normal ser muito difícil. Mas com tempo isso vai se tornar mais fácil. Isso, é claro, se você sempre ouvir coisas em inglês.

Como o Jonas diz na sua pergunta, muita gente acha que ler a transcrição do texto ajuda a entender. Isso é um equívoco, pois a pessoa que faz isso entende melhor por ter lido, não por ter ouvido. E ler é uma outra habilidade que você precisa desenvolver, mas aí é um outro assunto. Ler não melhora a sua abilidade de ouvir em inglês. Para isso você precisa ouvir!

Se você controlar a sua ansiedade e a sua necessidade de querer entender tudo, vai ver que esse processo funciona. Uma ideia que eu dou aos meus alunos é assistir o mesmo filme ou seriado várias vezes. Na primeira vez, coloque na sua cabeça que não vai entender nada mesmo. E irá se supreender. Quanto mais vezes você assistir, mais vai entender. Mas mesmo que não entender tudo, não se desespere. Você chega lá.

No caso do Jonas, 7 meses não é muito tempo para aprender uma língua. Ainda há muito chão pela frente. É preciso de calma. É preciso dar tempo ao tempo. Aos poucos você vai entender mais e mais.

Usar a transcrição é uma muleta. Você pensa que está entendendo, mas não está. O dia que você achar que já está entendendo melhor e não olhar mais a transcrição, vai ter dificuldade novamente. Então o negócio é enfrentar a dificuldade agora!

Como eu já disse antes, tente ver as coisas pelo lado positivo. Não pense no que não consegue entender. Pense no que já consegue e vai ver que isso vai sempre aumentar!

Devagar e sempre!

Até a próxima,

Carlos

 

Dica 600 – Uso do “Simple Present” no seriado “The McCarthys”

novembro 1, 2014

O seriado “The McCarthys” estreou essa semana na TV americana. Pelo primeiro episódio, parece que será bem engraçado. Eu gosto da temporada de estreias dos novos seriados, pois podemos experimentar diversos programas e ver se gostamos. Eu costumo ver pelos menos uns três episódios antes de me decidir. Às vezes não dá para ter uma boa ideia assistindo só ao primeiro – se bem que muitas vezes eu nem chego ao fim do primeiro.  Alguns eu continuo assistindo e os que eu não gosto, deixo pra lá.

É divertido também assistir aos seriados antes que muitos deles estreiem no Brasil. Aliás, muitos deles nem chegarão a ser exibidos por aqui.

No primeiro episódio de “The McCarthys” a primeira cena já me chamou a atenção pelo uso do simple present. É bem fácil de entender, mesmo para quem é iniciante no inglês. Além disso, tem uma discussão interessante sobre o uso do artigo definido the.

Assista:

Se você se interessou procure assistir ao episódio inteiro. Assistir a seriados em inglês sem legenda ajuda você a melhorar a sua comprensão. Mesmo que entenda pouco no começo, resista à tentação de ler as legendas. Elas acabam se tornando uma muleta e você acha que está entendendo mais, mas isso ocorre porque você leu, não porque você entendeu o que foi dito. Se continuar tentando, vai entender cada vez melhor.

Até a próxima,

Carlos

Dica 590 – A Hora da Mentira e a Hora da Verdade

junho 4, 2014

Quase tudo o que acontece numa aula de inglês é de mentira.  É como um ensaio para uma peça de teatro. Você ensaia muito para o dia da estreia, quando vai fazer a peça de verdade. Mas se você não se dedicar nos ensaios e fizer como se fosse de verdade, na hora da verdade não vai sair bom.

A maioria das situações numa aula de inglês é de mentira. O professor manda você levantar e perguntar para três pessoas qual o dia do aniversário delas, mas você não tem o menor interesse em saber que dia é o aniversário daquelas pessoas. Tanto que, quando a aula acabar, você provavelmente nem vai se lembrar.

O professor manda vocês conversarem sobre globalização, e isso é um assunto que não te interessa nem um pouco. Você preferia conversar sobre qualquer outra coisa, mas tem que falar sobre aquilo, pois é parte da aula.

Você assiste a um vídeo que não te interessa e tem que discutir o que entendeu. Na sua vida real, você nunca iria assistir a um vídeo desses, mas faz parte da aula.

