Posts Tagged ‘palavra’

Dica 613 – Jogue “Heads Up”

março 27, 2015

Eu descobri essa dica há poucos dias e estou me divertindo muito com ela. É um aplicativo que você pode baixar gratuitamente no seu celular ou tablet, chamado “Heads Up”.

O aplicativo foi desenvolvido pela apresentadora americana Ellen Degeneris. É um jogo muito bacana, que além de garantir muita diversão ajuda muito a praticar o inglês. Você joga com um parceiro, que pode ser um amigo ou até um colega de aula de inglês. Um dos participantes coloca o celular ou tablet na testa, de modo que só o parceiro possa ver o que aparece. Na tela aparecem palavras e o parceiro precisa descrevê-las para o outro jogador adivinhar. Enquanto o tempo passa, você pode adivinhar várias palavras. Quanto mais palavras você acertar, mais pontos você ganha. Existem várias categorias para você escolher, que incluem pessoas famosas, animais, coisas de criança, e muito mais. Quando você acerta, inclina o celular ou tablet para baixo e outra palavra aparece. Quando você não sabe e quer passar, inclina o celular ou tablet para cima e a palavra muda.

Veja alguns vídeos onde Ellen Degeneris brinca com convidados do seu programa.

 

 

 

 

 

Não acha divertido? Bom, eu tenho jogado em casa e também com meus alunos e estou adorando. É um jogo legal, onde você pode aprender e revisar bastante vocabulário, alem de praticar como descrever as palavras, que é uma habilidade muito importante ao se falar uma língua.

Então, aproveite! Baixe o aplicativo, divirta-se e pratique bastante o seu inglês!

Até a próxima,

Carlos

Dica 611 – Minha entrevista no canal “A Culpa é dos Livros”

março 5, 2015

No canal “A Culpa é dos Livros” no youtube, Alyssa Mou, uma adolescente que adora ler, dá dicas e faz comentários sobre livros. É muito bacana ver alguém que tem tamanha paixão por livros. Ler é realmente maravilhoso. Recomendo que você conheça e assine o canal. Quem sabe não fique estimulado a ler mais?

https://www.youtube.com/user/culpadoslivros

Foi com grande alegria que dei uma entrevista para Alyssa falando sobre os meus livros e sobre dicas de como aprender inglês. Aqui está o link para que você possa assistir:

Eu sempre li muito e ler sempre foi uma parte importante da minha vida. Através da leitura a gente conhece o mundo e conhece histórias interessantes que nos inspiram para a nossa vida. Ler faz a gente viajar na nossa imaginação e até na vida real. Várias vezes eu tive vontade de conhecer um determinado lugar depois de ter lido sobre ele, ou de ter lido uma história que se passava naquele lugar. Quando eu era criança, li no colégio, no livro de inglês, um texto sobre o Liberty Bell em Philadelphia, e sempre sonhei em conhecê-lo. Até que fui até lá e vocês não podem imaginar a emoção que senti.

No caso do inglês especificamente, ler ajuda a ampliar o seu vocabulário. Você não precisa estudar as palavras do livro, nem ir procurar o significado delas num dicionário. De tanto você ler, você acaba aprendendo as palavras pelo seu significado no contexto. É incrível como isso funciona!

Uma das vantagens da leitura é que você pode escolher o livro que vai ler. Procure um assunto que você goste. Não importa o que você estiver lendo. Você vai se divertir se o assunto for do seu agrado.

Se você já gosta de ler, continue lendo sempre mais. Se você acha que não gosta, é porque está lendo pouco! Tente ler mais e logo estará apaixonado.

Até mais,

Carlos

Dica 607 – Brinque com as palavras

janeiro 8, 2015

Na nossa própria língua, nós costumamos brincar com as palavras. Às vezes usamos as palavras com duplo sentido, usamos palavras diferentes para expressar alguma coisa, e até inventamos palavras novas. Crianças aprendem a falar brincando com os sons e com as palavras. É muito natural fazer isso.

No entanto, às vezes nós levamos a língua estrangeira a sério demais. Ao brincarmos com as palavras achamos que estamos errando. Não precisa ser assim. Quando aprendemos inglês, também podemos fazer esse tipo de brincadeira. Isso é muito positivo e nos ajuda a aprender mais.

Quando eu era criança, eu falava em inglês e quando não sabia uma certa palavra, falava ela em português mas com um sotaque em inglês. Muitas vezes alguma daquelas palavras que eu “inventava” eram palavras em inglês messmo. Eu tive um aluno recentemente, de 7 anos de idade, que falava as palavras em português colocando o sufixo -ation no final. Por exemplo, dizia, sentation na cadeiration. Eu sempre dizia para ele que o sufixo -ation não transformava a palavra em inglês, mas um dia ele falou imagination e eu falei que aquilo era inglês. Ele acabava descobrindo algumas palavras que eram palavras de verdade.

