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Dica 627 – O Segredo do Sucesso é o Fracasso

setembro 13, 2016

Um artigo na revista “Você S/A” que eu acabei de receber, intitulado A Importância do Fracasso, começa dizendo que “Para alcançar o sucesso é preciso, primeiro, aprender com o fracasso.” É uma afirmação importante, que muita gente não se dá conta. As pessoas morrem de medo de errar. Parece que errar é uma coisa horrível. Que é o fim do mundo. Mas não é. Fracassar é fundamental no aprendizado.

Fracassar, como diz o artigo da Você S/A, é crucial para o desenvolvimento. E o avanço só acontece se nós encararmos os erros como processos de aprendizagem.

Isso é verdade para qualquer coisa, mas vamos pensar aqui no aprendizado de línguas.

Pense em você mesmo quando aprendeu a sua língua nativa. Você não começou falando tudo certo. Você falava errado, as pessoas te corrigiam uma duas, três… muitas vezes, até você aprender a falar corretamente. Mas para você foi importante tentar, experimentar com a língua. Se você não se lembra de como foi o seu aprendizado, pois afinal era muito pequeno, observe uma criança pequena aprendendo a falar.

Para aprender inglês, você precisa passar pelo mesmo processo. Tentar, errar, se corrigir, errar novamente e assim por diante, até acertar.

Hoje eu estava dando aula para uma aluna particular e fiz um vídeo no celular onde ela falava algumas coisas. Acabando de filmar, assistimos ao video juntos, e eu apontei os seus erros. Aí gravamos mais uma vez e assistimos novamente. Ela mesma me disse: “Aqui eu errei novamente. Aqui eu acertei.” Perceber os erros, já é um caminho em direção ao acerto. Com certeza ela ainda vai errar outras vezes, mas ter consciência dos erros, já é um grande passo.

Quando você tenta conversar em inglês, vai acontecer de a pessoa com quem você está falando não entender você. Pode ser o seu colega na aula de inglês, ou pode ser uma pessoa com quem você está conversando na rua. Errar e perceber que a pessoa não entendeu, vai fazer você tentar falar de uma outra maneira, para se fazer entender. Você vai criando estratégias que vão ajudar a se comunicar melhor. Isso também é um aprendizado.

Num exercício escrito, quando você erra, você tem uma grande oportunidade de aprender mais. Vendo o que errou e pensando em como poderia corrigir aquilo, você acaba aprendendo bastante.

O importante sempre é a sua atitude em relação ao erro. Ter um fracasso, não significa que você é um fracasso. Você fracassou, no seu caminho para aprender. Se ficar só se lamentando e se auto-flagelando, não vai aprender nada. O fracasso mostra que você fez uma escolha errada. Pense agora na próxima escolha. Se ela for errada também, fracasse e tente novamente. Em algum momento você vai acertar.

Pense num cientista que realizou uma experiência e descobriu algo incrível. Ele teve um sucesso no final, mas antes disso ele teve centenas de fracassos. Se pensar bem, o número de fracassos dele foi muito maior do que o número de sucessos. Mas foram esses fracassos que o levaram ao sucesso! Entre uma tentativa e outra, o cientista pesquisou mais, estudou, se aprimorou e tentou de novo.

Você errou? Tente mais uma vez. Estude mais, pesquise mais, faça mais exercícios e tente de novo. Não se lamente por ter errado. Você terá novas chances de aprender.

Aceite os seus erros, pense sobre eles e não sofra. Todo mundo erra!  Lembre-se disso!

Siga em frente e vai aprender cada vez mais e melhor!

Até a próxima,

Carlos

 

Dica 606 – Meu desejo para o ano novo: que você fracasse!

dezembro 30, 2014

Se você quer chegar ao topo, o primeiro passo é aprender a falhar.”

Li essa frase numa matéria da revista Você S/A intitulada Fracasse Melhor. A matéria cita a jornalista americana Megan McArdle, colunista do site Bloomberg. Megan explica como errar pode levar ao sucesso.