Você manda uma criança de 8 anos sair pela sala imaginando que está na rua perguntando “Onde fica o supermercado?” como se uma criança dessa idade fosse sair na rua sozinha procurando.

Calma aí, não estou dizendo que a aula de inglês não é interessante! É sim! A aula é divertida e tem até muita gente que se interessa pelos assuntos discutidos nela. O que eu estou dizendo é que as coisas são falsas, pois é uma situação falsa. Você está fazendo de conta que está falando sobre aqueles assuntos. No entanto, são essas coisas falsas que vão preparar você para a hora da verdade, quando você vai realmente querer usar o inglês.

N0 dia em que você estiver na sua casa e quiser assistir a um filme em inglês, você vai assistir a um filme que você mesmo escolheu. E vai entender um pouco de inglês graças aqueles momentos que teve na sala de aula assistindo ao que a escola achava que você devia assistir.

Quando você estiver conversando com alguém em inglês, você vai falar sobre o assunto que quiser, mas estará instrumentalizado pela prática que teve na sala de aula. A hora da mentira prepara você para a hora da verdade.

Agora pense bem nos momentos que você tem na sala de aula que poderiam ser de verdade, mas que você não usa. São aqueles momentos em que você perde a oportunidade de falar inglês de verdade. Por exemplo, quando você precisa de uma borracha emprestada e cochicha para o colega do lado em português. Pronto, você acabou de desperdiçar um ótimo momento para usar o seu inglês numa situação de verdade.

E no final da aula, quando todos os alunos já estão saindo, e você vai perguntar alguma coisa ao professor, e como a aula “já acabou” fala em português? Essa seria uma ótima hora da verdade, pois você está realmente perguntando uma coisa que quer saber e o professor vai dar uma resposta que interessa a você. Por que não se comunicar em inglês? Afinal, você está estudando inglês para se comunicar na hora da verdade. E a hora que você faz uma pergunta de verdade e ouve uma resposta de verdade, você prefere falar em português! Que desperdício! Passou a aula falando sobre assuntos que o professor mandou você falar, e quando tinha que falar mesmo, não usou o inglês!

E quando você chega na escola e fica esperando a aula começar e o professor chegar? Por que não aproveita esses momentos para conversar em inglês com os outros colegas? É um bom momento para uma conversa de verdade.

São esses momentos “de verdade” que dão a você a chance de ver se o inglês que você está aprendendo está servindo para alguma coisa! Você consegue se comunicar em inglês, ou na hora de se comunicar precisa  usar o português?

Eu me lembro da minha primeira viagem para os Estados Unidos, em 1990. Eu já era professor de inglês, já falava e ensinava inglês, mas nunca tinha saído do Brasil. Você sabe que em algumas aulas a gente ensina os alunos a pedirem informações sobre como chegar a um determinado lugar. Pois bem, eu e um grupo de amigos que estavam fazendo um curso de verão na Universidade da Flórida alugamos um carro para passear no feriado de 4 de julho. Eu dirigi uma boa parte da viagem. Num determinado momento, nós nos perdemos. Eu resolvi sair do carro e testar se a pergunta que eu ensinava funcionava mesmo. Encontrei um homem parado e lancei um “Can you tell me how to get to ___?” Quando o homem respondeu eu fiquei tão feliz! Vi que aquela expressão que eu já tinha ensinado tantas vezes funcionava de verdade. E fiquei comemorando! “It works! It works!”

Lembre-se de que tudo o que a gente quer na aula de inglês é conseguir usar o nosso inglês. Use-o e ele só vai melhorar!

Até mais,

Carlos

Dica 555 – Não sofra por não conhecer palavras

julho 3, 2013

O editorial da Folha de São Paulo de hoje começa assim:

Açodamento para realizar plebiscito impede debates que a consulta deveria suscitar e traz risco de reforma política apenas piorar sistema atual.”

Eu não sei o que significa açodamento. Você sabe? Pelo contexto, deduzo que seja alguma coisa como pressa, já que o governo parece estar com pressa em fazer o plebiscito. Você sabe o que é suscitar? Essa eu sei, embora não seja uma palavra tão comum no dia a dia.

Mais abaixo, no mesmo editorial, há a seguinte frase:

Dizer que pelo menos o segundo desses benefícios seria perdido com um plebiscito feito de afogadilho é mero truísmo.

