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Dica 585 – Você é inteligente!

março 26, 2014

Um dia desses, numa das minhas aulas, perguntei aos meus alunos se eles se achavam inteligentes. Para minha surpresa, vários disseram que não. Alguns disseram que “mais ou menos”, o que também me deixou surpreso.

Todas as pessoas são inteligentes. O que acontece é que existem muitas inteligências diferentes. Você já ouviu falar da teoria das múltiplas inteligências?

Segundo o psicólogo Howard Gardner, o conceito tradicional de inteligência não é suficiente para descrever a grande variedade de habilidades cognitivas humanas. A teoria das múltiplas inteligências, descrita por ele, afirma que uma criança que aprende a multiplicar números facilmente não é necessariamente mais inteligente do que outra que tenha habilidades mais forte em outro tipo de inteligência. Uma pessoa que leva mais tempo para dominar uma multiplicação simples, pode aprender melhor a multiplicar através de uma abordagem diferente, por exemplo. Ela pode ainda ser excelente em um campo fora da matemática. Essa pessoa pode até compreender o processo de multiplicação em um nível profundo, que parece ser mais lento, mas que pode esconder uma inteligência matemática muito maior do que a de uma pessoa que rapidamente memoriza a tabuada.

Existem vários tipos de inteligência: a lógico-matemática, a linguística, a musical, a espacial, a corporal-cinestésica, a intrapessoal, a interpessoal, a naturalista e a existencial, e a cada dia se fala de outras. Todas as pessoas são inteligentes – o que varia é o tipo de inteligência que é mais forte em cada pessoa. Se você tiver interessse, leia mais sobre o assunto, pois é fascinante.

Eu li um frase recentemente no facebook que dizia que todo mundo é um gênio, mas se você julgar um peixe pela sua habilidade em subir em árvores, vai achar que ele é um burro. Isso acontece com qualquer pessoa.

Se você tem um tipo de inteligência mais forte do que outro isso não significa que é incapaz de fazer o resto. Apenas significa que precisará de mais esforço para aprender as coisas que não são o seu forte. Se você é ótimo em  matemática, mas não é tão bom em geografia, aprenderá matemática mais facilmente. No entanto, com bastante esforço vai aprender geografia também.

Sim, você é inteligente. Pense nas coisas em que você aprende bem e facilmente. Com certeza há várias! Você pode ser ótimo em esportes. Isso significa que sua inteligência corporal-cinestésica é muito grande. Isso também significa que se estudar inglês se mexendo, dançando, fazendo movimentos associados às palavras que aprende, vai aprender melhor.

Pode ser que a sua inteligência linguística seja menor do que outras, mas isso não significa que você não consegue aprender inglês. Consegue, sim! Basta se esforçar mais, e associar o aprendizado às suas inteligências mais desenvolvidas.

Acredite na sua inteligência! Você consegue aprender o que quiser!

Até a próxima,

Carlos

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Dica 577 – Por que falar inglês?

novembro 22, 2013

Num artigo excelente publicado na revista Você S/A de novembro de 2013, Eugênio Mussak fala sobre a necessidade de falar inglês no mundo de hoje. Segundo ele, “o mundo é bem maior para quem tem menos barreiras de comunicação”.

Como eu costumo dizer, ninguém aprende inglês porque quer saber inglês. Nós aprendemos inglês porque queremos usar o inglês para alguma coisa. O inglês é apenas a ferramenta que vai nos permitir fazer algo. Ele é um meio, não um fim.

Segundo o artigo de Mussak, se você fizer uma determinada busca no google em português (ele dá como exemplo “como alavancar resultados”), terá como resposta uns 2 milhões de links. A mesma busca feita em inglês (“how to leverage results”) resultará em 50 milhões de links. Ou seja, só o fato de saber inglês amplia a sua capacidade de obter conhecimento e informação. Acha pouco? É por isso que ele diz que o mundo se torna maior. O inglês abre muitas portas para você. Quanta coisa nova você consegue aprender, só pelo fato de saber inglês!