Como eu já falei várias vezes aqui e nos meus livros, muita gente tem medo do fracasso, pois se sente um derrotado por ter errado. Eu vejo alunos que ao cometerem um erro no inglês ficam vermelhos, abaixam a cabeça de vergonha e querer sumir. No entanto, para alcançar o sucesso é necessário correr riscos e experimentar ideias. Isso vai fazer você errar, mas é muito positivo, pois depois de muitos erros, o acerto vai chegar.

Segundo Megan McArdle, que escreveu o livro The Up Side of Down, “o mais importante é reconhecer que erramos. Em vez de admitir que algo deu errado, as pessoas negam o fracasso a qualquer custo. Essa atitude faz com que a gente se sinta melhor, mas por pouco tempo. No longo prazo, isso transforma um erro que seria simples (se corrigido a tempo) em uma catástrofe.”

As pessoas consideradas audaciosas correm muito mais riscos e por isso erram mais. Porém acabam sendo muito melhores sucedidas. Se você errar não significa que você é um fracassado. Significa que voce errou, vai aprender com os seus erros e vai seguir em frente – como a maioria dos grandes nomes da história. E isso é muito positivo. Por isso, precisamos valorizar as pessoas que erram. Erre sem medo!

Na matéria da Você S/A Megan ainda diz que “você tem que se convencer que o fracasso é sempre uma possibilidade.” Esteja pronto para ele, assuma sua falha e dê a volta por cima. Como ela afirma, “os únicos que fracassam miseravelmente são os que ficam presos aos erros do passado e não enxergam as possibilidades futuras.”

Ninguém nasce falando língua nenhuma. Até para aprender a sua própria língua você falou muita coisa errada até aprender a falar direito. Hoje mesmo, aminha amiga Viviane Kirmeliene publicou no facebook que a sua filha Catarina disse que depois do número dezenove vinha o dezedez. Todo mundo que leu este post achou uma gracinha. Ninguém criticou a menina por ter errado. Ela simplesmente está experimentando com a língua e tentando descobrir como ela funciona. E o mesmo acontece quando você está aprendendo inglês.

Se você não está falhando muito, é porque não está arricando muito e como consequência, também não está aprendendo muito. Como diz a matéria da da Você S/A, o caminho que leva ao sucesso é o mesmo que leva ao fracasso. Não tenha medo dele.

É por isso que, neste final de ano, eu desejo que você erre bastante durante a sua vida. Não tenha medo de errar. Fale inglês mesmo que não tenha certeza. Experimente e brinque com a língua. Se você estuda em algum curso e for corrigido pelo seu professor, tente novamente, mesmo que erre muitas vezes, pois uma hora você chega lá.

Se estiver falando com alguém e esse alguém corrigir você, faça a mesma coisa. Não se deixe intimidar pelo erro. Tente descobrir o que errou, porque errou, e tente outra vez. Mesmo que leve um tempo, você vai aprender.

Continue sempre em frente no seu aprendizado de inglês. De fracasso em fracasso você chega ao sucesso. Não fuja do fracasso, pois ele é o seu degrau para a conseguir acertar.

Feliz Ano Novo e até a próxima,

Carlos

 

Dica 603 – Enfrente os seu medos

dezembro 2, 2014

Estou lendo o livro “100 Ways to Motivate Yourself” (há a tradução em português “100 Maneiras de Motivar a Si Mesmo”) de Steve Chandler, que como o próprio título já diz dá muitas dicas de como você se motivar para fazer as coisas. Recomendo!

A motivação é uma das chaves para se conseguir fazer qualquer coisa. Se você estiver motivado, você vai em frente. O problema é descobrir essa motivação.

Um dos capítulos do livro fala sobre o medo. E é muito interessante, pois todos nós temos medo. Só que alguns enfrentam o medo e outros não.

O livro diz que um dos segredos mais bem guardados do mundo é que do outro lado do medo há uma coisa segura e que vai trazer um grande benefício. E essa coisa está lá esperando por você. É só ir buscar.

Pense na sua vontade de falar inglês. Muitas vezes você não fala porque tem medo de errar. Muitas vezes você não lê um livro em inglês pois tem medo de não entender. É o medo que faz você não assistir a um filme sem legenda. Na sala de aula, você não se arrisca a falar pois tem medo de errar na frente dos outros. É o medo controlando suas ações! É o medo controlando você!