Você sabe o que significam afogadilho e truísmo? Eu não sei. Até o meu corretor de textos do computador acaba de sublinhar essas palavras, achando que devo ter escrito errado e não existem. Ou seja, nem o corretor de textos as conhece.

Pelo contexto, concluo que afogadilho deve também se referir à pressa em realizar o plebiscito.  Já truísmo não consigo descobrir pelo contexto. Mas tudo bem, isso não me impede de ler o editorial e saber que eles estão falando sobre os problemas de o governo ter pressa em realizar o plebiscito. Afinal, a gente lê o jornal para saber as notícias.

Quando estamos lendo um texto em português e não entendemos uma palavra ou mais, dizemos para nós mesmos: “Eu não entendo essas palavras”. No entanto, quando estamos lendo um texto e inglês e não entendemos algumas palavras já começamos a sofrer. Dizemos para nós mesmos: “Eu não sei inglês. O meu inglês é ruim. Eu estudo há tanto tempo e ainda não entendo inglês.” Por que cobramos tanto de nós mesmos?

Entender uma língua não significa entender todas as palavras dela. Se nem na nossa própria língua sabemos todas as palavras, o que dizer de uma língua estrangeira? Mas o que importa é a sua atitude em relação a isso. Se em português achamos natural não entender uma palavra, por que não fazemos o mesmo com o inglês? Por que sofremos tanto e nos culpamos tanto por isso?

Muitas pessoas “travam” quando estão lendo um texto e não conhecem uma palavra. Parece que sem aquela palavra não vai dar para entender o texto. Mas isso não é verdade. Você pode chegar até o fim do texto e entender toda a mensagem mesmo sem ter entendido algumas palavras. Claro que tudo depende do nível de complexidade do texto e do assunto. Se eu ler um texto sobre medicina com um monte de vocabulário técnico, nomes de doenças e procedimentos médicos,  eu não vou entender quase nada em língua nenhuma, nem em português.Em compensação, um médico que tenha um inglês muito ruim consegue entender um texto técnico em inglês, porque ele já conhece bem o vocabulário da sua área.

Eu não estou dizendo que não devemos nos preocupar com o vocabulário. Claro que devemos! Devemos sempre tentar ampliar o nosso vocabulário. Ter um vocabulário mais amplo mostra um domínio maior do idioma. Aprender palavras novas e saber como usá-las é muito importante. É algo que você deve fazer para sempre. Lembre-se de que a língua é viva e sempre aparecem palavras novas. O que estou dizendo é que você não deve sofrer quando não souber algo. Aprenda a relaxar e vai ver que a sua compreensão é boa, mesmo sem entender 100 % das palavras.

Nós não lemos um texto para aprender vocabulário. Nós lemos um texto para obtermos uma informação. Depois de lido, mais tarde, se você quiser, você pode ler o texto novamente, sublinhar as palavras que não conhece e procurar o seu significado. A partir daí você pode fazer todo o trabalho de realmente aprender o vocabulário: procurar exemplos com as palavras e tentar usá-las em vários contextos. Só usando a palavra é que realmente vamos aprendê-la e lembrar dela quando precisarmos falar.

Será que ao terminar de ler esta dica você vai procurar no dicionário o que significam açodamento, suscitar, afogadilho e truísmo? Isso fica a cargo da sua curiosidade. Pensando bem, quantas vezes na sua vida você acha que vai usar a palavra açodamento?

Até a próxima,

Carlos

 

Dica 528 – Faça frases com as palavras novas

janeiro 7, 2013

Um dos grandes desafios para quem está estudando uma língua nova é aprender vocabulário. É muito comum aprendermos palavras novas para logo em seguida esquecê-las. Se você pegar um livro antigo que você estudou há algum tempo e der uma folheada nas páginas, com certeza vai encontrar várias palavras que estudou – e que sabia na época – mas que já não se lembra mais.

O que acontece muitas vezes é aquela velha história que eu já falei tanto aqui. Muitas vezes nós estudamos para a prova, mas não para nós mesmos. Ainda carregamos dentro de nós aquela ideia errada de que temos que aprender para ir bem na prova. Depois que fomos bem na prova, esquecemos o que tínhamos estudado.

Ninguém aprende inglês para a prova. A gente aprende inglês para saber inglês, para saber falar. E ter um vocabulário maior e mais amplo nos auxilia a nos expressarmos melhor. O que diferencia um bom falante de inglês de um mais ou menos é uma maior amplitude de vocabulário.