Mussak ainda fala sobre um assunto muito interessante, que é a questão cerebral-cognitiva. Segundo explicações da neurociência, “pessoas que falam mais de uma língua costumam ter o cérebro mais elástico, com melhor qualidade dedutiva e maior potencial para aprender outras coisas.” Ou seja, aprender inglês vai ajudar o seu cérebro, e por consequência, você terá mais facilidade em aprender outras coisas também. Você acaba ganhando muito mais.

É incrível que ainda exista gente que fala: “Por que eu preciso aprender inglês se não pretendo viajar nem trabalhar em uma empresa multinacional?” Quem pensa assim, está pensando pequeno. Aprenda inglês porque é bom para você. É bom para o seu cérebro, é bom para ajudar você a adquirir conhecimentos novos, e além do mais, você nunca sabe o que vai acontecer no futuro. Quem sabe ainda apareça a chance daquela viagem e daquele emprego? Quando aparecer, você já estará pronto e não vai precisar correr atrás do tempo perdido!

Até a próxima,

Carlos

Dica 576 – Saiu o livro “Você Consegue Aprender o Que Quiser”

novembro 21, 2013

Quando eu lancei o livro “101 Dicas Para Você Aprender Inglês Com Sucesso”, muitas pessoas comentaram que o livro não as ajudou somente a aprender inglês, mas outras coisas também. Como o livro não ensina inglês, mas maneiras de estudar inglês, as pessoas começaram a aplicar as ideias a outras áreas do conhecimento.

Foi a partir desses comentários que me veio a ideia de escrever o livro “Você Consegue Aprender o Que Quiser“. Este livro apresenta estratégias e dicas de aprendizado que você pode usar para aprender qualquer coisa. Não é que o livro ensine qualquer coisa. Eu não tenho nem a pretensão nem a capacidade de ensinar tudo. O que o livro tenta mostrar é que você é capaz de aprender qualquer coisa se descobrir a maneira de estudar e de praticar. E dá dicas que podem ajudar você no caminho do aprendizado.

Eu sempre digo que há várias maneiras de aprender. Cada pessoa é diferente, e o que funciona para um pode não funcionar para outro. Por isso o mais importante de tudo é você descobrir o que funciona melhor para você. Experimentar diversas maneiras de estudar é importante, pois ajuda você nesta descoberta. Muitas vezes uma ideia que parece absurda acaba funcionando bem.

Além disso, o esforço, a dedicação e a disposição para errar até acertar são elementos fundamentais do aprendizado. Se você estiver disposto, você chega lá.

Estou muito feliz com a publicação deste livro e espero que sirva para ajudar as pessoas a aprenderem cada vez mais e melhor.

Aguardo os comentários, críticas e sugestões!

Obrigado pelo apoio, sempre!

Até mais,

CarlosIMG_5696

Dica 552 – Confira a minha entrevista no programa “Curtindo São Paulo” da JustTV

maio 29, 2013

No dia 31 de maio de 2012 foi ao ar a entrevista que dei para o programa “Curtindo São Paulo” da JustTV. Nesta entrevista eu falei sobre a minha carreira e sobre o aprendizado de inglês. Falei ainda sobre os meus três livros “The Classroom is a Stage – 40 Short Plays for English Students”, “101 Dicas Para Você Aprender Inglês com Sucesso” e “Aprenda Inglês Cantando e Aprenda a Cantar em Inglês”.

Para assistir ao programa, clique no link abaixo:

 

No estúdio do programa "Curtindo São Paulo"

No estúdio do programa “Curtindo São Paulo”

Assista e depois comente. Se tiver alguma pergunta, pode me escrever.

Até mais,

Carlos

Dica 481 – Seja um talento

julho 21, 2012

Muita gente me diz que não aprende inglês porque não tem “talento para línguas”. Eu já disse que isso não existe, e que com dedicação e bastante prática todo mundo consegue aprender.