O livro cita uma frase do general Patton, que diz que o medo mata mais do que a morte. Já pensou sobre isso? Ele diz que a morte nos mata uma vez, e a gente nem percebe. O medo nos mata muitas e muitas vezes, às vezes sutilmente e às vezes brutalmente. O medo mata a nossa iniciativa e deixamos de atingir aquela coisa boa que está lá nos esperando do outro lado. Se você não falar inglês por medo, não vai falar inglês e ponto. O medo matou o seu inglês. O livro ainda diz que se ficarmos evitando nossos medos, eles nos perseguirão. Verdade…

Por outro lado, se você passar por uma cortina de medo, por mais fina que seja, você vai aumentar a sua confiança em você mesmo e na sua habilidade de criar a sua vida. Você vai ver que você consegue vencer o seu medo e atingir o seu objetivo. A pior coisa que podemos fazer é fingir que os nossos medos não existem. O medo e e dor deveriam ser um sinal para abrirmos nossos olhos, não fechá-los. Fechando os olhos terminamos no escuro – enterrados vivos.

Uma outra frase que eu adorei nesse capítulo diz que grande parte da coragem é já ter feito algo antes. Sim, se você vencer o medo uma vez, vai conseguir fazê-lo outra vez. Falar inglês pode dar medo na primeira vez, mas depois que você falar, a segunda vez será mais fácil. E assim sucessivamente.

Pense nas vezes em que você sentiu medo e mesmo assim conseguiu vencê-lo. Na hora parecia impossível, mas você conseguiu. E assim será em outras ocasiões.

Na primeira vez que eu fui para os Estados Unidos eu já era professor de inglês e tinha aprendido tudo no Brasil. Eu também tinha medo de chegar lá e não entender nada. Já pensou que vergonha seria chegar lá e não entender o que me diziam? E o meu medo de falar e não ser entendido, ou de dizerem que o meu inglês era ruim? Mas mesmo assim eu fui, meti as caras e… me dei bem. É claro que havia coisas que eu não entendia. Mesmo hoje, eu assisto a filmes e seriados e não entendo todas as palavras que dizem. Mas eu entendi o que me diziam, me comuniquei muito bem, e recebi muitos elogios em relação ao meu inglês. Venci o medo. E nas outras vezes em que fui viajar, senti menos medo, pois já havia vencido o medo uma vez.

Sentir medo é normal. Se você tem medo, fique tanquilo, pois todo mundo é assim. No entanto, enfrente os seus medos. Não deixe que eles paralizem você. Você consegue falar inglês, sim!

Até mais,

Carlos

 

Dica 584 – Aprender não deve causar medo

março 17, 2014

Como professor, é comum eu me deparar com a cara de pânico de certos alunos quando começo a ensinar alguma coisa nova. O simples fato de você iniciar um assunto ou um ponto gramatical novo  faz aparecerem aqueles olhos arregalados e uma cara de medo. Alguns alunos até respiram mais ofegantemente, como numa situação de medo mesmo. Parece que estão sob alguma ameaça. E a ameça é o desconhecido.

Eu já falei várias vezes sobre o medo de errar, que nos bloqueia e paralisa. O medo de fracassar, ou de não entender, é mais ou menos a mesma coisa. A pessoa vai aprender uma coisa nova e tem medo de não aprender, tem medo de achar difícil e de não conseguir. Muitas vezes isso não é consciente – é apenas uma reação que aparece.

Eu digo e repito: é muito raro aprender alguma coisa ou entender tudo perfeitamente de primeira. E isso não é só no caso do aprendizado de inglês – vale para tudo. Aprender envolve tentativa e erro. E o erro é muito importante para você corrigir o seu rumo e tentar chegar ao caminho certo. Este é um processo bacana, divertido, e prazeroso. Você faz uma hipótese na sua cabeça, a coloca em prática, vê que não funciona e vai experimentando até acertar.

Acertar de primeira não é a regra, mas a exceção. Por isso, não tenha medo quando se deparar com o desconhecido. Saiba que não entender é normal no início. E que com o tempo e a prática, você vai entender melhor. Quanto tempo e quanta prática? Isso depende de cada um. Não existe um tempo fixo. É muito pessoal.