Hoje, a minha aluna Maria Tereza me mandou o link desse vídeo muito bacana, publicado no site http://www.ted.com (Eu já escrevi um post sobre esse site). O video mostra Erin McKean  falando sobre a invenção de palavras novas. O vídeo se chama “Go ahead, make up new words” e pode ser achado no youtube também. Assista:

A invenção de palavras é muito comum na nossa língua nativa. É claro que é muito mais fácil inventar palavras na nossa língua do que na língua estrangeira. Mas nada dos impede de brincarmos e nos divertimos com a língua.

Até a próxima,

Carlos

 

 

Dica 592 – Vá atrás das coisas

junho 6, 2014

Um dia desses um aluno trouxe uma lição de casa com um exercício em branco. Me disse: “Eu não fiz esse exercício porque não sabia o que significava uma palavra.” E aí? Você vai parar cada vez que não souber alguma coisa?

Você tem um dicionário em casa? Sabia que todos os bons dicionários têm definições e exemplos de frases com as palavras? É fácil de usar e descobrir o significado das palavras. Basta querer!

Sabia que existem muitos dicionários online? Basta procurar, ler as definições das palavras, procurar exemplos até conseguir entender. Sim, dá um pouquinho de trabalho, mas é assim que a gente aprende. Você precisa querer e ir atrás.

Se você quer aprender alguma coisa, faça algo! Mexa-se! Vá atrás das coisas! Ficar parado esperando ou simplesmente desistir diante de um obstáculo não vai levá-lo a lugar nenhum. Na sua vida pessoal e profissional, muitas vezes você vai se deparar com palavras que não conhece. E você vai precisar descobrir o significado dessas palavras. Não vai sempre ter alguém disponível para ensinar para você. Um dos objetivos do ensino é ensinar o aluno a ser independente e fazer as coisas sozinho. Então, mãos à obra. Pode começar já.

Depois que eu publiquei o livro “Você Consegue Aprender o Que Quiser” sempre me perguntam se realmente qualquer pessoa consegue aprender o que quiser. Eu digo que sim, mas tem que querer de verdade. Se você quer, mas não faz nada por isso, então você não está querendo tanto assim. Tem que querer e fazer algo por isso. Mais uma vez, o segredo é a sua atitude.

Se você vai fazer um exercício e não sabe uma palavra, procure o significado e faça o exercício! Além de praticar o inglês, você tem a chance de aprender uma palavra nova.

Pense nisso e vá atrás do que quer. Você consegue, sim!

Até a próxima,

Carlos

 

Dica 587 – A responsabilidade por aprender é sua

março 30, 2014

De quem é a responsabilidade por aprender? A gente costuma dizer que quando aprendemos é porque somos inteligentes, mas quando não aprendemos é porque o professor é ruim. Parece que a responsabilidade por aprender é só do professor. E você? Quanta responsabilidade tem nesse processo?

Essa semana eu li um artigo excelente publicado na newsletter do BRAZ-TESOL, com o título “Autonomy: Sharing Responsabilities in the Classroom”. O artigo foi escrito pela minha amiga Elaine Chaves Hodgson e discute qual a responsabilidade do aluno no seu processo de aprendizado. Se você tiver acesso a essa newsletter, leia. Se você é professor de inglês e ainda não é membro do BRAZ-TESOL, basta se associar e vai receber a newsletter em casa.

É claro que o professor tem um papel importante em ajudar os alunos a aprenderem. Mas o professor não ensina. O professor mostra o caminho e ajuda o aluno a trilhá-lo. Eu li uma vez e já disse aqui que o professor abre a porta , mas o aluno é quem tem que entrar. Se ele não tomar as rédeas do seu aprendizado, não vai aprender mesmo.

O objetivo de qualquer aprendizado é em aprender a ser autônomo, como Elaine diz muito bem no seu artigo. Ser autônomo significa saber se virar por conta própria, e fazer as coisas sem ajuda. Afinal, é isso que você vai fazer durante a sua vida. Eu, por exemplo, não preciso mais fazer cursos de inglês. Eu estou sempre aprendendo coisas novas por conta própria. Leio, procuro coisas em livros, dicionários, na internet, etc. Faço cursos, sim, mas de outras coisas – metodologia, literatura, e outros assuntos que me interessam. Mas também aprendo muito sozinho – todos os dias. Ouço uma palavra nova em um filme ou seriado e vou procurar o que significa. Vou procurar outros exemplos de como se usa a palavra até que consiga entender como se usa e em que contexto se usa. E começo a tentar usá-la.