Coincidentemente saiu um artigo muito interessante na edição de julho de 2012 da revista Você S/A falando sobre o talento. Na matéria de Eugênio Mussak, o autor diz que hoje em dia as empresas estão direcionadas a atrair e reter talentos. E logo em seguida, explica o que é talento. Segundo ele, talento é “todo aquele que, mesmo entregando um bom resultado com seu trabalho, não se sente satisfeito, e conserva ativa a vontade de aprender e se desenvolver“. Ele ainda diz que um talento não é uma pessoa especial, mas “alguém que se sobressai pelo ‘brilho nos olhos’, pela busca incessante do aprendizado e aprimoramento. Não importam a área de atuação, a graduação ou a experiência. Demonstrar curiosidade e inquietação é a marca de um talento.

Ou seja, talento não é uma coisa que nasce pronta. Você não precisa ter o dom de falar inglês para aprender inglês. É verdade que algumas pessoas têm mais facilidade para aprender, mas isso acontece com qualquer coisa que você queira aprender.  Mas não é a facilidade que determina o sucesso do seu aprendizado. O que importa mesmo é aquela vontade de aprender, a busca por descobrir coisas novas e de sempre procurar saber mais.

Eu adorei a parte em que ele fala do “brilho nos olhos“, porque é assim mesmo. Como professor eu vejo claramente os olhos de certos alunos brilharem ao descobrirem uma coisa nova e ao aprenderem coisas novas. E é isso que falta para aqueles que não estão conseguindo aprender com sucesso.

Mesmo que você já tenha estudado algum tempo verbal muitas vezes, sempre há alguma coisa a mais para aprender. Uma revisão nunca é apenas uma repetição do que você já sabe. Sempre é possível aprender coisas novas, mesmo quando estamos revisando algo que aparentemente já sabemos.

Seja um talento. Quando você estiver aprendendo alguma coisa, nunca pare por ali. Sempre procure ir além. Procure saber mais e descobrir mais. Ponha a sua curiosidade para funcionar.  Procure sempre se aprimorar.

Faça os seus olhos brilharem a cada nova descoberta e a cada novo conhecimento. Assim você vai aprender inglês de verdade!

Até mais,

Dica 468 – Aprender inglês também é uma questão de fibra

maio 27, 2012

Aprender inglês é como aprender qualquer outra coisa. O que você faz para ter sucesso pode ser aplicado a outras áreas da sua vida, e vice-versa. Por isso sempre é bom pensar nas coisas que você consegue ou já conseguiu fazer bem, e tentar aplicar os mesmos princípios ao estudo de inglês.

Numa matéria da revista Você S/A, Amanda Kamnchek escreve que “resiliência é a capacidade de resistir às adversidades e reagir diante de uma nova situação. Um profissional pode precisar dela tanto para encarar a pressão e a competição do mercado quanto para atravessar momentos difíceis, como crises econômicas e acidentes.

Embora a matéria seja sobre o mercado de trabalho, podemos pensar nisso também para o estudo de inglês. Para aprender você precisa de resiliência. O estudo também tem seus altos e baixos, momentos difíceis e crises. Tem horas que a gente se enche e quer jogar tudo para o alto. Mas se desistirmos, nunca vamos aprender. Aí é que entra a resiliência. Temos que resistir às dificuldades e enfrentar os problemas.

A boa notícia que a matéria nos dá é que resiliência é uma competência que pode ser aprendida. Você pode desenvolvê-la em qualquer estado da sua vida. E há vários fatores importantes para desenvolver a sua resiliência, como autoeficácia, solução de problemas, tenacidade, otimismo e outros. Vejam no link abaixo a íntegra do artigo que foi publicado na Você S/A.

http://www.methodus.com.br/artigos_carreira/102/resiliencia-uma-questao-de-fibra.html

E você? Como anda a sua resiliência? Você consegue persistir e aguentar as dificuldades? Tem crença na sua capacidade de aprender? Gosta de desafios, pois eles fazem com que aprenda mais? E como você pode fazer para mudar?

Pense nisso e lembre-se de que aprender inglês depende fundamentalmente da sua atitude. E essa atitude pode mudar. Basta você querer e se esforçar para isso.