Tente se lembrar de outras coisas que você já aprendeu e que foram difíceis no começo. Com o tempo elas foram ficando mais fáceis. Se não ficaram, foi porque você não tentou o suficiente.

Por exemplo, entender o present perfect em inglês é difícil mesmo. Ele é usado em diversas situações diferentes, e não existe um equivalente em português para você poder comparar. É complicado tentar entender só racionalmente. O jeito é ler vários exemplos e ir aos poucos “sentindo” como usar esse tempo verbal. Muitas vezes o professor apenas diz ao aluno que aquilo não se fala daquele jeito. Ele vai experimentando várias maneiras, até descobrir como é. É um processo de descoberta. Cheio de erros até chegar ao acerto.

Isso acontece com tudo. Aos poucos você vai descobrindo o que soa melhor e acaba usando determinada estrutura de maneira correta. Tudo no seu tempo.

Quando for aprender algo novo, não entre em pânico. Fique feliz! Aprender é um processo gostoso. Você começa sem saber nada e vai cada vez mais construindo o seu conhecimento até aprender um pouquinho, um pouco, muito e  até você realmente saber, respeitando o seu tempo.

Vá em frente, sem medo!

Até a próxima,

Carlos

Dica 582 – Como começar bem

janeiro 20, 2014

Como já falei outras vezes aqui, eu gosto muito de ler a revista Você S/A da Editora Abril. Embora seja voltada a carreiras, tem muita coisa que podemos aplicar à nossa vida diária – e também ao aprendizado do inglês.

Na edição de Janeiro de 2014 saiu uma matéria muito boa com o jornalista Tiago Leifert, que fala sobre a sua carreira na TV e em mudanças de rumo que fez nela. Uma parte que gostei muito na matéria diz:

“Quando se deseja começar alguma coisa, a atitude mais difícil é dar o primeiro passo. Isso vale para uma tarefa banal ou para o mais ambicioso projeto de vida. As pessoas abandonam seus planos mais valiosos por achar que não conseguirão concluí-los. É um truque da mente. Quem cai nessa armadilha empaca e não inicia nada. Diferentemente do que dizia um velho slogan publicitário, o mundo não é de quem faz. É de quem teve a coragem de começar”.

A mesma coisa pode se aplicar ao seu aprendizado de inglês. Muita gente não começa, porque acha que é difícil e que não vai conseguir. E antes de tentar já desistem. Outros pensam no tempo que vai levar para aprenderem. Realmente, vai levar um tempo para aprender, mas se você não começar nunca não vai facilitar nada. Por isso o importante é dar o primeiro passo.

A matéria fala ainda de um tema que eu sempre repito – o medo de errar. As pessoas não fazem as coisas por medo de errar, se esquecendo que o erro é muito importante para o aprendizado, pois é ele que coloca você no rumo certo, até você aprender. Vejam o que diz a matéria:

“Na carreira, um erro pode ser um evento sério, mas não é a pior coisa que pode acontecer. Grave é não começar uma tarefa ou um plano por medo. A hesitação diante de um desafio leva a um estado de paralisia altamente prejudicial. Quando alguém busca iniciar alguma coisa, a mente humana joga contra. Para proteger a pessoa da insegurança, a mente bloqueia mudanças que ofereçam perigo.”

O que você você precisa é vencer esse medo inicial e começar. Ninguém está dizendo que é fácil, mas é esse primeiro passo que vai levar você para a frente. A matéria diz que o importante é você se focar em pequenos objetivos. Tente atingir um de cada vez. Fazer as coisa passo a passo é mais fácil do que você olhar para o objetivo final, que parece tão longe.

Mãos à obra, então! Que tal você começar agora? Não importa em que estágio do seu desenvolvimento de inglês você esteja agora, sempre pode dar um primeiro passo em direção a um nível mais alto. É uma nova caminhada, e você pode dar o primeiro passo já!

Até a próxima,

Carlos

Dica 581 – Ano novo, atitude nova?

janeiro 15, 2014

Feliz ano novo!

