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Dica 614 – Use o Waze em inglês

abril 5, 2015

Para quem ainda não conhece o Waze, fique sabendo que ele é um aplicativo gratuito de trânsito e GPS que utiliza dados e alertas de tráfego em tempo real. Ele pode melhorar muito o seu trajeto de todos os dias.  Eu demorei um pouco até começar a usá-lo, pois estava acostumado ao meu GPS, e não queria abandoná-lo. Mas com o Waze realmente você ganha muito tempo. Para quem mora em São Paulo, como eu, ganhar tempo no trânsito é muita melhora na qualidade de vida.

Mas o que está me divertindo mais do que tudo é ouvir o Waze falar inglês. Você pode escolher a lingua que ele fala e escolher a opção de ele dizer o nome das ruas. Experimente! É uma boa maneira de você treinar o seu inglês enquanto está no carro. Se pensar no tempo em que fica no trânsito todos os dias, vai ver que dá para aproveitar bem.

Mesmo que você já saiba o caminho por onde vai, vale a pena ligar o Waze em inglês. Você vai ouvir as expressões que dão as direções, as distâncias, os problemas que encontra pelo caminho, e aos poucos vai lembrar de todas elas. Você pode até ir repetindo tudo o que ele diz, e ir treinando a parte oral.

Se escolher a opção de ele falar os nomes das ruas em inglês, vai dar muitas gargalhadas. Mas além disso, é um bom exercício de pronúncia. Ele fala os nomes das ruas em português como se fossem inglês. Isso vai ajudando você a descobrir um pouco mais sobre a pronúncia do inglês. Quando você for ler alguma coisa em inglês, isso vai te ajudar também. Você vai internalizando alguns sons do inglês e vai brincando com as palavras.

Em inglês a pronúncia não segue padrões rígidos. Há muita variação na pronúncia e mesmo os nativos muitas vezes não sabem pronunciar palavras novas que eles não conhecem. Mas essa brincadeira ajuda você a trabalhar os sons da língua inglesa. Por exemplo, se você prestar atenção à forma que ele pronúncia o nome “Av. Paulista”, quando enxergar palavras como “because”, “cautious”, “daughter” vai saber como pronunciar.

Quando o Waze for falando os nomes das ruas, repita os nomes algumas vezes. Faça isso como uma brincadeira, e até o tempo gasto no trânsito vai parecer menor. Isso não tem nada a ver com aprender vocabulário, já que as palavras em português não significam nada em inglês. É apenas uma brincadeira com os sons.

Como eu já disse antes, algumas ideias que podem parecer estranhas, podem nos ajudar muito a aprender e melhorar o nosso inglês. Nunca diga que não funciona sem tentar antes.

Depois escreva para mim, me contando como foi a experiência.

Até a próxima,

Carlos

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Dica 422 – Não basta traduzir as palavras para falar em inglês

fevereiro 1, 2012

Eu já comentei diversas vezes que na minha opinião não se deve aprender inglês traduzindo as palavras. Este é um assunto controverso, e há professores de inglês que não se incomodam de traduzir. Eu, no entanto, tenho isso como convicção.

Os alunos em geral pedem a tradução de tudo o que aprendem, pois acham que esse é o método certo para aprender. Mas saber a palavra em português e o seu equivalente em inglês não garante que você saiba falar inglês. E cabe aos professores mostrar aos alunos que é muito mais efetivo aprender inglês sem a tradução.

Quando aprendemos a nossa própria língua vamos associando os objetos (ou coisas abstratas como as emoções) com as palavras. De tanto ouvirmos, as coisas começam a fazer sentido para nós até que começamos a usar as palavras naturalmente. Há muita coisa que a gente sabe, mas não sabe explicar. Há palavras que a gente usa, mas se tiver que dar a definição para alguém não consegue.

Outro dia a minha filha Bruna leu uma placa numa loja que dizia algo mais ou menos assim: “Mercadorias só poderão ser devolvidas mediante a apresentação do recibo”. Ela me perguntou o que significava “mediante”. Eu disse que não aceitavam trocar mercadorias se a pessoa não trouxesse o recibo. Ela me perguntou: “Mas o que quer dizer a palavra ‘mediante’?” Eu não sei dar um sinônimo para essa palavra. Eu sei usá-la num contexto, mas não sei defini-la com precisão.

Quando nós aprendemos inglês também funciona mais ou menos assim. A gente aprende como se dizem as coisas, mas há coisas que não sabemos explicar. E há muita coisa que a gente aprende sem saber a palavra equivalente em português.

Muita gente acha que é só pegar as palavras em português e traduzir para o inglês que estará falando ou escrevendo inglês. E acaba falando uma língua que  eu chamo de “português traduzido”. Essa língua é uma coisa que um nativo não entende.

Vejam este aviso que estava num barco onde eu fiz um passeio na Amazônia recentemente:

A pessoa que fez essa tradução traduziu palavra por palavra e escreveu algo que não é inglês. Há vários outros exemplos disso como o restaurante que escreveu “Against Grilled Steak” embaixo de “Contra filé grelhado”. Ou aquele outro que escreveu “Filet of boyfriend” embaixo de “Filé de namorado”.

A música “Ai Se eu Te Pego” de Michel Teló, sucesso mundial, agora tem a sua versão em inglês – ou algo que parece inglês mas não é. A gente até que acha engraçado e dá muita risada dos absurdos de tradução e de pronúncia, mas na verdade é triste, pois muita gente vai cantar isso no Brasil achando que está cantando em inglês. E quem não sabe inglês, acaba aprendendo errado.

Por isso eu sempre encorajo as pessoas a aprenderem inglês sem a tradução. Embora pareça mais difícil no começo, o resultado será muito melhor. E não faz mal que você saiba falar uma coisa mas não saiba como dizer isso em português. E também não faz mal que há palavras que você sabe falar em inglês mas não sabe falar em português. Isso é absolutamente normal.

Até mais,

Carlos