Até mais,

Carlos

Dica 462 – Inglês Ruim

maio 14, 2012

Fiquei bastante surpreso ao ler na revista Você S/A de maio de 2012 o resultado de uma pesquisa realizada em 76 países com 108.000 profissionais. Essa pesquisa visava medir o nível de fluência em inglês, e o resultado foi muito baixo para o nosso país. O Brasil ficou em penúltimo lugar – ou seja, teve a segunda pior colocação, só tendo sido melhor do que a Colômbia. Segundo a pesquisa, os cinco piores países em inglês são: Colômbia, Brasil, Turquia, Japão e México.

A revista ainda cita uma outra pesquisa realizada no ano passado que mostra que 74% das empresas brasileiras já tiveram perdas financeiras em transações internacionais causadas por problemas na comunicação entre os negociadores. Segundo a matéria, 74% dos brasileiros pesquisados dizem que se saem piores do que os estrangeiros na hora de se comunicarem em outra língua. E a reportagem afirma ainda que a barreira não se restringe à língua. O problema é entender a cultura do outro país.

Por que será que os brasileiros ainda têm tanta dificuldade para aprender inglês? Esta foi a pergunta que me levou a iniciar esse blog e escrever o livro “101 Dicas Para Você Aprender Inglês Com Sucesso”. Tanta gente ainda me fala sobre a vontade de estudar inglês, ou de voltar para o inglês, mas a coisa simplesmente não engrena. Eu acredito que falta esforço e dedicação. E falta ainda mais tentar usar o inglês. Muitas pessoas ainda encaram o inglês apenas como uma matéria escolar na qual elas precisam passar. Quando eu digo para falar inglês fora da sala de aula, para ler em inglês ou assistir a filmes em inglês, muitos dão risada ou ainda dizem que não têm tempo.

Eu vejo muitos alunos que atingem um nível intermediário e depois se acomodam, achando que já sabem o suficiente, e não se esforçando para aprender mais. E que acabam não passando daquele nível.

Em relação à cultura, eu já cometei várias vezes que aprender a língua é muito ligado com aprender a cultura. Eu não me conformo com pessoas que querem aprender inglês mas não se interessam pela cultura americana ou inglesa. Há pessoas que não lêem, não assistem a filmes, não tentam conhecer a história dos países de língua inglesa. Isso é muito importante no aprendizado da língua. Quanto mais você conhecer a cultura dos países de língua inglesa, melhor vai se comunicar em inglês. Para falar inglês você precisa pensar em inglês. Entender a cultura ajuda a entender como eles pensam.

Aprender inglês bem é possível. Mas por mais que você tenha os melhores professores, por mais que você esteja na melhor escola, o esforço maior tem que vir de você.

E então, vamos começar a mudar a nossa estatística?

Até a próxima,

Carlos

Dica 459 – O fracasso não é uma coisa negativa

maio 3, 2012

Na matéria da revista “Você S/A” que eu citei recentemente há uma referência ao erro, dizendo que o fracasso tem um componente negativo muito forte na nossa cultura. No entanto, uma das maneiras mais importantes de consolidar o conhecimento é aprender com os erros. Segundo a professora Amy Edmondson da Harvard Business School, “a maioria das pessoas não sabe como lidar com o fracasso. Elas ficam frustradas, perdem tempo pensando no que significa o fracasso, e não no que podem aprender com a experiência.” A matéria da revista diz que uma parte do problema é que as pessoas estão mais preocupadas com o que irão dizer a respeito delas. E aí a pessoa tenta esconder o erro ao invés de aprender com ele. Como a pessoa evita entender o erro, acaba cometendo o mesmo erro novamente. Ainda de acordo a professora de Harvard, “você não pode criar nada novo sem antes tentar. Além disso, é preciso aceitar que muitas dessas tentativas irão fracassar.” Ou seja, fracassar é absolutamente normal e não há nada de ruim nisso.

Uma das minhas partes favoritas dessa matéria é o que diz a professora Carol Dweck, PhD em psicologia da Univeridade Stanford: “O erro contém a pista para a melhor maneira de agir da próxima vez.” Ela ainda diz que o importante é não transformar o erro numa tragédia. “Ele é apenas um lembrete de que você é um ser inacabado.”