E aí, o ano já começou para você? Tem gente que fala que o ano só começa depois do Carnaval, mas este ano com tantos eventos como a Copa do Mundo vai ter muita desculpa para parar o ano e tirar umas férias. Qual vai ser a sua atitude?

Nessa época do ano muita gente me procura para pedir aulas particulares e muitas pessoas enchem as escolas de inglês para se matricular num curso, pois é a época das novas decisões e do “esse ano eu vou aprender inglês”. Mas para muitas dessas pessoas nada muda. O que precisa mudar, é a sua atitude.

Lá na academia também, muita gente se matricula nas aulas de várias modalidades, pois dizem “esse ano vou entrar em forma”. E muda alguma coisa? Não para a maioria.

Aprender inglês, como qualquer outra coisa, requer esforço e dedicação. Não é preciso começar o ano para isso – é só começar e pronto! E temos que saber que vai haver momentos chatos, momentos difíceis, mas que tudo vai levar a um resultado bom e prazeroso. E que temos que tentar, tentar e tentar até conseguir

A minha aula de Body Combat teve duas semanas de férias desde o Natal e agora voltou com força total. Eu acho interessante observar alguns dos meus colegas, pois essa coisa da atitude serve para tudo na vida. Uma das sequências  que nós fazemos na aula consiste em dar 16 chutes com a  mesma perna, sem apoiar o pé no chão – ou seja, num pé só. Claro que é difícil no começo, principalmente por causa do equilíbrio. Mas como cada sequência da aula dura uns 4 meses, temos tempo de aprender até o Marco (nosso professor) começar a nova sequência. Eu venho tentando dar esses chutes desde o começo. Nas primeiras aulas, eu conseguia dar só uns dois e caia.Hoje eu já consigo uns 14 e só caio no final. Melhorei bastante, né? Uma colega minha, quando chega nessa parte vai até a parede e apoia a mão, para manter o equilíbrio. Qual o resultado? Passado vários meses, ela ainda se apoia na parede e se tiver que soltar não vai conseguir dar chute nenhum. Enquanto os outros foram tentando e conseguindo, ela não caiu nenhuma vez, mas também não aprendeu nada. Que lição você tira sobre a atitude dessa colega?

Aprender envolve correr riscos. Se você não se arriscar, não consegue aprender. É um processo de tentativa e erro. E o erro vai ajudar você a aprender mais.

Não importa se o ano é velho ou novo. O importa é você ter uma atitude nova! Vá em frente que aprender inglês dá certo!

Até mais,

Carlos

Dica 578 – Para aprender, você precisa se superar – o exemplo de Malaki Paul

novembro 24, 2013

Eu já disse muitas vezes, e ainda vou dizer muitas outras, que aprender é dar um salto no escuro. Estamos entrando num território desconhecido e é normal termos um pouco de medo. É normal errarmos. Aliás, é mais normal errarmos do que acertarmos.

Aprender é dar um pequeno passo para a frente a cada momento, e tentar sempre se superar, ou seja, melhorar um pouquinho que seja. Se a cada dia ficarmos um pouquinho melhor, estaremos sempre aprendendo um pouquinho mais.

Fracassos fazem parte deste processo, mas devemos considerar esses fracassos como experiências que nos levarão a acertar no futuro. Não podemos deixar o fracasso nos desanimar.

O vídeo abaixo foi postado por um amigo no facebook. Talvez você já o tenha visto, mas vale a pena ver de novo e refletir sobre o assunto. No programa Britain Got Talent, o menino Malaki Paul, de 9 anos, começa uma apresentação muito nervoso. Fica tão nervoso que começa a chorar e interrompe a música. Isso também é normal. É comum começamos algo e não conseguimos continuar. A diferença é que Malakai não desiste. Ele tenta mais uma vez. E vejam o que acontece:

Se o menino tivesse desistido, talvez passasse a vida toda pensando no que teria acontecido caso tivesse desistido. Mas, ao contrário, continuou e venceu. Não é um belo exemplo?

Aprender é assim também. É não desanimar com os erros, é seguir em frente e tentar se superar. Cada superação é um ganho, que vai ajudar você a ser melhor a cada dia. E na próxima vez que você errar ou fracassar, você pode se lembrar das outras coisas que você superou. Isso vai dar mais motivação ainda para superar as próximas.