Muitos alunos não fazem a lição de casa, não participam da aula, não estudam e depois reclamam que não estão aprendendo. De quem é a culpa?

Se você aprende uma palavra nova na aula e não entende o que significa, o que faz depois? Fica chorando dizendo que inglês é difícil, que o o seu professor não explicou direito, que o texto era difícil demais? Ou vai atrás até descobrir o que aquela palavra significa? O professor pode dar um, dois, três exemplos, mas você pode achar mais vinte por conta própria. Há vários dicionários impressos e online que dão a definição da palavra e vários exemplos. Você só não aprende se não quiser.

Como a Elaine fala no seu artigo, nos seus estudos você pode e deve sempre tentar ir além. Aprendeu 12 nomes de comida em inglês na escola? Tente aprender 5 a mais por conta própria. Aprendeu um adjetivo? Procure o verbo, advérbio, substantivo, prefixos e sufixos associados a ele. Vá sempre além do que está aprendendo!

Há uns tempos encontrei um colega meu de curso de inglês. Ele tinha estudado na mesma turma que eu há mais de vinte anos. Agora eu estava dando aula na escola, e ele ainda era aluno – estava voltando a estudar inglês. Qual a diferença entre nós dois? Não é que eu seja melhor do que ninguém, eu simplesmente me esforcei mais e fui em frente.

Olhe à sua volta e veja as pessoas que você conhece que falam inglês bem. O que elas fazem de diferente? Quem sabe os seus exemplos podem inspirar você também. No meu livro “101 Dicas Para Você Aprender Inglês com Sucesso” eu conto várias dessas histórias. Se essas pessoas conseguiram, você também vai conseguir.

Lembre-se. Você consegue aprender, mas a responsabilidade é sua! Vá em frente!

Até mais,

 

Dica 572 – Vá atrás das coisas

outubro 2, 2013

Eu ainda me impressiono muito com a quantidade de pessoas que espera que as coisas venham até elas de mão beijada.  E não vão atrás do que querem. Hoje em dia, com tanta facilidade para conseguirmos tudo o que quisermos, não dá para ficarmos sentados esperando as coisas virem até nós. Se você quer alguma coisa, mexa-se!

Quer aprender inglês? Quer aprender mesmo? Vá atrás do seu objetivo. Faça alguma coisa por você mesmo!

Eu vejo alunos que ouvem uma palavra nova na sala de aula, por exemplo. Eles não entendem a palavra e deixam por isso mesmo. Quantas vezes um aluno vem me dizer que não fez um determinado exercício da lição de casa por que havia uma palavra que ele não tinha entendido. E por que não procurou? Há tantos dicionários por aí! Há dicionários online de todos os tipos. Se você digitar a palavra no google images, por exemplo, consegue ver a imagem da palavra. Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras. Ao digitar a palavra no google images aparecem centenas de imagens. Se cada uma vale por mil palavras, imagina quantas ilustrações da mesma palavra você pode ter! Você só não visualiza se não quiser.

Há muitos dicionários impressos e online. Cada dicionário tem definições e exemplos com as palavras. Se você não entender a explicação de um deles, procure em outro. Lendo muitas definições e muitos exemplos, uma hora a ficha cai e você entende.

Não entendeu um determinado ponto gramatical? Se estuda em uma escola, peça uma ajuda ao seu professor. Peça para ele explicar de novo. Peça novos exemplos. Peça a ele para indicar um livro para fazer exercícios extras de gramática. Encontre o livro e estude, pratique, até aprender. Se achar que ainda não entendeu, estude e pratique mais um pouco. É do seu interesse. Se você estuda por conta própria, vá atrás de exercícios. Ter um livro de gramática é importante também. Faça exercícios online. Faça alguma coisa!

Eu costumo dizer aos meus alunos que coloco a bola na frente deles, mas quem tem que chutá-la são eles mesmos. Se errarem o gol, precisam repetir centenas de vezes, que as chances de acerto vão aumentando. Não adianta querer que a bola se mexa sozinha. Isso não acontece.

Se você prestar atenção à sua volta, vai ver que as pessoas que se saem melhor em qualquer coisa são aquelas que fazem algo para que isso aconteça. A diferença entre aprender ou não é tentar, se esforçar. Aquela velha frase que diz que é “1% de inspiração e 99% de transpiração” é a mais pura verdade.