Você precisa aprender as palavras para você, para saber usá-las e para saber em que contextos elas podem ser usadas. Não adianta decorar uma lista de palavras, com suas definições. Uma palavra isolada é vazia. O fundamental é você saber usar essas palavras.

Uma ideia que eu já dei foi a de fazer cartõezinhos com as palavras de um lado e as definições (em inglês) e exemplos do outro. (Veja a Dica 12).

Esta dica vai mais além. Depois de você aprender a palavra e ver exemplos de como usá-la, procure criar frases com a palavra que aprendeu. Não crie uma ou duas, mas crie muitas frases usando essa palavra em diversos contextos. Se não conseguir, olhe num dicionário e veja os exemplos que lá aparecem. Depois tente criar os seus próprios exemplos.

Faça esse exercício muitas vezes. Cada vez que repetir, tente formar frases diferentes. Quanto mais variedade de frases você conseguir formar, mas você vai aprender a lidar com a palavra.

Depois de você estudar a palavra e tentar usá-la em diversos contextos, você vai sentir que a palavra vai começar a soar mais natural para você. E aos poucos você vai começar a usá-la naturalmente em situações que aparecem na sua vida. Nesse caso, dizemos que a palavra já pertence a você, ou seja você já é dono desta palavra para usar na sua vida.

Claro que isso dá trabalho, mas também dá excelentes resultados. E lembre-se de que para aprendermos algo precisamos nos esforçar e praticar bastante.  Se você se dedicar, conseguirá aprender qualquer coisa.

Até mais,

Carlos

Dica 526 – Mais um ano novo? E agora?

dezembro 31, 2012

E aí? O ano está terminando. Você conseguiu cumprir todas as promessas que fez no ano passado? Sentiu que o seu inglês melhorou? E agora, o que vai fazer neste ano novo?

O ano novo é apenas uma data simbólica. Na verdade, todo os dias são novos. E todos os dias começam com milhares de possibilidades para nós. Resta sairmos da nossa zona de conforto e irmos atrás dessas possibilidades. E nos esforçarmos para superar as dificuldades e conseguir o sucesso.

Com esforço e dedicação, conseguimos muita coisa. Não adianta achar que vai ser fácil e que aprender inglês não vai causar um pouco de sofrimento. O processo de aprendizado é doloroso também. Temos dúvidas, inseguranças, dificuldades, nos sentimos cansados e frustrados às vezes. Mas ao mesmo tempo, é um processo prazeiroso. Cada pequena vitória é um motivo de alegria. Cada vez que conseguimos falar uma frase em inglês, ou quando conseguimos entender uma frase num filme ou um verso na letra de uma música, ou quando lemos um texto e conseguimos entendê-lo, temos muitas razões para comemorar. E depois que isso passa, a sensação de sofrimento e dificuldade dá lugar à alegria. Eu também tive dificuldades para aprender inglês, mas não me lembro disso com sofrimento. O que ficou foi a sensação boa de hoje saber falar inglês.

Você não precisa esperar o ano novo para começar a estudar inglês. Nunca vai chegar aquele momento mágico em que todas as condições estarão favoráveis para você começar. Simplesmente comece. E vá em frente. E no final do próximo ano, olhe para trás e veja como você progrediu.

Um ótimo ano novo para você, e mande ver no estudo de inglês!

Até o ano que vem,

Carlos

Dica 515 – Preocupe-se com o seu inglês (mas sem exageros)

novembro 20, 2012

Preocupar-se um pouco com o seu inglês é importante para o seu progresso. Muitas vezes eu tenho a impressão que aqueles alunos que se preocupam mais são os que mais aprendem.

Vejam o caso de um aluno meu. Ele é um ótimo aluno. Participa ativamente das aulas, tenta falar o máximo possível – sempre em inglês – e sempre se arrisca a dizer as coisas, mesmo quando não tem certeza. Ele estuda fora da sala de aula, faz sempre a lição de casa, e tenta usar o inglês que está aprendendo. Assiste a filmes, lê livros, ouve músicas, enfim, ele está realmente engajado no processo de aprender inglês. Mas mesmo assim, às vezes ele vem conversar comigo e diz que está preocupado pois não está aprendendo tanto quanto gostaria. Num dia desses ele teve que faltar a uma aula, e depois veio me dizer que estava preocupado, pois havia perdido uma aula e ia ficar defasado.