Por isso, siga sempre em frente no seu aprendizado de inglês. Lembre-se que o seu objetivo não é ser perfeito, mas melhorar um pouco de cada vez. E seguir em frente.

Vejam a apresentação seguinte de Malaki. Olhem como ele já está muito mais seguro e confiante:

Você também pode fazer o mesmo. Que esse exemplo inspire você, não só para aprender inglês, mas tudo o que quiser.

Até a próxima,

Carlos

Dica 550 – Como perder o medo de falar inglês

maio 27, 2013

Compartilho com você a entrevista que dei para o site ig.com.br sobre como perder o medo de falar inglês. A matéria foi feita por Bianca Castanho e ficou muito boa:

http://delas.ig.com.br/comportamento/2013-05-26/como-perder-o-medo-de-falar-ingles.html

Muitas das coisas que falei na entrevista eu já escrevi aqui e também no livro “101 Dicas Para Você Aprender Inglês Com Sucesso”, mas é sempre bom dar uma relembrada.

Em relação ao medo de errar, vale a pena lembrar que falhar faz parte de aprender. Veja o vídeo abaixo, que mostra pessoas que falharam ou que foram consideradas incapazes. Veja o que aconteceu depois:

É uma boa inspiração para você também. Não tenha medo de errar ou de fracassar. Fracassar faz parte do processo de aprender!

Até a próxima,

Carlos

Dica 532 – O exemplo de Hugh Jackman

janeiro 17, 2013

Você não pode perder o filme Les Miserábles, adaptação do musical apresentado no mundo inteiro, inclusive no Brasil. O filme ganhou o Golden Globe de melhor filme comédia ou musical deste ano, além dos prêmios de melhor atriz coadjuvante para Anne Hathaway e melhor ator para Hugh Jackman.

Muita gente que conhece Hugh Jackman só pelo seu papel de Wolverine não sabe que ele é um super ator de teatro musical e que canta maravilhosamente.

O que me impressionou foi o seu discurso de agradecimento ao receber o Golden Globe. Vejam:

Reparem na parte em que ele diz que três semanas antes de começarem as filmagens ele teve um ensaio tão ruim e tão humilhante, que chegou em casa dizendo que ia ligar para o diretor e pedir para sair do filme. Ele achava que não ia conseguir fazer e que era demais para ele. Foi a sua mulher que o convenceu a ficar. E ele fez um trabalho maravilhoso a ponto de ganhar o Golden Globe e de estar indicado para o Oscar.

Todos nós temos nossos medos e nossas inseguranças. Não importa se você já é um ator consagrado e talentoso. Fazer um novo papel, como eu disse na dica anterior, é dar um salto no escuro. É tentar coisas novas. Dá medo! A gente acha que não vai conseguir. Se o Hugh Jackman tivesse desistido, talvez tivesse ficado frustrado para sempre. Ao invés disso, ele tentou. Deve ter sofrido muito no processo, mas chegou lá.

É um exemplo para todos nós, não acham? Quantas vezes nós achamos algo difícil e desistimos antes de mesmo de tentarmos? Quantas vezes desistimos depois da primeira dificuldade? E depois ficamos frustrados por não ter conseguido, quando na verdade não tentamos o suficiente.

Eu já escrevi aqui que eu pratico Body Combat. A aula de Body Combat – que eu já faço há uns 5 anos – mistura aeróbica com movimentos de luta. Você não bate em ninguém –  só no ar – e gasta muita energia. As aulas são sempre iguais por vários meses. Repetimos sempre os mesmos movimentos, as mesmas coreografias. Depois de alguns meses, muda a sequência da aula com novas coreografias e tudo se repete por mais alguns meses. Quando entra um aluno novo, ele demora a aprender os movimentos. Nas primeiras aulas, ele erra mais do que acerta, cansa, não aguenta fazer até o fim – a aula dura uma hora – e acha tudo difícil. Mas com o tempo vai aprendendo e vai conseguindo fazer cada vez melhor. Quando nós começamos uma coreografia nova, já é mais fácil, pois muitos dos movimentos se repetem. Mas mesmo os alunos mais antigos demoram um pouco a pegar a nova sequência.