Eu sou muito criativo e tenho muitas ideias ótimas, mas se eu não sentar e escrevê-las, elas não saem por conta própria. Não adianta ter uma ideia maravilhosa se a ideia fica dentro da sua cabeça. Para escrever um post no blog, por exemplo, eu fico um tempão na frente do computador. Escrevo, corrijo, escrevo novamente e esse processo continua até que me dou por satisfeito.

Para aprender a cantar uma música nova, passo dias e dias ouvindo só aquela música e cantando sem parar, até conseguir cantá-la por inteiro. É um processo longo, mas que dá resultado. E é assim com tudo.

Como professor, acho que a minha função principal não é ensinar inglês. Mais importante do que isso, é ensinar as pessoas a se virarem sozinhas, a ir atrás das coisas, pois é só assim que elas vão aprender de verdade. Afinal, elas não vão ser alunas a vida inteira. A ideia é justamente treiná-las a serem independentes.

Não adianta chorar e dizer, “Eu não entendo isso.” O que você vai fazer para entender? Vá atrás, descubra, experimente, mexa-se! Você é capaz, sim! Depende do seu esforço e da sua vontade!

Até mais,

Carlos

Dica 555 – Não sofra por não conhecer palavras

julho 3, 2013

O editorial da Folha de São Paulo de hoje começa assim:

Açodamento para realizar plebiscito impede debates que a consulta deveria suscitar e traz risco de reforma política apenas piorar sistema atual.”

Eu não sei o que significa açodamento. Você sabe? Pelo contexto, deduzo que seja alguma coisa como pressa, já que o governo parece estar com pressa em fazer o plebiscito. Você sabe o que é suscitar? Essa eu sei, embora não seja uma palavra tão comum no dia a dia.

Mais abaixo, no mesmo editorial, há a seguinte frase:

Dizer que pelo menos o segundo desses benefícios seria perdido com um plebiscito feito de afogadilho é mero truísmo.

Você sabe o que significam afogadilho e truísmo? Eu não sei. Até o meu corretor de textos do computador acaba de sublinhar essas palavras, achando que devo ter escrito errado e não existem. Ou seja, nem o corretor de textos as conhece.

Pelo contexto, concluo que afogadilho deve também se referir à pressa em realizar o plebiscito.  Já truísmo não consigo descobrir pelo contexto. Mas tudo bem, isso não me impede de ler o editorial e saber que eles estão falando sobre os problemas de o governo ter pressa em realizar o plebiscito. Afinal, a gente lê o jornal para saber as notícias.

Quando estamos lendo um texto em português e não entendemos uma palavra ou mais, dizemos para nós mesmos: “Eu não entendo essas palavras”. No entanto, quando estamos lendo um texto e inglês e não entendemos algumas palavras já começamos a sofrer. Dizemos para nós mesmos: “Eu não sei inglês. O meu inglês é ruim. Eu estudo há tanto tempo e ainda não entendo inglês.” Por que cobramos tanto de nós mesmos?

Entender uma língua não significa entender todas as palavras dela. Se nem na nossa própria língua sabemos todas as palavras, o que dizer de uma língua estrangeira? Mas o que importa é a sua atitude em relação a isso. Se em português achamos natural não entender uma palavra, por que não fazemos o mesmo com o inglês? Por que sofremos tanto e nos culpamos tanto por isso?

Muitas pessoas “travam” quando estão lendo um texto e não conhecem uma palavra. Parece que sem aquela palavra não vai dar para entender o texto. Mas isso não é verdade. Você pode chegar até o fim do texto e entender toda a mensagem mesmo sem ter entendido algumas palavras. Claro que tudo depende do nível de complexidade do texto e do assunto. Se eu ler um texto sobre medicina com um monte de vocabulário técnico, nomes de doenças e procedimentos médicos,  eu não vou entender quase nada em língua nenhuma, nem em português.Em compensação, um médico que tenha um inglês muito ruim consegue entender um texto técnico em inglês, porque ele já conhece bem o vocabulário da sua área.

Eu não estou dizendo que não devemos nos preocupar com o vocabulário. Claro que devemos! Devemos sempre tentar ampliar o nosso vocabulário. Ter um vocabulário mais amplo mostra um domínio maior do idioma. Aprender palavras novas e saber como usá-las é muito importante. É algo que você deve fazer para sempre. Lembre-se de que a língua é viva e sempre aparecem palavras novas. O que estou dizendo é que você não deve sofrer quando não souber algo. Aprenda a relaxar e vai ver que a sua compreensão é boa, mesmo sem entender 100 % das palavras.