É isso mesmo. Somos todos seres inacabados. Você nunca vai parar de errar. Por mais que você saiba inglês sempre haverá coisas novas para aprender, e aprender é sempre um processo de tentativa e erro. E mesmo quando você já aprendeu, às vezes comete erros. A gente esquece, se atrapalha, se confunde e isso é super normal.

Para aprendermos mais e com mais eficiência, precisamos mudar a nossa atitude em relação ao erro. Fracassar é uma coisa boa, pois é um sinal de que você está tentando. O que você precisa fazer é admitir os seus erros e aprender estratégias para superar os problemas. Tem que admitir o fracasso e encará-lo como um momento de superação e também de aprendizagem.

Quando estiver estudando inglês – ou qualquer outra coisa – não tenha medo de errar. Se errar – ou fracassar – lembre-se de que está um pouco mais perto do acerto. Reflita sobre o seu erro. Pense em como chegou lá e quais serão os caminhos para acertar. Isso é importantíssimo para você aprender mais e melhor.

Até a próxima,

Carlos

Dica 454 – A prática vale mais do que o estudo

abril 17, 2012

Uma matéria muito boa que saiu na revista Você S/A deste mês tem muita coisa para a gente pensar sobre o aprendizado de inglês. Tanto que acho que vou escrever várias dicas baseadas nessa matéria. Embora a revista seja voltada aos negócios e a diferentes tipos de profissionais, os seus artigos têm tudo a ver com esse blog.

Se você pensar bem, aprender inglês é como aprender qualquer coisa. Só muda o objetivo do aprendizado. Mas as estratégias que se usam para aprender são muito parecidas. É por isso que muita gente me escreve dizendo que o meu livro e o meu blog as ajudam a aprender outras coisas também. Faz sentido e eu fico feliz em ajudar.

A matéria “Sim, Você Tem Experiência” diz que “a prática é a mais rica forma de desenvolvimento pessoal“. Segundo um estudo feito pelo governo britânico, entre 70 e 90% do que se aprende vêm da prática. Isso não significa que não se deva estudar. Sim, precisamos estudar e bastante. Mas para aprendermos de verdade, precisamos colocar o que estudamos em prática.

Você já percebeu quantas pessoas fazem cursos de inglês? Dessas, muitas chegam ao final do curso e ganham o tão sonhado diploma. E quantas dessas pessoas você acha que são fluentes em inglês? É uma quantidade pequena! Isso não quer dizer que as escolas não sejam boas. Há escolas excelentes por aí. Mas a escola não ensina tudo. Para você aprender de verdade você vai ter que praticar. E isso vai depender mais de você do que da escola.

Eu me formei em engenharia civil na USP alguns anos antes de virar professor de inglês. Estudei muito para entrar na faculdade e estudei mais ainda para sair. Eu consegui sair no número certo de anos e tenho o meu diploma guardadinho – nunca o usei para nada. A engenharia civil tem várias áreas e não dá para você se especializar em todas. Enquanto eu estava na faculdade, eu fiz estágio no IPT durante 4 anos e aprendi muita coisa na área em que eu estava trabalhando, que era a de planejamento urbano. A área de construção civil, por exemplo, eu estudei nas aulas, mas nunca pratiquei. Nunca entrei numa obra, a não ser nas visitas que fizemos com a faculdade – entre elas a construção do aeroporto de Guarulhos! Quando eu me formei eu sabia muito sobre planejamento urbano, mas quase nada sobre construção de uma casa. E olha que eu passei em todas as matérias. Para você ver que só estudar não faz você aprender. É a prática que faz isso.

Atenção mais uma vez! Eu não estudou dizendo que você não deva estudar! Estudar é a base de tudo. Tanto que aquelas pessoas que aprendem inglês só viajando ou falando nas ruas acabam falando, mas com muitas deficiências. O que eu estou dizendo é a prática vai fazer você colocar em uso o que você estudou. É isso que vai fazer você deslanchar no inglês.