Há alguns dias a minha amiga Marta foi fazer uma aula de Body Combat e estava apreensiva, pois não costumava fazer essa aula. Estava naquela preocupação de fazer tudo errado. E nós falamos para ela que é assim mesmo, que no começo a gente erra mesmo. No entanto, ontem ela me disse antes da aula: “Hoje é a minha quinta aula, e sabe que eu estou começando a gostar?” Pois é, à medida que vamos fazendo, vamos acertando mais, vamos nos sentindo mais seguros e vamos sentindo mais prazer também. Se a Marta tivesse desistido na primeira aula, não teria chegado a esse momento de prazer. E ela fez apenas cinco aulas. Imagina como se sentirá depois de trinta aulas?

Esses exemplos complementam a dica anterior. Eles servem para tudo, inclusive para o seu inglês. Lembre-se de que é normal ter dificuldades, principalmente quando vamos fazer algo novo, mas as dificuldades são superadas com trabalho e dedicação. Enquanto o medo nos paralisa, os desafios nos levam para a frente.

Até mais,

Carlos

Dica 516 – Lide com seus medos e inseguranças

novembro 21, 2012

Todos nós temos medos e inseguranças. Aprender alguma coisa nova sempre faz esses medos aparecerem. E isso é uma coisa normal. O importante é não deixar que o medo e a insegurança o impeçam de ir para a frente.

A propósito disso, leia este artigo escrito pela psicóloga Adriana Gomes e publicado na Folha de São Paulo no dia 11 de novembro de 2012:

“Não é fácil lidar com emoções como o medo e a insegurança que surgem diante das mais diversas situações da vida.

Somos bombardeados por reportagens que afirmam que o bom profissional deve estar preparado para novos desafios e se adaptar rapidamente diante de novos cenários, para a tomada de decisões estratégicas, para apresentações públicas ou para lidar com negociadores truculentos.

O que ninguém conta é que, internamente, muitas pessoas sofrem com as pressões por resultados e desempenho, com altas expectativas, com autocobranças, porque não querem falhar, nem desapontar a si e ao seu público. Todos sentem medo, em maior ou menor grau. O ponto é que o medo pode paralisar uma pessoa. Podem ser muitas as causas dessa reação, entre elas:

  • Perfeccionismo
  • Falta de preparo
  • Baixa autoestima
  • Dificuldade para lidar com críticas
  • Pouco autoconhecimento

Por outro lado, há pessoas que se sentem estimuladas pelas situações novas e encaram o desconhecido de maneira mais “lúdica”, como uma oportunidade de aprendizado e não como provação. Essa atitude, por si, já torna a situação menos ameaçadora.

É importante, entretanto, estar preparado para enfrentar tais situações: pesquisar, conversar com pessoas que passaram por desafios semelhantes, conhecer seus limites e analisar as ameaças e oportunidades da situação. Isso ajuda a minimizar a sensação de medo e aumenta a autoconfiança.”

(http://www1.folha.uol.com.br/colunas/adrianagomes/1183061-situacao-desc)onhecida-nao-deve-ser-encarada-como-provacao.shtml)

Embora o artigo seja direcionado a profissionais e ao mercado de trabalho, ele tem tudo a ver com o aprendizado de inglês. A vontade de ser perfeito nos bloqueia. Se você aceitar que não é perfeito e tentar falar, mesmo que cometa erros, você vai aprender mais.

Errar é normal, e não devemos ter medo disso. Porém isso não significa que tudo bem se falarmos errado. Queremos falar corretamente, e a maneira de aprender é ouvido as correções. Quando um professor o corrige, isso não é uma crítica. Ele apenas está dizendo que aquilo não está certo e dizendo qual é a maneira de falar. Se prestarmos atenção a isso, mesmo que cometamos o mesmo erro muitas vezes, uma hora vamos aprender. Saber ouvir feedback é muito útil no aprendizado.

Como diz Adriana Gomes, o desconhecido é uma oportunidade de descobrir coisas novas e deve ser encarado com fascínio e com prazer. Se você pensar assim e se cobrar menos, vai aprender muito mais.

Até a próxima,

Carlos