Nós não lemos um texto para aprender vocabulário. Nós lemos um texto para obtermos uma informação. Depois de lido, mais tarde, se você quiser, você pode ler o texto novamente, sublinhar as palavras que não conhece e procurar o seu significado. A partir daí você pode fazer todo o trabalho de realmente aprender o vocabulário: procurar exemplos com as palavras e tentar usá-las em vários contextos. Só usando a palavra é que realmente vamos aprendê-la e lembrar dela quando precisarmos falar.

Será que ao terminar de ler esta dica você vai procurar no dicionário o que significam açodamento, suscitar, afogadilho e truísmo? Isso fica a cargo da sua curiosidade. Pensando bem, quantas vezes na sua vida você acha que vai usar a palavra açodamento?

Até a próxima,

Carlos

 

Dica 486 – Você sabe o significado de “soggy”?

julho 31, 2012

Eu já comentei aqui sobre uma série de vídeos do “Sesame Street” onde celebridades se juntam aos personagens do programa para ensinar vocabulário. Os vídeos são muito bem feitos, e através dos exemplos é muito fácil de entender as palavras dentro de um contexto.

Vejam esse vídeo que demonstra o singnificado da palavra soggy:

É muito mais fácil entender vocabulário dentro de um contexto, e sempre em inglês. Quando você aprende o vocabulário ouvindo a explicação em inglês, você já vai aprendendo a usar a palavra, já aprende expressões que são usadas com a ela e consegue usá-la mais facilmente.

Há muitos outros vídeos como esse disponíveis no youtube e no site do Sesame Street (http://www.sesamestreet.org/). Procure, divirta-se a aprenda!

Até mais,

Carlos

Dica 422 – Não basta traduzir as palavras para falar em inglês

fevereiro 1, 2012

Eu já comentei diversas vezes que na minha opinião não se deve aprender inglês traduzindo as palavras. Este é um assunto controverso, e há professores de inglês que não se incomodam de traduzir. Eu, no entanto, tenho isso como convicção.

Os alunos em geral pedem a tradução de tudo o que aprendem, pois acham que esse é o método certo para aprender. Mas saber a palavra em português e o seu equivalente em inglês não garante que você saiba falar inglês. E cabe aos professores mostrar aos alunos que é muito mais efetivo aprender inglês sem a tradução.

Quando aprendemos a nossa própria língua vamos associando os objetos (ou coisas abstratas como as emoções) com as palavras. De tanto ouvirmos, as coisas começam a fazer sentido para nós até que começamos a usar as palavras naturalmente. Há muita coisa que a gente sabe, mas não sabe explicar. Há palavras que a gente usa, mas se tiver que dar a definição para alguém não consegue.

Outro dia a minha filha Bruna leu uma placa numa loja que dizia algo mais ou menos assim: “Mercadorias só poderão ser devolvidas mediante a apresentação do recibo”. Ela me perguntou o que significava “mediante”. Eu disse que não aceitavam trocar mercadorias se a pessoa não trouxesse o recibo. Ela me perguntou: “Mas o que quer dizer a palavra ‘mediante’?” Eu não sei dar um sinônimo para essa palavra. Eu sei usá-la num contexto, mas não sei defini-la com precisão.

Quando nós aprendemos inglês também funciona mais ou menos assim. A gente aprende como se dizem as coisas, mas há coisas que não sabemos explicar. E há muita coisa que a gente aprende sem saber a palavra equivalente em português.

Muita gente acha que é só pegar as palavras em português e traduzir para o inglês que estará falando ou escrevendo inglês. E acaba falando uma língua que  eu chamo de “português traduzido”. Essa língua é uma coisa que um nativo não entende.

Vejam este aviso que estava num barco onde eu fiz um passeio na Amazônia recentemente:

A pessoa que fez essa tradução traduziu palavra por palavra e escreveu algo que não é inglês. Há vários outros exemplos disso como o restaurante que escreveu “Against Grilled Steak” embaixo de “Contra filé grelhado”. Ou aquele outro que escreveu “Filet of boyfriend” embaixo de “Filé de namorado”.

A música “Ai Se eu Te Pego” de Michel Teló, sucesso mundial, agora tem a sua versão em inglês – ou algo que parece inglês mas não é. A gente até que acha engraçado e dá muita risada dos absurdos de tradução e de pronúncia, mas na verdade é triste, pois muita gente vai cantar isso no Brasil achando que está cantando em inglês. E quem não sabe inglês, acaba aprendendo errado.

Por isso eu sempre encorajo as pessoas a aprenderem inglês sem a tradução. Embora pareça mais difícil no começo, o resultado será muito melhor. E não faz mal que você saiba falar uma coisa mas não saiba como dizer isso em português. E também não faz mal que há palavras que você sabe falar em inglês mas não sabe falar em português. Isso é absolutamente normal.

Até mais,

Carlos