Muitas vezes eu falo com um aluno em inglês fora da sala de aula e ele me diz para falar em português porque a aula não começou. Estaria aí uma ótima oportunidade para ele praticar o inglês, conversando comigo!

Quando eu chego na sala de aula, os alunos estão ali sentados, conversando em português. Eu pergunto por que não conversam em inglês, para irem praticando. Uma grande parte ri da minha ideia “absurda”. Afinal, a aula ainda não começou. Mas é uma oportunidade desperdiçada de treinar o inglês, já que os seus colegas de turma têm o nível de inglês parecido com o seu. Por que não aproveitar?

Praticar o inglês não é estudar gramática ou vocabulário. É usar o inglês falando, lendo, assistindo a filmes, ouvindo música e cantando, jogando video games, e tantas outras coisas que você pode descobrir ou inventar.  Como diz a matéria da Você S/A, “essas situações cotidianas são fundamentais para o aperfeiçoamento”.

Até a próxima,

Carlos

Dica 448 – Não crie desculpas para você mesmo

março 28, 2012

Aprender inglês – e qualquer coisa – requer dedicação e disciplina. Se você quer aprender de verdade, precisa se esforçar. Não adianta ficar arrumando desculpas para você mesmo. É claro que você tem um monte de outras coisas para fazer na vida, mas o inglês também é uma delas. Ele deve ter o horário dele, e naquele horário você deve se esquecer do resto.

Eu tenho um colega de ginástica que chega na aula todos os dias com a sua garrafinha de água… vazia. Ele deixa a garrafa, a sua mochila de ginástica e o seu celular num canto da sala. Assim que a aula começa, ele faz um pouquinho de ginástica, para e “de repente” se lembra de que precisa encher a sua garrafinha. Vai até o bebedor, enche a garrafa, e depois de alguns minutos volta para a aula. Faz mais um pouquinho de ginástica, e “de repente” se lembra que deixou a sua toalhinha dentro da mochila. Vai até a mochila, abre, procura, procura, procura, até que acha a toalhinha. Pega a toalha e coloca perto da sua garrafa. Volta e faz mais um pouquinho de ginástica. Aí se lembra de verificar se tem alguma mensagem no celular. Para a ginástica, vai até o celular, checa se tem mensagens e volta. Nisso já perdeu boa parte da aula. Não chegou nem a suar, pois parou tantas vezes. E isso se repete invariavelmente todas as aulas.

Quem ele pensa que está enganando? Ele está enganando a si mesmo. É claro que a gente precisa da garrafinha de água e da toalha para secar o suor durante a aula, mas por que ele não separa tudo antes de aula, como a maioria faz? Não pode encher a garrafinha antes de aula começar? É que ele está criando desculpas para sair da aula. Tudo bem, cada um faz o que quer, mas depois não pode reclamar que está fora de forma ou que está com pouca resistência. Tudo depende da dedicação.

Eu tenho uma aluna que quase sempre “esquece” de trazer a lição de casa. Um dia ela diz que o livro ficou no carro da mãe. No outro dia, ela diz que emprestou o livro para uma amiga e a amiga se esqueceu de devolver. No outro dia, ela foi dormir na casa da avó e deixou o livro lá. Ela sempre tem uma ótima desculpa. No entanto, quando fizemos a última prova, ela tirou uma nota baixa. Claro, ela não havia praticado o suficiente! A lição de casa ajuda você a praticar o que está aprendendo e ajuda a fixar o seu conhecimento. Mais do que isso, você aprende com os seus erros. Se você não teve a chance de treinar, errar e pensar sobre os seus erros, não vai aprender. É claro que você tem ótimas desculpas para tudo o que deixou de fazer. Porém é você quem sofre as consequências depois.

E você? É daqueles que cria desculpas? Pense um pouco sobre a sua atitude e veja no que ela pode ajudar o seu aprendizado. Você é responsável por você. Assuma isso e aprenda muito mais!

Até a próxima,

Carlos