Um outro aluno meu é exatamente o contrário. Ele vem para a aula, mas quase não participa. Quando precisa falar, fala em português. Raramente faz as lições de casa e não estuda praticamente nada. Quando chega para mais uma aula, parece não se lembrar nada do que foi visto na aula anterior. Mas este aluno não parece nem um pouco preocupado com o seu aprendizado. Quando eu o chamo, e digo que precisa se esforçar um pouco mais, ele sempre me diz que não tem tempo, mas que antes da prova final vai fazer todos os exercícios que não fez durante o curso inteiro.

Comparando os dois casos, vemos que aquele que está preocupado está aprendendo muito mais do que o outro. A preocupação faz com que aquele aluno estude mais, se esforce mais. Mais do que isso, ele está sempre avaliando o seu progresso. Ele consegue sentir que está aprendendo. E consegue saber onde estão as suas dificuldades e onde precisa trabalhar mais.

Mas cuidadeo! A preocupação é boa, mas também não se pode exagerar. Se você se preocupa demais, acaba ficando tão tenso que não consegue aprender. No caso de um aluno bom, perder uma aula não é motivo para se preocupar tanto. Se você costuma estudar por conta própria fora da sala de aula, você consegue estudar o que perdeu e aquela aula não vai fazer tanta falta. Mais do que isso, nas aulas de inglês nós sempre voltamos ao mesmo assunto seguidas vezes. Não se espera que você vá aprender todo um conteúdo em uma única aula.

Se você está estudando inglês, mas não está nem um pouquinho preocupado com isso, preocupe-se! Talvez mudando de atitude consiga aprender muito mais. Aliás, o que eu sempre digo é que a atitude é uma das coisas mais importantes para você aprender qualquer coisa. Você precisa querer aprender, e ir atrás disso.

Boa sorte e até mais,

Carlos

Dica 490 – Leia em inglês sempre que possível

agosto 21, 2012

Eu recebi a seguinte pergunta de uma leitora chamada Bruna:

“Ainda tenho inglês super básico e agora que estou começando a entender e a estudar mais o inglês. Nessa semana me propus a um desafio daqueles: peguei um livro em inglês na biblioteca. Ainda nem comecei a ler, mas minha pergunta é: Se eu tentar ler um livro numa língua que eu ainda não sei falar tão bem, isso atrapalha ou ajuda?”

Achei a pergunta tão boa, que resolvi compartilhar com todos, pois é uma dica muito importante.

Ler é sempre bom e sempre ajuda muito a aprender. Quando você lê – e eu já escrevi isso antes – você não está só aprendendo inglês. Você também aprende sobre o mundo, sobre lugares diferentes, vidas diferentes. Um livro é sempre um bom companheiro, isso em qualquer língua.

No caso de livros em inglês, uma coisa que você pode fazer é escolher livros mais simples no início. Existem livros feitos para estudantes de inglês que são divididos em níveis de inglês e você pode ir aumentando a dificuldade aos poucos. Os livros mais simples tem mais figuras, que ajudam você a entender a história.
Se você quiser, pode tentar ler um livro mais difícil também. Lembre-se, porém, que é normal não entender tudo. Se você conseguir entender a história – ou um pouco da história – já está bom, mesmo que não entenda todas as palavras.

Quando você lê, não procure as palavras que não entende no dicionário. Veja se consegue entendê-las pelo contexto. Ficar procurando muitas palavras no dicionário acaba desestimulando a leitura e quebrando o ritmo da história. Além disso, o fato de procurar a palavra não garante que depois você vai se lembrar dela. Há palavras que aparecem pouco na história e que nem são tão importantes assim. Só procure no dicionário se for uma palavra que se repete muitas vezes no texto e que impede que você entenda o sentido da história.

Quanto mais você ler, mais vai entender. Mesmo sem estudar as palavras, o simples fato de ler vai ajudar a ampliar o seu vocabulário.

Se no começo entender muito pouco, não fique frustrado, pois isso é absolutamente normal. Se só entender 10% de um livro, fique feliz pois já entendeu um pouco. Depois de um tempo você vai entender 11%, 12% e vai cada vez entender mais. É isso que importa – progredir sempre.

Leia sempre! Ler é muito bom!

Até a próxima,

Carlos